sábado, 24 de abril de 2010

A questão da ascensão da renda

Como mencionei em outra postagem, considero falaz a argumentação de certos entusiastas que cantarolam aos sete ventos sobre a ascensão das classes C e D para "classe média". E meu argumento foi certeiro, eu disse que se alguém ganha X reais e passa a ganhar X mais dez, quinze ou vinte, isso não é motivo para grandes comemorações, pelo menos momentâneas.

Então, esses dias, me deparei com os fatos, com os números. O IPEA responde:

EM TRÊS ANOS 18, 5 MILHÕES DE BRASILEIROS MUDAM DE CLASSE SOCIAL
.
Segundo o IPEA, para um grupo brasileiro ser considerado da classe A (ou alta), basta ter renda de mais de R$ 465 por pessoa.

Ainda de acordo com o mesmo intituto, os brasileiros foram divididos em 3 grupos:

1) O primeiro grupo, da classe baixa, ficou com renda de até R$ 188 por mês.

2) O segundo grupo, ou "CLASSE MÉDIA", tem renda de entre R$ 188 e R$ 465.

3) O terceiro grupo, a "CLASSE ALTA", com renda de mais de R$ 465 por pessoa. Por isso (me engana que eu gosto!), 11,5 milhões de pessoas teriam ingressado na "classe alta".

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1366774-9356,00-EM+TRES+ANOS+MILHOES+DE+BRASILEIROS+MUDAM+DE+CLASSE+SOCIAL+DIZ+IPEA.html

É meus caros, ao menos por enquanto, não há muito o que comemorar.

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