quarta-feira, 12 de outubro de 2011

É William Lane Craig covarde por não debater com John Loftus?

Recentemente vocês viram aqui um post onde comento a suposta covardia de Richard Dawkins por se recusar repetidamente a debater com William Lane Craig.

E Craig, é covarde por se recusar debater com John W. Loftus, responsável pelo site Debunking Christianity?

Loftus é o criador do blog Debunking Christianity, presença constante no Top 5 do Biblioblogs e autor de Why I Became an Atheist, considerado o melhor livro ateísta da década passada. Craig já recusou vários convites feitos por Loftus apresentando justificativas no mínimo tão esfarrapadas quanto as de Dawkins:

Afirmou que não seria espiritualmente benéfico para Loftus, embora o último declare orgulhosamente já ter cometido o pecado contra o Espírito Santo, e embora Craig já tenha debatido com outros apóstatas como Bart Ehrman, Robert Price e Hector Avalos. E Craig deveria estar mais preocupado com o bem-estar espiritual dos que são influenciados pelo trabalho de Loftus.

Afirmou que Loftus não é qualificado o bastante para debater com ele, mas já aceitou debater com adversários com credenciais bastante inferiores as de Loftus, como por exemplo, Christopher Hitchens, Edward Tabbash, Jeff Lowder.

Também afirmou não querer transformar Loftus, uma figura relativamente obscura mas em ascensão no campo da Filosofia da Religião, num "Mister Apologista Anticristão". Mas isso poderia ocorrer com qualquer outro que o vencesse num debate sobre a veracidade do Cristianismo em geral ou de alguma de suas doutrinas em particular.

John Loftus foi aluno de Craig na Trinity Evangelical Divinity School, onde ouviu Craig dizer uma frase bastante sugestiva: "A pessoa que eu mais temeria debater seria algum de meus ex-alunos." 

Loftus tem tomado as dores de Dawkins, e o silêncio de Craig sobre seus verdadeiros motivos para recusar seus convites fizeram-no apelar para a ridicularização.

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3 comentários:

  1. sou cristão, mas realmente existem perguntas que não podem ser respondidas.Ou ainda não. Por exemplo: Como provar a historicidade do milagre da ressurreição de Jesus através do método histórico-científico? O que a ciência pode provar é se existiu alguem chamado Jesus de Nazaré, mas não tem como provar se ele operou os milagres ditos na bíblia, nem os cristãos tem. Portanto a ciência durante toda a história já se deparou com perguntas sem resposta e hoje já são ultrapassadas,então chego a conclusão que o que se debate hoje será obsoleto num futuro não tão distante. Faço uma pergunta, apesar de ser uma conjectura, se a ressurreição fosse verdadeira, como seria a melhor forma cientificamente falando para prova-la nos dias de hoje?

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  2. Espero resposta, pois gosto de debater sobre estes assuntos. Os questionamentos atuais me fazem procurar não ter uma fé cega, mas procurar respostas, e assim, firmar meus conhecimentos em uma área tão interessante para mim, agradeço desde já.

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  3. Caro Igor, vamos lá:

    Concordo que existam perguntas que não possam ser respondidas. Embora minha perspectiva seja diferente da sua, também penso que os religiosos estão mais acostumados com isso, perguntas sem respostas.

    Mas por que existem perguntas que não podem ser respondidas?

    Não é devido ao fato do nosso conhecimento ser limitado? Se mesmo com toda ciência sabemos tão pouco, não seria isso sinal da fraqueza das nossas faculdades cognitivas?

    Se nossas faculdades cognitivas não são muito confiáveis, ou seja, se não podemos confiar nem mesmo naquilo que é provado, medido, calculado etc., será que não é precipitado ter fé?

    Ou ainda pior: as questões da religião são decisivas demais para serem suscetíveis de tantas dúvidas e tão poucas certezas.

    Se eu estiver errado, posso estar condenando eu mesmo à danação eterna. Não é isso decisivo demais para ser relegado à mera matéria de fé?

    Não sou da opinião que a ciência seja onipotente, aliás, acho que isso aniquilaria toda ciência. Sou da opinião de Einstein: "A ciência, se comparada ao mundo natural, é primitiva e infantil, contudo, é o melhor que temos".

    Acho que a ciência seja a melhor ferramenta que dispomos para conhecer o mundo, a realidade.


    Sobre a sua pergunta, realmente, talvez seja impossível tanto provar quanto impugnar a existência de Jesus pela via do método histórico-científico.

    Mas isso acaba voltando ao que eu disse anteriormente, a questão não é grande demais, decisiva demais, importante demais para ser escorada em tão pouca evidência?

    Se o método científico, que com todas suas limitações, ainda é o melhor que temos, não diz nada a respeito, por que confiar em algo menos confiável que ele?

    Outra coisa: o método científico também é incapaz de impugnar a existência de Alá, dos deuses gregos e de uma série de outras coisas e nem por isso você ou, por exemplo, todos os cristãos, depositam sua fé em Alá ou Apolo.

    Então, caro Igor, uma ressurreição é algo cientificamente inexplicável, por isso que é chamada de "milagre", hm? A questão é, o que é mais provável:

    Que Jesus foi só um sujeito muito inteligente, que marcou sua época e que, por isso, alguns de seus sucessores contaram histórias a seu respeito que, num longo telefone sem fio somado a uma época onde as pessoas acreditavam em cavalos alados, bruxaria e outras pataquadas, se transformaram no que conhecemos hoje ou que as leis da natureza foram suspensas, que tudo que sabemos sobre física está errado e deve ser jogado fora?

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