quarta-feira, 26 de julho de 2017

Uma imagem contra a política de refugiados da Europa

Por André,



A Alemanha, graças a seu complexo de culpa pós-nazista, abriu suas fronteiras para cerca de 2 milhões de supostamente refugiados. E mesmo depois após declarações do Estado Islâmico dizendo que infiltrou terroristas entre essa massa de pessoas, muita gente segue defendendo uma política de "open borders" sobre refugiados.

Vamos aqui, para fins argumentativos, admitir que há algum controle em quem entra (não há) e que a maioria é composta de gente decente, que não são imigrantes econômicos e que são bem-intencionados (se não sabemos quem entra não há como saber nada disso).

A escolha que se coloca diante dos burocratas da União Europeia e dos defensores de uma aceitação irrestrita de refugiados poderia ser chamada de "dilema dos M&Ms envenenados".

Suponha que você está na seguinte situação: alguém lhe oferece uma tigela com 1.000 M&Ms. Você sabe que desse universo de 1.000, 5 doces estão envenenados com uma substância fatal. Mesmo sabendo que a grande maioria dos doces não fará mal algum, você comeria tranquilamente os M&Ms? Daria a tigela para seu filho? Os cidadãos europeus estão exatamente diante desse dilema, mas talvez nem todos encarem a situação com esse grau de crueza e seriedade.

Embora o exemplo seja hipotético, a situação foi alvo de uma pergunta para om jornalista britânico Douglas Murray em palestra. Um membro da plateia foi perguntado se aceitaria normalmente 1 milhão de refugiados mesmo sabendo que entre esse milhão há um homem-bomba. O sujeito da plateia disse que seguiria aceitando o milhão (ao que me parece, pelo contexto da palestra, movido a algum tipo de culpa colonialista), ao Murray sempre de forma sagaz replicou: "isso é válido até seu filho querer ir a um show da Ariana Grande" [referência aos atentados de Manchester): https://goo.gl/asCLhw.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Por que a rede Globo emplacou a ideologia de gênero?

Por André,

Um dos mitos que "fez minha cabeça" (no sentido que sempre estive a pensar nisso, seja por doutrinação direta, seja por reflexão própria, seja por ler algum artigo de opinião etc) - não apenas a minha, a de muita gente, é a ideia que de alguma forma a Rede Globo é um bastião do direitismo, algo que, politicamente, se encarna - segundo os defensores da ideia - numa defesa enviesada do PSDB. Lembro de ouvir essa cantilena em sala de aula durante meu ensino médio.

A coisa é tão histérica que lembro de gente sugerindo que o reclame em comemoração aos 45 anos da Rede Globo era uma forma velada de propaganda para o PSDB.

Pois bem, eu consegui observar muito rapidamente, assistindo a UM único intervalo comercial da emissora, a simpatia pela ideologia de gênero em pelo menos quatro atrações: a novela com a mulher trans gay ("A Força do Querer", onde a criadora Gloria Perez é assessorada por uma trans para construir a narrativa); o programa da Fátima Bernardes, que traz o tema diariamente na hora do seu café da manhã; a "novela" Malhação que agora conta com o subtítulo (sic) "viva a diferença" e o letreiro do programa "Video Show", cuja letra "o" é recoberta por um arco-íris.

Quem via propaganda subliminar pró-tucana no comercial de 45 anos da Globo vai admitir que a emissora passa por um nítido movimento propagandístico da ideologia de gênero?

Nos EUA estima-se que 0,3% da população apresente alguma forma de transgeneridade, quem está por trás da propaganda diuturna do modo de vida de 0,3% da população e qual a origem de tanta "preocupação"? Quando o pessoal que vê na Globo a defensora dos direitistas nacionais vai se fazer essa pergunta?

domingo, 16 de julho de 2017

Denúncia grave: partidos de extrema-esquerda cooptam crianças e estupram garotinhas

Por Trip,

Confiram importante trecho da entrevista com Marília Coutinho (irmã do cartunista Laerte), hoje importante halterofilista brasileira, doutora em Biologia, mas que passou maus bocados na adolescência com os "amigos" comunistas da família:

"O quanto sua relação com o levantamento de peso mexeu com a sua identidade?" 
Aconteceu mais de uma vez. Fui uma criança “problemática”. Tinha pouquíssima capacidade de comunicação, dificuldade de interpretar ações não verbais, medo e depressão. E tinha surtos de violência quando sentia medo. Até que tive a oportunidade de fazer esportes. E foi algo muito disciplinador e ajudou a integrar pedaços de mim que estavam perdidos. Fiz atletismo, vôlei, fui campeã brasileira de esgrima. E isso me deu muita estrutura. Aquilo era a minha vida, até que eu fui arrancada do esporte...

"Como assim, arrancada?" 
Foi quando o Partido Comunista Brasileiro achou que eu tinha que parar com aquele desvio pequeno-burguês. Eu tinha 15 anos... 
"Mas você já era do partido comunista nessa idade?" 
Não, mas o meu entorno era. Irmãos, amigos da família. E eles exerciam um poder enorme sobre a gente. E em determinado momento um deles chegou pra mim e disse: “Olha, chegou a hora de você largar essas coisas e entrar na luta. A vida do militante tem que ser exclusivamente a revolução. E acabou”. O discurso era muito persuasivo, principalmente para uma adolescente culta, sob uma ditadura. Aquelas pessoas destruíram parte da minha vida. 
"Destruíram de que forma?" 
Eram violentos. Fui muito maltratada dentro das organizações de esquerda. Primeiro no Partido Comunista Brasileiro. Mas pelo menos no Partidão era só tortura psicológica. Bem melhor do que na outra organização da qual eu fiz parte, a Convergência Socialista, hoje o PSTU. Lá eu fui estuprada... E tinha que suportar, porque contar seria traição. A luta era mais importante – e os homens eram mais importantes. As militantes de base eram obrigadas a fazer sexo com os líderes. Tem militantes de uma geração anterior à minha que não sabem se foram mais agredidas pelos torturadores ou pelos companheiros. E eu era uma menina novinha, 16 anos, loira, de olho azul... prato cheio.

Resta ainda alguma dúvida para alguém que, se não ficamos sabendo disso antes, é porque há um domínio praticamente absoluto da narrativa histórica por parte da esquerda? Alguém acredita que Marília foi a única vítima desse tipo de coisa? Vocês têm notícia de militares estuprando filhas de colegas por prazer sádico?

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O ar irrespirável do politicamente correto

Por Estadão,


Professor de biologia evolutiva da faculdade Evergreen foi alvo dos 'guerreiros da justiça social' e quejandos

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

O ar na faculdade Evergreen, no Estado americano de Washington, ficou pesado para o professor de biologia evolutiva Bret Weinstein. Típico acadêmico esquerdista, desses que apoiam Bernie Sanders e Occupy Wall Street, Weinstein tornou-se o último alvo dos “politicamente corretos”, “guerreiros da justiça social” e quejandos.

Suas aulas foram interrompidas no início de junho por manifestantes que o xingavam de racista e queriam expulsá-lo do câmpus. O motivo era um e-mail em que ele se dizia contrário à mudança que a direção fizera numa tradição que data dos anos 70: o Dia de Ausência. Inspirados na peça homônima do dramaturgo Douglas Turner Ward, em que negros paralisam uma cidade ao ficar um dia em casa, os alunos e professores negros deixavam de ir ao câmpus durante um dia, em gesto simbólico contra o racismo. Neste ano, a direção resolveu que os alunos e professores brancos é que deveriam ficar em casa naquele dia.

“Há enorme diferença entre um grupo decidir voluntariamente se ausentar de um espaço compartilhado, para sublinhar seu papel vital subestimado, e encorajar outro grupo a ir embora”, escreveu Weinstein na mensagem. “O primeiro é um chamado à consciência que fere a lógica da opressão. O segundo é uma demonstração de força, um ato de opressão em si.” Seu argumento irrefutável despertou ira e violência. Manifestantes tomaram o câmpus armados com tacos de beisebol, spray de pimenta e canivetes. A revolta cresceu depois que ele deu entrevista à Fox News, e o câmpus foi invadido também por seus defensores. A direção foi incapaz de manter sua segurança.

Weinstein duvida que tenha condição de voltar às aulas no próximo semestre. “Não tenho interesse em interagir com uma comunidade tão confusa a respeito da realidade quanto Evergreen”, diz. O que mais o chocou é haver, numa faculdade, tanta gente “imune ao aprendizado”. Não é só em Evergreen.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Avançam os tribunais raciais no Brasil

Por André,



Em 2014 eu escrevi um texto (https://goo.gl/wFsAVs) afirmando que cedo ou tarde a política de cotas colapsaria e encontraria seu fim. Meu argumento era simples e se mostrou parcialmente correto: as pessoas AUTODECLARAM seu pertencimento a determinada raça e então se beneficiam de cotas raciais. Como autodeclaração é, por definição, subjetiva, pessoas não-negras poderiam se declarar negras e se beneficiar; assim que muita gente percebesse isso, todos se autodeclarariam negros (algo não completamente errôneo considerando o grau de miscigenação do brasileiro comum) e fariam a ideia de cotas perder sentido.

Estava implícito no meu argumento que a política de cotas colapsaria porque o Estado não ousaria instituir um tribunal racial para conferir se os autodeclarados negros eram de fato negros ou não. Nesse aspecto, minha previsão se mostrou falha (será que os burocratas já montaram uma tabelinha lombrosiana para avaliar tamanho do crânio, nariz, lábios, dentes, tipo de cabelo etc. etc para enquadrar alguém como negro ou não?).

Eis que hoje a maior universidade do Brasil declarou sua adesão à política de cotas:


Agora só resta aguardar pelo tribunal racial uspiano.

sábado, 1 de julho de 2017

Breves comentários sobre Mulher Maravilha

Por André,


- O filme da Mulher Maravilha, cercado por polêmicas, foi, em meu modesto ver, o melhor de uma trilogia imaginária (Homem de Aço, Batman vs Superman).

- Evidente que, por se tratar de uma heroína mulher, muitos querem emplacar a narrativa de que o filme seria "feminista", fato negado por sua diretorA. Embora a narrativa possa até ser relida como uma espécie de feminismo soft, não há nada explícito que garanta isso, especialmente nos atos da própria Mulher Maravilha, que não re rebela contra o "mundo dos homens" de maneira odienta em momento algum (e, é claro, trabalha para derrubar o Deus da Guerra que age por meio, também, de uma mulher "empoderada", uma cientista brilhante).

- Muitas justiceiras sociais sequer tentarão emplacar a ideia que o filme foi feminista por causa da belíssima Gal Gadot. Ela cometeu um pecado imperdoável pra essa gente seletiva na defesa das minorias: nasceu em Israel e serviu no exército de seu país, cumprindo a obrigação de qualquer cidadão. Além, é claro, de não ter dado mostras de ser feminista.

- Ares, o Deus da Guerra, pode ter sido considerado um vilão meia bomba por alguns. Mas talvez essa seja parte da ideia, para ilustrar que o mal nem sempre aparece nas suas expressões mais carrancudas (Ludendorff), às vezes, as expressões mais carrancudas são a segunda mão do mal disfarçado de alguma forma mais light, e COM UM DISCURSO PACIFISTA. Uma possível leitura a ser feita aqui é que Ares se vende como as principais peças de propaganda globalistas (ONU, UNESCO, União Europeia etc): pacíficos na casca, belicosos na essência. Prometendo e supostamente fomentando a paz para a plateia, mas germinando a guerra por trás das cortinas para, depois, vender-se como solução para o caos por eles próprios criados demandando mais e mais poder.

- As diversas referências simbólicas ao cristianismo, presentes nos outros filmes da trilogia seguem presentes em Mulher Maravilha (http://catholicexchange.com/lady-real-wonder-woman).

- A crítica está, nesse filme, entre dois pontos que não sabe qual aderir: investir na ideia do filme ser feminista, a contragosto da diretora e mentir descaradamente (não é tão difícil e muita gente tentou), falar mal do filme e revelar seu antissemitismo - uma cadela sempre à espreita pronta para latir -. ou reconhecer que o filme é bom, a despeito dos fatos anteriores.