sábado, 14 de abril de 2018

Rússia, Síria e EUA

Por André,

Do ataque dos EUA à Síria, só consigo pensar que:

- ontem, por não retaliar, a narrativa era de Trump "bundão", "afinou para a Rússia".
- hoje, ao atacar, a narrativa será de cão raivoso belicista.

Do mesmo jeito que ontem havia um acordão entre Putin e Trump para elegê-lo, hoje já vejo jornal falando de retorno à Guerra Fria devido à expulsão de diplomatas russos de solo americano.

A narrativa midiática como um todo é tão precisa em vender narrativas antiamericanas CONTRADITÓRIAS que isso parece até um elaborado e exitoso plano de desinformação.

--

A IMPRENSA NÃO VAI PEDIR DESCULPAS?

Ficou-se meses a falar do conluio russo para eleger Trump, mas até agora, além das especulações da extrema-imprensa, o que temos de fatos concretos é:

- a América desafiando as vontades russas na Síria;

- expulsão de diplomatas russos;

- novas sanções à Rússia;

- expansão das capacidades dos mísseis de defesa na Crimeia;

- apoio e fortalecimento da OTAN contra a Rússia.

"Hoje estamos em guerra contra a Oceania e somos parceiros da Eurásia, amanhã estaremos em guerra com a Eurásia e seremos parceiros da Oceania", para rememorar a nunca desatualizada referência a Orwell.

sábado, 7 de abril de 2018

Lula e Hitler

Por André,



Não sei se é pertinente ao momento essas comparações, tão corriqueiras e equivocadas (tempos de falácia ad hitlerum), mas crescem e/ou se solidificam como nunca as semelhanças entre Lula e Hitler:


- a megalomania desvairada ("não sou um homem, sou uma ideia");

- a crença de que será desabonado pela História;

- a crença na própria inocência que já ultrapassa o mero nível da mentira e ascende ao da psicopatia pura e simples;

- a capacidade de encantar a subclasse (e não as massas, como se faz crer) que o cerca.

- sua trupe, ao agredir jornalistas e civis que ousam se opor a ele se comportam de maneira IDÊNTICA (não é hipérbole, é idêntica mesmo!) à Sturmabteilung (SA), tropa de choque de rua do nazismo.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Debate entre Nigel Farage e Vicente Fox sobre globalismo e nacionalismo

Por André,

Vale lembrar que, em debate entre Olavo de Carvalho e um diplomata brasileiro para o Brasil Paralelo (e na sequência do embate via Facebook), este último argumentou que o globalismo é impossível e não existe!

sexta-feira, 16 de março de 2018

Reino Unido vê mais um caso de gangue islâmica de estupradores

Por André,




Após o indevidamente conhecido caso de estupros de Rotherham, igualmente perpetrado por gangues islâmicas contra garotinhas brancas, o Reino Unido vê mais um caso de estupro coletivo promovido por gangues de muçulmanos especificamente contra garotas brancas e, mais uma vez, não-denunciado pelas autoridades devido ao temor de represálias do tipo "islamofobia" e "racismo".

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Aristóteles pelo armamento

Por André,



Tentando traduzir a discussão sobre armamento em linguagem aristotélica, a coisa fica mais ou menos assim, penso eu:

Desarmamentistas não estão de todo incorretos quando querem dizer que "armas matam". Se encaixarmos o ato de assassinar com arma de fogo na teoria das quatro causas, observaremos que a "causa material" dessa morte é a arma de fogo (o "meio" material para o ato é a arma). Contudo, e aí entra o argumento inescapável e, creio eu, evidentemente, insuperável, dos "armamentistas": se eu mato alguém a cadeiradas, a culpa é minha ou do marceneiro que fez a cadeira?

Ainda poderiam objetar que a "causa final" de uma arma de fogo é a morte, ao passo que a "causa final" da cadeira é o ato de sentar-se. Contudo, além disso não ser exatamente verdadeiro, pois posso usar a arma para intimidar um agressor, para me defender de forma não-letal (como é recomendado que se faça à luz da situação), a arma jamais encontra sua "causa final" por si só, mas apenas com um agente que possa atualizá-la. Também, embora a causa final de uma faca seja, por exemplo, cortar alimentos e a de um carro, deslocar-se mais rápido e com mais conforto, nada impede que eu desvirtue esse dado de sua natureza e use esses objetos para matar. Portanto, argumentar que a "causa final" de uma arma de fogo é o assassinato não é um bom argumento contra sua posse, porte ou uso.

Eis então que, a "causa eficiente" de uma morte por arma de fogo é o sujeito "agressor", só é possível assassinar com arma de fogo com uma causa eficiente que torne possível o ato de assassinar.

Portanto, como mais uma vez fica evidente, aqueles genuinamente preocupados com a violência devem combater a causa material, a causa final ou a causa eficiente, sabendo que sem causa eficiente não há causa final?

Até Aristóteles concordaria que armas não matam.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Enredo da escola que "denunciou o golpe" usou livro do intelectual orgânico Jessé Souza na sua bibliografia

Por André,

Página 178 do link: http://liesa.globo.com/material/carnaval18/abrealas/Abre-Alas%20-%20Domingo%20-%20Carnaval%202018%20-%20Atual.pdf

No início deste ano escrevi artigo alertando para a guinada da intelectualidade orgânica do PT para um discurso mais old school e revisionista (e menos superficial e histérico).

Alguns até duvidaram e insinuaram que eu estava superestimando a importância do livro "A Elite do Atraso" do sociólogo Jessé Souza, que quando escrevi o artigo já havia sido eleito pelos leitores da Amazon como melhor livro de não-ficção de 2017.

Pois bem, eis que, conforme imagem acima e link na legenda, a escola de samba "do lacre" contra o "vampiro neoliberalista", o golpe dos "coxinhas", os "paneleiros" e os "patos da FIESP" usou como uma de suas bases o livro do citado sociólogo. E quem leu o livro bem sabe que não se trata de uma menção para encher linguiça, a narrativa do livro foi expressa integralmente pela escola de samba.

A coisa toda não poderia ser mais petista: uma instituição movida a dinheiro do tráfico e da contravenção, que não emprega ninguém de forma registrada, bradando contra a corrupção e em defesa dos "direitos trabalhistas".

E o alerta segue: quando a direita deixará de ser meramente reativa e terá proposições sólidas para preencher o vácuo deixado quando refutamos as sandices ideológicas da esquerda?