domingo, 15 de agosto de 2010

Suicídio no mundo

Mapa com indicação da taxa de suicídios pelo mundo para cada 100.000 habitantes. Vermelho significa maior que 13, amarelo significa entre 6.5 e 13 e azul significa menos que 6.5.


Após ler um texto, há pouco, tive interesse de escrever algumas palavras acerca do suicídio mundial.

Para detalhes estatísticos da questão: http://en.wikipedia.o/wiki/List_of_countries_by_suicide_rate

Há quem goste de aproveitar os números, para inflar seu ufanismo patriótico bobo. Apontando para as taxas de suicídio de países que são ícones de desenvolvimento, como Finlândia e Japão.

Mas argumentar nesse sentido, tentando provar uma suposta infelicidade ou questionar a qualidade de vida dos países citados, é o caso do argumento tiro no pé ou argumento teflon (não cola).

Um olhar rápido, na lista encontrada no link acima, mostra que enxergar qualquer correlação entre alto desenvolvimento e suicídio, é forçada. Já que a lista é encabeçada por Lituânia, Casaquistão e Belarus.

Outro fato interessante, é que as populações desses países, têm preocupações, problemas e reflexões TOTALMENTE diferentes das de países do 3º mundo.

Enquanto que um cidadão brasileiro comum, tem que se preocupar com o transporte público lotado que vai pegar de manhã, com a qualidade da escola pública do filho, com sua segurança, com suas 8 horas de trabalho e outras 4 de viagem para ir e voltar da sua ocupação, etc, o cidadão comum da Finlândia, não tem essas preocupações. E a que isso conduz? A maior quantidade de tempo livre, para refletir acerca da realidade, a ausência de problemas faz com que este acabe procurando pelos problemas.

Enfim, a realidade de cidadãos desses países é tão diferente da realidade brasileira, por exemplo, que qualquer comparação sem conhecimento, só pode gerar bobagens sem sentido.

Outra coisa interessante, que pode ser causada pela ausência de problemas: em uma conversa com um amigo, ele me relatou uma conversa que teve com um holandês. Ele me disse, que o tal holandês, simplesmente adorou as favelas cariocas, pois segundo ele, o estilo padronizado das casas da Holanda é "chato".

Me digam se isso não é a opinião do típico sujeito maluco?

O cara prefere a desigualdade social frente a igualdade do seu país, por um mero gosto estético!

Portanto, a realidade de cidadãos desses países é tão avessa à nossa, que qualquer analise superficial sobre o assunto é precipitada.

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