sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Proposta de cursos

Por André,



Ontem levantei no Facebook uma bola sobre algo que já vinha fazendo minha cabeça há algum tempo e testei o público sobre a possibilidade: ministrar pequenos cursos, online, de caráter formativo e voltados para o público interessado e não necessariamente treinado (em Filosofia em especial e em Humanidades em geral). Os preços seriam módicos (não mais que 50 reais), variando apenas para a eventualidade de um curso mais extenso (para um possível início de atividades penso em cursos de 4 aulas).

Vou maturar a ideia antes que a coisa esfrie e dar um feedback para os vários (e excelentes!) amigos que se mostraram favoráveis à ideia.

Num primeiro momento, o que posso oferecer em termos de qualidade para os eventuais inscritos? De início é provável que as facilidades de pagamento sejam reduzidas (depósito/transferência e Paypal) e que alguma plataforma gratuita ou barata seja utilizada para as aulas. Porém, neste início, a coisa toda se focaria em:

- qualidade de conteúdo (comento mais a respeito de conteúdo na sequência);
- dedicação e atenção aos alunos;
- material escrito e esclarecimento de dúvidas.

Posso oferecer tudo isso pelo preço módico que tenho em mente e considerando que num primeiro momento não tenho dinheiro para investir e pagar alguma operadora de pagamentos e uma plataforma mais elaborada (porém, são coisas que, caso haja êxito no projeto, eu certamente investirei).

Pensei em, agora neste início de coisas, ministrar cursos formativos de história da Filosofia, sendo que o primeiro seria sobre os filósofos pré-socráticos e a Grécia como berço daquilo que hoje concebemos (e, por vezes, defendemos) como civilização ocidental (vira e mexe, aliás, aparece algum especialista alegando que a Filosofia não foi um "milagre grego", mas que teria surgido no oriente ou na África - o que reforça a importância de um curso com esta finalidade). Fazendo a ponte para um eventual curso sobre Sócrates.

Na minha postagem no Facebook muita gente me sugeriu um curso sobre Eric Voegelin, Mário Ferreira dos Santos etc. Embora eu ache a ideia muito empolgante, confesso que não é a minha intenção INICIAL, de início pretendo fazer algo que conjugue qualidade, acessibilidade e preço. Temas mais profundos requerem mais tempo, interesse mais específico, o que inevitavelmente levaria a preços um pouco maiores. É claro que fazer isso faz parte do meu rol de intenções, mas para o futuro próximo, conforme o interesse e demanda pelos cursos.

De início, embora tentador, não pretendo ministrar cursos sobre temas atualíssimos ou "conspiratórios" (com muitas aspas, uso o termo apenas para fins ilustrativos), visto que: há pessoas melhores que eu fazendo isso e porque creio que cursos formativos sejam tão urgentes quanto estes. Mas a hipótese não está descartada a priori, em havendo demanda tudo é possível.

Peço encarecidamente que os interessados respondam a este questionário:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfIEricVssiF9Y6EXosWNm1JIVWQLSTNzern1hqGiPuSyo5Rg/viewform

domingo, 15 de janeiro de 2017

"História e Utopia" de Emil Cioran

Por André,


Neste pequeno livro (Cioran era avesso aos "grandes tratados"), minha segunda leitura de 2017, Cioran deixa completamente nus os crentes no progresso histórico, na utopia e no otimismo.

Cada parágrafo é uma martelada - talvez devêssemos atribuir igualmente a alcunha de "filósofo do martelo" a Cioran", o poder de concisão de Cioran certamente é das coisas mais admiráveis da história da prosa - considerando que o romeno percorreu o caminho das pedras para escrever fluentemente em francês.

Há neste livro um excelente ensaio sobre a Rússia, que surpreende pelo caráter profético e confere um interesse extra na obra.

Dela, pinço o seguinte trecho:

"Ao divinizar a história para desacreditar Deus, o marxismo só conseguiu tornar Deus mais estranho e mais obsedante. Pode-se sufocar tudo no homem, salvo a necessidade de absoluto, que sobreviverá à destruição dos templos, e mesmo ao desaparecimento da religião sobre a Terra. E como a essência do povo russo é religiosa, ela inevitavelmente se reerguerá" (p. 34).

Embora certamente Cioran jamais se enfileiraria aos conservadores, sua crítica destruidora das utopias e das ideologias joga mais água em nosso moinho que no moinho revolucionário,

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Primeira leitura de 2017: "O Duplo" de Dostoiévski

Por André,


Como é de praxe, a única leitura que consigo contabilizar e compartilhar publicamente a análise é a primeira do ano. Este ano foi vez de literatura e do mestre russo.

Confesso que a leitura não é exatamente agradável. A personagem principal é repetitiva e refere-se a si próprio na terceira pessoa, o que dificulta a fluidez da leitura em alguns momentos. Nada, é claro, que deva fazer alguém declinar da leitura.

Como também é de costume, traço minhas impressões interpretativas gerais e depois começo a pesquisar estudos e resenhas para conferir o que bate e o que não bate. Grande parte bateu, minha impressão inicial é que a personagem principal delira e que não há nenhum "Goliádkin júnior". Estou conferindo alguns pontos nesse estudo de 70 páginas (!!): http://law.capital.edu/WorkArea/DownloadAsset.aspx?id=27825

A sensação de incômodo que a obra me despertou lembrou e muito aquela que senti quando li A Metamorfose de Kafka. Se nesta o sujeito se transforma e inseto e sua família se preocupa com seu emprego, em O Duplo eis que surge um sujeito idêntico ao herói e ele se preocupa com... o seu emprego! Não me parece a reação/preocupação inicial que alguém normal teria se descobrisse que existe um gêmeo homônimo seu circulando por aí. Claro que esses elementos foram colocados por Kafka e Dostoievski intencionalmente nos textos, talvez com a ideia de despertar no leitor esse exato incômodo, mas essa histeria causa mesmo um considerável desconforto.

A edição é portuguesa da "Editorial Presença" e a tradução é premiadíssima do casal Nina e Filipe Guerra.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Roda Viva com Theodore Dalrymple

Por André,



A despeito do médico britânico ter sido extremamente mal explorado pelos entrevistadores (a moça do Estadão perguntou sobre algo vastamente documentado nos livros de Dalrymple - sua experiência com presidiários, a filósofa da da revista VIP disse que estava a ver uma palestra do médico a caminho da entrevista mas que não teve tempo de terminá-la), ainda se trata de uma mente brilhante tratando de temas urgentes da guerra cultural (união europeia, presidiários, moral, socialismo etc).

Os entrevistadores foram o máximo que pudemos oferecer.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Altos e baixos de 2016, projeções para 2017

Por André,

No hangout de retrospectiva que participei na última quinta-feira fiz uma lista de altos e baixos de 2016. Quero aqui reprisar minha lista e apontar algumas projeções modestas para 2017:


ALTOS:

- Estados Unidos da América;

- Partido republicano (paradoxalmente: seu establishment foi derrotado, mas recuperou a presidência e fez maioria na Câmara e Senado);

- Euroceticismo;


- Ala eurocética do partido Conservador Britânico;

- mercado editorial "conservador" brasileiro;





- Alt-Right;

- guerra de narrativas;

- agenda e militância pró-aborto;

- minha carreira de editor (tive a chance de participar da edição do ótimo Idade Média, o que não nos ensinaram, em belíssima edição pela Linotipo Digital).




BAIXOS:

- Partido Democrata;

- Hillary Clinton;

- Barack Obama;


- clãs políticos americanos (Clinton, Bush);

- Mídia tradicional/imprensa (Brasil/mundo);

- institutos de pesquisa (Brasil/mundo);



- PT;


- "Justiça social";

- Feminismo 3ª onda;



- Ben Shapiro.


PROJEÇÕES:

- A guerra de narrativas continuará a todo vapor, pois não acredito que ela tenha sido enfrentada efetivamente pelas alas não à esquerda do espectro. O que quero dizer com isso? Casos isolados de racismo, homofobia ou terrorismo praticados por eleitores de Trump, simpatizantes do Bolsonaro ou homens brancos continuarão causando comoção mundial/nacional, ao passo que as mesmíssimas situações, quando praticadas por negros, gays ou muçulmanos serão tão rapidamente esquecidas como são os demais casos de violência.

- A agenda do aborto avançará no Brasil e veremos novas canetadas do STF, tanto sobre aborto quanto sobre outras pautas progressistas que não têm simpatia das pessoas e do Congresso.

- Donald Trump sofrerá com o padrão duplo da imprensa como nunca ninguém sofreu antes: 


Ou seja, a narrativa que Trump é um cara mau será emplacada mesmo que o custo disso seja o próprio princípio da não-contradição.

- A direita vencerá na França (quer Fillon - mais provável - quer Le Pen).

- O euroceticismo avançará mais na Europa, seja com a eleição de governantes, parlamentares ou a saída de países do bloco.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Hangout retrospectiva 2016

Por André,

Ontem tive a oportunidade de participar de um hangout com uma retrospectiva dos principais acontecimentos de 2016 e a gravação segue abaixo:

domingo, 25 de dezembro de 2016

O multiculturalismo globalista tem sangue nas suas mãos

Por André,



Uma jovem estudante de medicina alemã de 19 anos foi estuprada e morta por um refugiado afegão na Alemanha (confiram a matéria suspeitamente honesta no Globo).

O ponto aqui é que homens jovens em idade militar NÃO SÃO REFUGIADOS.

Refugiado é idoso, criança, mulher viúva.

Marmanjo em idade militar NÃO É REFUGIADO, É IMIGRANTE. Poderiam ir para a Arábia Saudita, para o Kuwait, para o Bahrein, poderiam permanecer na Turquia, mas preferem ir para a Alemanha ou para Calais e entrar de qualquer jeito na Inglaterra (nem mesmo a França basta).

Os pais da garota, militantes ideológicos da doutrina do multiculturalismo e das fronteiras abertas usaram o funeral da filha para angariar fundos para imigrantes.

Os pais da garota, ligados à União Europeia, são militantes do multiculturalismo globalista que pretende abolir as fronteiras dos Estado-nação. E a coisa não para aí, ambos usaram o funeral da filha para arrecadar dinheiro em favor de imigrantes: http://usdefensewatch.com/2016/12/german-parents-of-daughter-rapedmurdered-by-muslim-migrant-collect-funeral-donations-for-migrants/.

A Europa morreu.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

História com Gosto: As mais belas pinturas de Natal

História com Gosto: As mais belas pinturas de Natal: I - A Natividade na Arte A Natividade de Cristo tem sido um tema maior na arte Ocidental desde o século IV. As representações artísti...