segunda-feira, 11 de julho de 2016

Como a imprensa narra os fatos? Palestra de Alexandre Borges na Santa Generosa

Por André,

Uma das palestras mais brilhantes que vocês verão nos últimos tempos: como a esquerda é detentora da criação de narrativas no debate público mundial.

sábado, 2 de julho de 2016

Palestra "Eric Voegelin e as religiões políticas", no 2º ciclo de palestras Santa Generosa

Por André,


No último dia 30 tive o prazer de ministrar uma palestra sobre Eric Voegelin e o conceito de religiões políticas no Ciclo de Palestras Santa Generosa, organizado pelo amigo e professor Rodrigo Gurgel. Sintetizo aqui todo o material (vídeo e slides):


domingo, 26 de junho de 2016

Palestra: "Eric Voegelin e as religiões políticas", 2º Ciclo de Palestras Santa Generosa

Por André,


Terei o prazer e honra de fazer uma breve apresentação sobre o tema "Eric Voegelin e as religiões políticas" no 2º Ciclo de palestras Santa Generosa, organizado pelo prof. Rodrigo Gurgel e que já contou com a participação de nomes como Benê Barbosa, Flavio Morgenstern, Josias Teófilo, Paulo Cruz e outros.

A coisa ocorrerá no dia 30 do mês corrente, às 20 horas. Haverá registro em vídeo, com transmissão ao vivo. Após a palestra disponibilizarei o power point.


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Brexit: vitória dos mais pobres, remain: voto das elites, da burocracia e dos ricos

Por André,



PRA SABER COMO A ESQUERDA AMA OS POBRES

Resultados interessantes de uma pesquisa de opinião da The Economist sobre o Brexit:

Entre os conservadores (direita): 38 ficar, 53 sair, 8 não sabem.

Entre os trabalhistas (esquerda): 65 ficar, 28 sair, 8 não sabem.

Entre os homens: 41 ficar, 41 sair, 6 não sabem.

Entre as mulheres: 37 ficar, 39 sair, 10 não sabem.

Entre os ricos: 54 ficar, 37 sair, 7 não sabem.

Entre os pobres: 34 ficar, 53 sair, 11 não sabem.

Grupos que querem ficar: esquerda e ricos.
Grupos que querem sair: conservadores, mulheres e pobres. Oligarcas, eurocratas, Obama, George Soros.

MAIS uma vez, como tem sido há bons tempos, o esquerdismo está associado às vontades das elites autoproclamadas sábias e poderosas, representadas pelo establishment político e, no caso europeu, pela eurocracia de Bruxelas.

SÓ TENHO 01 COISA A DIZER: CHORA MAIS. E se reclamar muito vem Donald Trump por aí.

Dados extraídos de: http://www.economist.com/…/…/2016/06/britain-s-eu-referendum

sábado, 18 de junho de 2016

Documentário sobre as charges dinamarquesas de Maomé

Por André,

Por indicação do amigo Marcio Scansani, assisti esse belo documentário da TV portuguesa RTP. Um ótimo antídoto para aqueles dispostos a "dourar a pílula" do islã e serem mais realistas que o rei afirmando a natureza pacífica da religião de Maomé. 

Também fica mais uma vez nítido o embuste que é a distinção entre a "minoria radical" e a "maioria violenta": a maioria violenta age, incitada pelos líderes, com a cumplicidade dos pacíficos que simplesmente afirmam "aguardem a reação" (não será deles, os "pacíficos", mas virá de algum lugar e eles não farão nada sobre isso):

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Mérito literário por Olavo de Carvalho

Por André,



"Eu já vi algumas teses universitárias, que o pessoal me manda, às vezes [com] coisas altamente requintadas de filosofia e um erro de ortografia em cada linha. E onde tem erro de ortografia fatalmente você vai ter erros de sintaxe também. Você tem um material que às vezes está altamente elaborado do ponto de vista lógico, mas não tem uma elaboração equivalente do ponto de vista gramatical, o que significa que não vão se tornar produto de cultura superior. Se o sujeito escreve uma tese que está cheia de boas idéias, está bem pensada, bem articuladinha, mas não está corretamente escrita e adequadamente escrita, então aquilo vai ser sempre uma demonstração de força pessoal. Quer dizer, ele mostrou que ele é capaz de fazer, mas ele não fez ainda. Os produtos de cultura superior se caracterizam sobretudo pela forma acabada. Eles tem uma forma que é estabilizada e se incorpora então na cultura superior. Se não tem a forma então é como se fosse uma estátua que você fez em barro, mas o barro não seca, então aquilo toda hora perde a forma.

Se não tem forma, se tem apenas 'conteúdo', conteúdo significa uma intenção que está indo em direção a uma forma, mas ainda não chegou lá. Mais ainda: a única coisa que sobra de fato das grandes obras da cultura é a forma, por que o “conteúdo” é comum a toda a humanidade. Tudo aquilo que Shakespeare escreveu está mais ou menos na alma de cada um. A única diferença é que Shakespeare conseguiu apreender aquilo como uma forma — não só apreender, mas conseguiu registrar de algum modo. É como se esses conteúdos estivessem constantemente fluindo por todas as mentes, mas de uma maneira muito rápida e inapreensível, de maneira que o sujeito percebe a coisa e no instante seguinte já esqueceu.

Certamente a diferença de nível de consciência nas pessoas não está na diferença de sensitividade. A nossa sensitividade é mais ou menos igual. A diferença está exatamente na capacidade de retenção, e portanto na capacidade de criar uma forma com aquilo. Esta é a única diferença. Isso é uma coisa que eu tenho observado: muitas pessoas me escrevem dizendo: 'Puxa, você disse exatamente aquilo que eu queria dizer e não conseguia'. Só que no Brasil isso significa o seguinte: que você não tem mérito nenhum, o mérito é de quem percebeu sem conseguir dizer. O cara que disse, ele está ali apenas como uma espécie de boneco de ventríloquo... quando, justamente, você conseguir dizer o que os outros também estão percebendo[, mas sem conseguir dizer,] é o único mérito literário que existe. Exatamente o único.

A única diferença entre Shakespeare e eu é que ele conseguiu dizer umas coisas que eu também pensei, mas eu não consegui dizer. Eu pensei por uma fração de segundos, não me tornei proprietário daquilo. Até a expressão “criação literária” é um termo um pouco exagerado. Não existe propriamente uma criação, mas um registro; existe uma retenção e um registro. E na diferente capacidade de retenção e registro reside a diferença entre o Seu Zé Mané e Shakespeare ou Camões.

Também não se trata do conteúdo: os conteúdos que nós percebemos são mais ou menos os mesmos. Nós temos as mesmas sensações, as mesmas emoções. Todo mundo percebe a mesma coisa, mas um percebe por uma fração de segundo, e o outro retém. É uma questão também de fixação da atenção. Porém, se a base fônica não está perfeita, se o indivíduo não tem as distinções e a retenção das distinções entre milhares de fonemas diferentes, então ele também não vai ter, no grau seguinte, as distinções entre as várias percepções."

COF, aula 88, gritos meus.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Indicação bibliográfica sobre educação

Por Daniel Fernandes,


1. Olavo de Carvalho, Educação Liberal. Palestra no Hotel Glória, 2001.
2. Henri-Irenne Marrou, História da Educação na Antiguidade.
3. Javier Vergara Ciordia, Historia de la Educación.
4. Michael Oakeshott, La voz del aprendizaje liberal.
5. Isabele Stal / Françoise Thom, A Escola dos Bárbaros.
6. C.S.Lewis, A abolição do homem.
7. Christopher Dawson, La crisis de la educación occidental.
8. Inger Enkvist, Educación: guía para perplejos.
9. Inger Enkvist, La buena y mala educación.
10. Inger Enkvist, Repensar a educação.
11. E.D. Hirsch, La escuela que necesitamos.
12. Jacques Maritain, Os rumos da educação.
13. Werner Jaeger, Paideia: a formação do homem grego.
14. José Antônio Marina, El mistério de la voluntad perdida.
15. Georges Gusdorf, Professores para quê?
16. Charles L. Gleen, El mito de la escuela pública.
17. Pascal Bernardin, Maquiavel pedagogo.
18. George Steiner, Lições dos Mestres.
19. Leo Strauss, O que é educação liberal.
20. Fausto Zamboni, Contra a Escola.
21. Lucien Morin, Os charlatães da nova pedagogia.
22. Ananda Coomaraswamy, O bicho-papão da alfabetização.

domingo, 5 de junho de 2016

Pequena ode a Gilberto Freyre

Por Daniel Fernandes,


Antes de completar 18 anos, Gilberto Freyre já havia lido Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, Tomás de Aquino, Descartes, Hobbes, Spinoza, Hume, Kant, Hegel, Comte, Schopenhauer, Nietzsche, William James, Spencer, Henry Bergson, Marx, J.S. Mill, Taine, Dante, Cervantes, John Bunyan, Pascal, La Fontaine, Shakespeare, John Milton, Defoe, Goethe, Vítor Hugo, Baudelaire, Antero de Quental, Dickens,Renan, Anatole France, Tolstói, Machado de Assis, Camões e Eça de Queirós (quase todo). Movia-se com desembaraço, através da leitura, na língua portuguesa, inglesa, francesa, espanhola, italiana e na própria língua latina. Sabia alguma coisa de grego. Devorador de livros desde os 13 anos de idade, o menino pagava o preço de uma vida de estudos no Brasil: 

"Com quem posso conversar em torno de minhas leituras de filósofos e de poetas e escritores mais profundos? Com ninguém. Esta é que é a verdade. [...] Dos estudantes mais velhos do que eu, com nenhum posso ir muito longe em conversas sobre tais assuntos." (Giberto Freyre, Tempo morto e outros tempos). 

Já em 1919, quando estudava na Universidade de Baylor, conheceu um estudante brasileiro que chegava naquelas bandas. Lê o episódio:

"Um estudante recém-chegado é o baiano Landulfo Alves. Excelente pessoa. Mas impregnado como ele só de preconceitos brasileiros. Inclusive o da doutorice." Landulfo logo lhe perguntou: "Vai se doutorar em quê, Gilberto?" - "Disse-lhe que não me preocupo com isso. O que me interessa é estudar, adquirir saber, aperfeiçoar conhecimentos de acordo com minhas tendências." O estudante brasileiro ficou escandalizado, assombrado: "Arregalou os olhos como se estivesse diante de um maluco." Então, o jovem Gilberto rematou com chave de ouro: "Olha, estou disposto a instruir-me o máximo, mas sem profissionalizar-se de acordo com as convenções em vigor. Quero criar meu próprio caminho. Fingindo, até, quando voltar ao Brasil, não ser homem formado." 

Terminada as matérias na Universidade de Baylor, seguiu para a Universidade de Columbia, mas sempre sem dar importância aos graus acadêmicos: "Preciso dar o exemplo de desprezar a mania pelos graus acadêmicos que torna o Brasil tão ridículo." Na época, Gilberto tinha dois apelidos: "Genius" e "Wisdom". Sua vida, como açucenas, já era um feixe de prenúncios. A marca distintiva do gênio já estava nele.