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sábado, 2 de junho de 2012

Rodrigo Constantino comenta o livro "Por que virei à direita?"

Por André,

Pode ser visto aqui (não consegui adicionar o vídeo, acredito que o motivo seja que é bastante recente).

A vida descrita por Schopenhauer

Por André,


"Sua vida, portanto, oscila como um pêndulo, para aqui e para acolá. entre a dor e o tédio, os quais em realidade são seus componentes básicos"

SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e como representação. São Paulo: ed. UNESP, 2005, p. 402 (§57, l. IV).

Bruno Garschagen: Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com ...

Bruno Garschagen: Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com ...: No podcast desta semana eu entrevisto Jonas Fagá , analista de valores mobiliários, empresário e um dos fundadores do Clube de Viena , qu...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Rodrigo Constantino: Sinais de retrocesso

Rodrigo Constantino: Sinais de retrocesso: Rodrigo Constantino, O GLOBO Voltamos aos tempos de pacotes econômicos semanais. Precisamos ficar atentos diariamente ao “Jornal Nacional”...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Rodrigo Constantino: República das bananas

Rodrigo Constantino: República das bananas: Rodrigo Constantino, Revista VOTO "Vês, pois, que, onde tudo está sob o poder de uma facção, não se pode dizer que existe República." (C...

domingo, 27 de maio de 2012

Atividade solitária por excelência, o que me resta é escrever. O tema? A felicidade

Por André,


Diz Rilke, certamente o autor de língua alemã mais conhecido no Brasil, em seu Cartas a um jovem poeta, que escrever (no caso dele, poesia) tem de ser algo vital: "(...) basta, como foi dito, sentir que seria possível viver sem escrever para não ter mais o direito de fazê-lo" (RILKE, 2011,p. 27).

Cada vez mais, compreendo esta afirmação de Rilke. Primeiramente, porque é o que resta. Na medida em que todos precisam extravasar suas afecções para algum lugar; aqueles que podem, o fazem com outras pessoas, aqueles que não, escrevem. Só é certo que precisam fazer algo, caso contrário enlouqueceriam, a alguns só resta registrar por escrito, é vital que escrevam e diria eu que é essencial que escrevam!

Não é isso que fazem os artistas com os ilimitados recursos que estão disponíveis, registram sentimentos acima de tudo humanos e que nós, ao lermos/ouvirmos/vermos nos identificamos e temos a impressão que aquilo foi projetado para explicar nossa condição? Ora, numa certa medida, isto é verdade, pois como os sentimentos são humanos (e não são tantos assim), mesmo quando o artista está a descrever algo que se deu com ele próprio, aquilo participa perfeitamente da condição de outrém, ainda que alhures.

Para testemunhar em meu favor, ninguém menos que Jorge Luís Borges: "Penso que todo escritor de valor é uma figura solitária" (p. 24).

Preciso, cada vez mais, escrever. É o que "sei" fazer. Minto. É o que POSSO fazer. Gostaria que meus textos tivessem um destino certo. Na verdade têm, só que as destinatárias estão implícitas, nas entrelinhas, sutil e subliminarmente reveladas - à minha maneira.

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Um certo dilema, envolvendo a felicidade (em grego, eudaimonia), foi muito bem trabalhado por uma corrente grega antiga de Filosofia.

Quando atingimos a felicidade? Ora, quando obtemos nosso objeto de desejo. Se desejo um carro, e o compro, fico feliz por minha aquisição. Contudo, essa concepção de felicidade tem seus problemas e eles não são pequenos.

A felicidade seria, então, efêmera. A infelicidade seria o estado quase que permanente da condição humana. Eu compro meu carro, duas semanas depois eu quero um apartamento.

Minha felicidade é adquirir um apartamento, enquanto eu não o adquiro, sou infeliz. Depois que o adquiro, sou feliz por um pequeno espaço de tempo, depois o objeto capaz de me fazer feliz passa a ser um novo.

Percebem o dilema?

Somos felizes por pouco tempo. Sofremos antes, sofremos depois. Sofremos antes de ter o que queremos, quando temos, somos felizes por pouco tempo, ou porque queremos algo novo ou porque CORREMOS O RISCO DE PERDER AQUILO QUE TEMOS.

Quem nunca passou por isso? Sofro ao cubo. Ainda sequer obtive o que desejo, sofro. Há a possibilidade de obter (mas só a possibilidade), sofro de novo. Caso obtenha, tenho medo de não ser bom o suficiente e perder, sofro novamente. Três vezes.

Ou seja, a vida é, ao menos na maior parte do tempo, sofrimento, desprazer, infelicidade. Schopenhauer entra sem pedir licença...

Será que ser feliz é possível? Se sim, por quanto tempo? Quais as condições? Qual o preço a pagar? Sozinho ou em parceria?

O tema segue intrigante e insolúvel...


Referências:

BORGES, J. L.; FERRARI, O. Sobre a Filosofia e outros diálogos. Trad. John O'Kuinghttons. São Paulo: ed. Hedra, 2009.

RILKE, Rainer Maria. Cartas a um jovem poeta. Trad. Pedro Süssekind. São Paulo: ed. L&PM, 2006.

Sugestão:

SPONVILLE, André Comte. À felicidade, desesperadamente. Editora Martins Fontes.

sábado, 26 de maio de 2012

Ayn Rand e a "Era da Inveja"

Por André,

"No Brasil sucesso é ofensa pessoal"

"Nada pode tornar moral a destruição dos melhores. Não se pode ser punido por ser bom"

RAND, 2010, p. 87 - A Revolta de Atlas

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O efeito do politicamente correto no Brasil - Por L. F. Pondé

Bocejo pessimista XXI - (...) desesperada e desgraçadamente.

Por André,



Começo a sentir dores.

Os efeitos orgânicos estão se multiplicando (queria eu que as CAUSAS fossem orgânicas, seria permitido curar a tudo isso com fármacos).

Não me alimento direito há dias. Sento à mesa, os neurônios põem-se a trabalhar e o apetite se esvai. Ganho expressão atônita e os alimentos dançam sem norte. Ninguém se espanta mais, tornou-se rotina.

A taquicardia tornou-se minha companheira fiel. Nada mais natural este descompasso, não é a primeira vez que me acompanha e provavelmente não será a última. Nem de longe o ritmo do meu músculo cardíaco é suave e agradável aos sentidos quanto são seus passos.

Meu sono nunca foi tão irrequieto. Tão fora de ritmo, parece ter vontade própria. Se resume a, quando muito, um quarto de dia, constantemente interrompido por pensamentos mal resolvidos oriundos da vigília, regados a lampejos visuais nem sempre reconhecíveis. Quisera eu que ele seguisse o ritmo suave da sua expressão.

Se concentrar virou, como sempre nessas ocasiões, uma utopia. Fico a procurar padrões, referências, coincidências. Observo e seleciono, e acabo relacionando... Tudo acaba por me remeter à suavidade que você exprime. Entre um Kant e outro Hume, você aparece e povoa meus pensamentos, causando uma prazerosa confusão. A materialidade da minha alma se resume a você: matéria bruta dos meus pensamentos, átomos da minha alma.


Faz perder meu ideal racional, minha lógica, meu caráter analítico. Faz dar razão aos filósofos que desprezo. Falsifica minhas teorias sobre as paixões, as inclinações, as afecções, os afetos ou qualquer outro conceito inventado pelos sábios.

A pergunta que me faço: quão bom isso é? É bom? Vale a pena?

Só há uma última teoria a ser falsificada: a saber, que estar emocionalmente neutro sempre é uma posição privilegiada a estar emocionalmente envolvido. Me convencerá disso?

Ou, como atualmente creio, é tudo uma questão de química e neurologia?

Os 3 maiores mitos do Capitalismo