domingo, 19 de julho de 2009

Falsidade, veracidade, validade e significação

Se durante uma discussão eu falasse: P1: “Galinhas falam francês” P2: “Gatos são galinhas” logo: “Gatos falam francês” e falasse que isso é verdadeiro, o que você me diria? Provavelmente que eu sou um lunático, por que galinhas não falam e não são gatos, mas de acordo com a teoria silogística, não há nada de errado com o isso, ele é verdadeiro. Isso por que a silogística não trabalha com a veracidade dos enunciados, mas sim com sua estrutura, qualquer silogismo na forma acima (A é B, B é C e logo A é C) é logicamente verdadeiro, independente do que eles afirmem. Então podemos, logicamente, dizer que o silogismo é VÁLIDO, mas FALSO (se tomarmos como critério de verdade, como fez Aristóteles, a correspondência com a realidade, o plano ontológico prova o lógico).
Surge então uma relação entre falsidade, validade e veracidade, dizer que algo é válido não é necessariamente dizer que esse algo é verdadeiro. Para abordar essa relação é necessário trazer também o conceito de significação, se lhe fosse pedido para formular frases válidas, mas falsas, o que faria? Traria frases com significado, pois caso contrário, seria impossível julgar sua validade ou sua veracidade, mas escolheria as palavras certas, por exemplo, o enunciado: “O céu é roxo com listras amarelas”. Ele é válido, por que você é perfeitamente capaz de compreendê-lo e você é capaz de fazer isso por que conhece o SIGNIFICADO das palavras utilizadas, mas falso, por que a realidade o nega, já que, até prova em contrário, o céu é azul. Muitos exemplos se seguem:

1- Nem todos os pontos tem a mesma distância do centro em um círculo euclidiano;
2- A soma dos ângulos internos de um triângulo é de 200º;
3- A grama é vermelha.

Os enunciados 1,2 e 3 são legítimos de serem usados, válidos, mas completamente falsos, por ferirem a correspondência com a realidade.

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