sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Caos estético brasileiro I

Por André,

Vivemos num ambiente de total caos estético. As consequências disso nas demais esferas da vida são muito maiores do que usualmente imaginamos e do que habitualmente as pessoas comuns sabem (o prof. Olavo comentou o fenômeno neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=2qDWt_ZPbK0).

Num nível mais profundo,isso deve causar efeitos sociais de grandes proporções (difíceis de mensurar, daí o "deve"), empobrecendo até mesmo a produção filosófica nacional (como refletir racionalmente sobre a realidade num ambiente caótico, feio e nervoso?).

Dessa forma, começo uma série de postagens que evidenciam e exemplificam o problema. Segue a primeira imagem, de um obelisco (localizado próximo à estação Anhangabaú do metrô, em SP). O centro de São Paulo, aliás, é particularmente caótico e feio: ainda guarda restos (principalmente arquitetônicos) de um passado em que a beleza imperava, mas que hoje é mal cuidado, sujo, povoado por mendigos e crackudos e fedido.



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Entrevista sobre o ensino da Filosofia

Por André,

Em entrevista ao 303 Online, o Prof. Mestre em Filosofia e tradutor, André Assi Barreto, conta sua experiência em sala de aula e fala como geralmente é a relação dos alunos com a Filosofia.

“Muitos têm dificuldade em conceber ideias abstratas”

Por Giselle F. Pacheco (graduanda em Letras),



303- Qual a dificuldade em ensinar Filosofia? 


A- Bem, as dificuldades relacionadas ao ensino da Filosofia são, muitas vezes e em certo sentido, penso eu, as mesmas relacionadas ao ensino da Matemática. Tentarei explicar minha posição sobre isso: a Matemática lida com objetos abstratos (número, figura geométrica, etc.), e muitos têm dificuldade em conceber ideias abstratas. Muitas vezes as pessoas falam “Ah, quando eu vou usar isso na minha vida?” ou “Me dê um exemplo concreto”, justamente porque precisam de algo concreto para entender o conceito abstrato que está por trás da coisa. E com a Filosofia penso que seja da mesma maneira, porque ela trabalha com conceitos abstratos, como, por exemplo, a Verdade, o Belo, o Bom... Então é difícil você tratar desses assuntos sem que as pessoas achem que você está falando abobrinha, quando na verdade você está falando de conceitos que não existem no mundo concreto. Ou seja, a barreira a ser transgredida no ensino da Filosofia é a mesma a ser transgredida no ensino da Matemática. 


303- Como você faz para contornar isso?

A- Essa situação, na verdade, é bem difícil de ser contornada, não existe um método ou uma maneira única. Normalmente, procuro explicar com bastante calma, se o problema for o conceito abstrato, embora não seja correto, tento trazer exemplos concretos do dia-a-dia, exemplos da vida cotidiana etc. Assim como na Matemática, quando o sujeito pergunta o porquê dele aprender aquilo e dizemos que ele precisa saber as quatro operações para não ser enganado na hora do troco, para ensinar ética, por exemplo, podemos pensar: dar ou não dar esmola para um mendigo? É uma situação concreta de um problema ético. Portanto, é válido tentar explicar isso com situações do cotidiano ou com exemplos extraídos de livros e filmes. Eu, particularmente, não gosto desse método, faço por necessidade porque a alternativa a isso é a pessoa não entender nada, mas eu penso que deveríamos compreender o conceito abstrato como conceito abstrato, o exemplo prático é lucro. 


303- Como abordar temas políticos em sala de aula?

A- Bem, essa questão de temas políticos é bastante complicada, até porque estamos vivendo o debate do Escola sem Partido, que consiste em o professor abordar temas políticos expondo os dois lados da moeda e nunca tomando partido de um lado ou de outro em termos de ideologia etc. Nesse ponto eu concordo totalmente com o Escola sem Partido, pois eu acredito que se formos, por exemplo, expor o Marx, e ele tem de ser exposto, temos que expor todas as críticas ao Marx que vieram depois dele, que não foram poucas e nem ruins (pelo contrário, foram boas e até agora não chegou a meu conhecimento nenhuma réplica marxista consistente dessas objeções). Temos boas críticas colocadas a respeito do Marxismo e minhas experiências me dizem que elas não são apresentadas no cotidiano da sala de aula (só por “malucos” autodidatas que nem eu e outra meia dúzia). Então você tem toda a apresentação dos conceitos de Marx em História, Filosofia, Sociologia, mas não tem nenhum contraponto e nenhum pensador que tenha dito o contrário do que o Marx disse e que tenha criticado e refutado suas ideias. Ou seja, todo tema político deveria ser exposto, como chamamos na Filosofia, de maneira “dialética”. Você expõe a ideia e sua “anti-ideia”, o que a chamamos de tese e antítese. Se não for desse jeito, você acaba vendendo para o aluno que aquela é a única alternativa disponível. Um exemplo clássico disso, e que não poderia ser mais mentiroso, é que o socialismo é único modelo econômico possível, sendo que o capitalismo também é um modelo econômico possível e disponível (o único, penso eu e todo mundo que entenda a definição de “mercado”). 


303- Qual a importância desses conhecimentos na formação do aluno? 

A- As pessoas acham que podem ficar alheias à Filosofia, que podem viver uma vida sem ter que enfrentar questões postas ou resolvidas pela Filosofia e isso não é verdadeiro. Todo mundo vai ter algumas ideias que são fruto de alguns sistemas de pensamentos, a questão é: você vai ter essas ideias porque as analisou e escolheu as melhores ou você vai ter essas ideias porque você as absorveu da esfera cultural inconscientemente? Ou seja, você vai ter ideias filosóficas, você vai ser um empirista ou racionalista em maior ou menor medida, você vai ter que tomar lados em política. A Filosofia é a “ciência” (usar esse termo é polêmico, mas vale aqui numa exposição curta) que vai te oferecer as ferramentas adequadas para digerir as noções, ideias e conceitos que absorve dessa “atmosfera cultural” a que me referi, e ela é a única que pode e deve fazer isso.



A- Considerações finais 

Minha experiência me mostra que o brasileiro tem alguns problemas com sua forma de adquirir conhecimento. O raciocínio é: ir à escola para saber alguma coisa, para ter algum emprego para ganhar dinheiro. Eu acho essa associação totalmente falsa. Você pode ser muito sábio e não ter dinheiro e isso não é necessariamente ruim. Eu costumo usar a seguinte metáfora: o brasileiro tem com o conhecimento a mesma relação que há entre a árvore de natal e a estrela que vai na ponta. Quando você monta uma árvore de natal, a última coisa que você coloca é a estrela. O brasileiro com o conhecimento é a mesma coisa: primeiro ele quer trabalhar, ganhar dinheiro, construir família, etc., etc., e por último ele vai buscar saber ou conhecer algo (talvez isso tenha a ver com o “imperativo estético” que forma o caráter nacional, conforme afirmam alguns autores como Mario Vieira de Mello e Martim Vasques da Cunha, mas esse assunto é demasiado longo). Isso é totalmente equivocado. Eu penso que todo mundo deveria ter uma cultura geral, independentemente da sua área, cada um com sua especialidade, é óbvio, porém, um engenheiro deve saber quando a primeira guerra mundial começou e terminou e o cara da Filosofia tem que saber o que está acontecendo na Física hoje. Isso não acontece em lugar nenhum, mas no Brasil é mais problemático em especial porque o brasileiro concebe o conhecimento de uma maneira muito instrumental, sempre se trata de conhecer para alguma coisa, seja ganhar dinheiro ou posar de sabichão, mas nunca o conhecimento pelo conhecimento, que é como a Filosofia sempre concebeu as coisas e como os bons intelectuais concebem as coisas. Essa é, penso eu, uma das lições que a Filosofia pode oferecer. 

domingo, 11 de setembro de 2016

A Boa Música: Da Arte de Traduzir

A Boa Música: Da Arte de Traduzir: Carlos Nougué I A Tradução, arte subalternada à Linguagem e à Gramática, tem por duplo objeto 1) o discurso ou o texto por traduz...

Jornalismo de esquerda e a mentira como método

Por André,

Já tive a oportunidade de expor a peça de mentiras que é o jornalista Glenn Greenwald em outras oportunidades. Embora o próprio tenha angariado fama após o caso Edward Snowden, prefiro caracterizá-lo por suas outras características peculiares: um judeu homossexual que acha que o Hamas não é tão mau assim e que a islamofobia é um dos maiores problemas que vivenciamos. Tudo isso, evidentemente, dito desde a América. O termo em uso crescente nas redes sociais e na imprensa anglófona "regressive left" tem muitos débitos com Greenwald também, exatamente pelos seus posicionamentos radicais e obtusos.

Greenwald é casado com um político brasileiro filiado ao PSOL e desde então tem coberto a política brasileira e, como era de se esperar, acusado o "golpe" em curso no Brasil (golpe este perpetrado por absolutamente TODAS as nossas instituições, certamente os americanos que comprarem essa cantilena terão sua crença que somos uma república de bananas reafirmada).

Vejam o seguinte tweet e comentário de Greenwald, onde o sujeito posta uma notícia de JUNHO, que cataloga desde MARÇO o número de moradores de rua mortos em SP (administrada pelo PT com Haddad "recolhendo" os cobertores dos moradores doentes) e conecta o ocorrido às "medidas de austeridade do novo governo":

https://twitter.com/ggreenwald/status/743463657829470208

Questionado pela absurdidade do que escreveu, Greenwald não apenas não negou, mas disse que o Twitter existe para esses fins mesmo: se aproveitar de "ambiguidades" (mentiras) para atacar os adversários:


Eis o jornalismo de esquerda em sua quintessência. 

A guerra de narrativas está aberta como nunca. Quem se interessar pelo assunto, há a palestra de Alexandre Borges sobre o tema e eu mesmo já escrevi sobre o assunto (aqui e aqui). O episódio recente do "aumento" da jornada de trabalho para 12 horas diárias também é deveras ilustrativo no problema do reforço de narrativas.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Indianos formam o grupo imigrante mais rico da América

Por Felippe Hermes,

Pense rápido e responda. Quais os grupos étnicos mais ricos dos Estados Unidos?

Se você chutou britânicos, errou feio, alemães? Mais longe ainda. Que tal... Suecos? Errou por 43 posições. Brancos? Sequer chega ao top 10.

Nenhum grupo étnico nos Estados Unidos possui uma renda per capita tão alta quanto os Indianos... Opa, um ponto fora da curva?

Talvez... em segundo vem os Sul Africanos, em terceiro Filipinos, em quarto Taiwaneses, em quinto eslavos, e em sexto, os colonizadores originais, os britânicos, opa, daí em diante só da europeus, os imigrantes qualificados não é? sqn, os outros europeus dentre os 20 são os Escandinavos, em 11º

Os americanos brancos possuem uma renda US$ 51 mil por ano, a mesma dos Kenyanos (Acho que o salário de US$ 400 mil por ano do Obama distorce a conta, mas tudo bem).

Por curiosidade, os brasileiros são os 102º, com US$ 49 mil anuais de renda per capita, enquanto Israelenses estão em 16º com US$ 66,7 mil.

Mas porque este povo não cria riqueza em seu próprio país? Tente descobrir o que são instituições e você verá. Quando falamos de desenvolvimento e criar riquezas, não existe este papo de que um povo é mais propício que o outro, cultura, geografia etc.

O que importa aqui é como um povo valoriza e protege o comércio, a propriedade privada e remunera a inventividade e todos aqueles que se esforçam em agradar os consumidores.

Não se trata de dizer que americanos são menos aptos e que o DNA estrangeiro é o propulsor da riqueza, pelo contrário, trata-se de reconhecer a importância da solidez das regras americanas.

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Não surpreende quem não tem as vistas tampadas por baboseiras. A Índia é uma sociedade altamente estanque. Quando essas pessoas têm contato com a dinamicidade da vida nos EUA elas devem explodir em possibilidades.

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terça-feira, 6 de setembro de 2016

João Pereira Coutinho na Folha: "'A Morte de Ivan Ilitch', de Tolstói, revela as mentiras da existência"


Amigo leitor: peço desculpa pelo uso abusivo da palavra. Eu não sou seu amigo. Nem você é meu. Não nos conhecemos e, francamente, melhor assim. Eu escrevo e, com sorte, alguém lê desse lado. É uma troca justa. E basta.

Aliás, por falar em amigos, quantos você tem? Cinco? Dez? Vinte? Melhor cortar o número para metade. Tempos atrás, li um estudo sobre as nossas falsas percepções sobre os amigos. E parece que só metade das amizades que julgamos sólidas são recíprocas. Na outra metade estão pessoas que não pensam em nós, pensam pouco ou até pensam mal.

Essas conclusões não me espantam. Experiência cotidiana: alguém fala que encontrou o personagem X e ele, eufórico, falou de mim como "grande amigo".

Disfarço, por gentileza. Mas, se fizesse uma lista com as cem pessoas que passaram pela minha vida –da família mais próxima ao homem que me vendeu os jornais meia hora atrás–, o personagem X não estaria presente.

Aqui entre nós, quem é o personagem X? E, já agora, por que motivo tendemos a inflacionar o número de amigos que julgamos ter?

Fato: o conceito de "amizade" tornou-se uma caricatura, sobretudo quando é possível colecionar centenas ou milhares de "amigos virtuais" no mundo virtual. O pessoal confunde as coisas e julga que um "like" é uma jura de amor eterno.

Mas as conclusões do estudo também não me espantam por causa de um livro publicado há precisamente 130 anos. O autor é Lev Tolstói (1828-1910) e o título é "A Morte de Ivan Ilitch".

Primeira confissão: "A Morte de Ivan Ilitch" sempre me pareceu um erro. "A Vida de Ivan Ilitch" seria a titulatura mais apropriada porque é de vida, e não de morte, que Tolstói nos fala.
Sim, superficialmente, temos um homem que adoece com gravidade e que caminha para o seu cadafalso com a angústia e o ressentimento dos condenados.

Mas a novela de Tolstói é uma meditação avassaladora sobre as mentiras da existência "comme il faut".

A expressão francesa é usada e abusada pelo narrador com propósitos irônicos, mas também descritivos. Ivan Ilitch era a promessa da família –e a promessa se cumpriu.

Estudou, formou-se, tornou-se funcionário judicial de sucesso. E procurou sempre uma vida "comme il faut" que estivesse à altura dos gostos da plateia. Teve um casamento "comme il faut"; uma casa "comme il faut"; uma carreira de magistrado "comme il faut".

E, quando a harmonia doméstica começou a ruir, Ivan Ilitch resolveu o assunto "comme il faut": casou-se com o trabalho e transformou a mulher em "hobby" suportável.

É perante esta gloriosa encenação que a morte surge como elemento dissonante –ou, se preferirmos, "pas comme il faut". Ivan analisa a dor da enfermidade como se aquilo fosse um elemento estranho, injusto, "fora do lugar". Nega a sua condição (morrer, eu?) e, quando a enfrenta, é devorado por um terror gélido ("sim, eu").

Nas mãos de um escritor banal, a doença serviria para mostrar a Ivan Ilitch que as medalhas que ostentamos ao peito não nos protegem do fim inevitável e blá-blá-blá.

Para um monstro como Tolstói, a morte de Ivan Ilitch é a "via dolorosa" da sua salvação. Porque é a morte que permitirá ao personagem olhar para os outros e para ele próprio sem viciar "o fundo insubornável do ser" de que falava o filósofo Ortega y Gasset.

É, enfim, uma visão límpida e aterradora. A mulher e a filha, cansadas da agonia de Ivan, consideram-no um estorvo, um repulsivo estorvo que a morte tarda em levar.

E, quando recorda a sua vida, é na infância, e apenas na infância, que Ivan Ilitch encontra uma felicidade autêntica e sem sombra. A conclusão é trágica e, ao mesmo tempo, libertadora: enquanto subia aos olhos dos outros ("comme il faut"), Ivan Ilitch descia rumo ao naufrágio.

É esse naufrágio, essa falsificação espiritual que encontramos nos "amigos" de Ivan quando sabem da notícia da morte. Uns pensam nas suas carreiras (quem ocupará o lugar do defunto? haverá promoções?). Outros sentem alívio ("foi ele, não fui eu"). E todos suspiram com as obrigações sociais entediantes (ir ao funeral, consolar a viúva etc.). "The show must go on."

Amigos? Temos dezenas, centenas, milhares. E assim continuaremos –autoiludidos e autocentrados– até chegarmos ao leito derradeiro onde estarão poucos ou ninguém.

sábado, 27 de agosto de 2016

Novo projeto de edição de textos: selo Armada. Primeiro livro: Geopolítica Contemporânea

Por André,

Eis que chega até nós, encabeçado pelos amigos Márcio Scansani e Márcia Xavier de Brito, com a preciosa ajuda de Anna Scansani, uma campanha de crowdfunding para lançar não apenas UMA obra essencial - o debute do sempre excelente Paulo Eneas - mas sim SEIS obras essenciais (algo, diga-se, revolucionário em termos de campanhas de crowdfunding para livros) - das quais me envolverei diretamente com pelo menos uma.

A bola da vez é o "Geopolítica Contemporânea", a reunião de artigos analíticos do Paulo Eneas. Por que a obra é essencial? Muito simples, quantos analistas lusófonos de geopolíticas você conhece? Só aí já são poucos. Quantos com a prosa de qualidade, potente e cuja análise se serve de categorias conservadoras como a do Paulo Eneas? Me aponte um mais porque realmente me interessa.

É mais uma campanha cuja participação é ESSENCIAL:

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Lee Kuan Yew, o homem responsável pelo que Cingapura tem de melhor e de pior

Lee Kuan Yew, o homem responsável pelo que Cingapura tem de melhor e de pior: Cingapura se tornou independente da Malásia em 1965. Na verdade, o país foi praticamente expulso da Malásia. À época, Cingapura era um país pobre e atrasado -- uma mancha estéril, improdutiva e sombria em uma das mais perigosas regiões do mundo. Com efeito, a renda per capita de Cingapura em 1965 seria equivalente à de um país como Angola ou Kosovo hoje, ajustada pela inflação. No entanto, Cingapura contava com um líder, um fundador visionário: Lee Kuan Yew. E ele tinha ideias claras sobre como modernizar o país. Sua estratégia continha os seguintes elementos: moeda forte e estável; nada de ajudas estrangeiras; empresas privadas de primeiro mundo, plenamente competitivas, operando em um arranjo de livre comércio pleno e sem sofrer regulações onerosas; e um arranjo de lei e ordem. E, para cumprir esses objetivos, o segredo da estratégia era ter um governo pequeno e transparente; um governo minimalista em termos econômicos, que não impunha complexidades e nem burocracia -- daí a contínua presença de Cingapura no topo do ranking da Doing Business, entidade que mensura a facilidade de se empreender ao redor do mundo.

domingo, 7 de agosto de 2016

Corrupção é um fim justificável para o "meio" revolução

Por André,

O problema das tribos do "eocunha", "eoserra", "eometrô" em condenar (as vezes até em admitir) a corrupção do PT é que suas mentes operam sob a batuta da lógica revolucionária em que os fins justificam os meios. O que tem demais se o Lula roubou, se o PT é corrupto já que (supostamente) o PT trouxe alguma bonança social e, pior ainda, enquanto os demais partidos roubaram mas (supostamente) não fizeram? Estamos falando da galera que não liga de depredar patrimônio público, cercear direito de ir e vir e até nadar no sangue da burguesia se necessário for. O que é um "casinho" de corrupção ou outro pra quem pensa assim?