segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Disse que não voltaria a falar sobre a USP, mas não resisti.



As palavras de uma "mamãe" não poderiam me deixar calado:

“Os covardes foram com coturnos para tirar 70 coelhinhos que estavam dormindo. Estudante briga, depois fica em paz”

O poço de 'inteligência' ainda disse mais:

"“Saidinha de banco não tem só na USP, tem todo dia, em qualquer lugar. Foi uma fatalidade”. Com esta frase, Nicéia Cardoso de Souza, de 57 anos, resume sua posição em relação à morte de Felipe Ramos de Paiva, 24 anos, assassinado no campus da Universidade de São Paulo em maio passado. O filho de Nicéia, de 22 anos, foi um dos presos na última quarta-feira, após uma semana de ocupação da reitoria, ato de protesto para pedir a retirada da Polícia Militar da Cidade Universitária. Para Nicéia, não deveria ter sido usado o aparato da Tropa de Choque da PM contra os estudantes." 



Covardes?

Cara senhora, os policiais não são covardes não, a grande maioria são pais de família, que pagam a farra do seu filho na USP, que arriscam suas vidas para garatir as nossas e a nossa segurança; policiais estão incumbidos de garantir a prática da lei, minha senhora, eles não estão nem acima tampouco abaixo das leis, tal como seu (sic) 'coelhinho' e a ninhada de 'coelhinhos' amigos do seu filho. Os policiais fizeram aquilo que são pagos para fazer: garantir a máxima efetivação da lei no território paulista.

Coturnos?

Não minha filha, os policiais não calçavam coturnos não, eles calçavam sapatilhas para dançar balet clássico. 

Coelhinho?



Coelhinho usa coquetel Molotov? Agride e fere policiais, homens da lei? Coelhinhos consomem maconha e sabe-se-lá mais o quê? Coelhinhos militam em favor de sistemas políticos praticamente jurássicos, falhos sempre que postos em prática? São financiados por partidecos como o PCO? São orquestrados por professores frustrados academicamente?

Ah, me poupe. Alguém para essa bagaça que eu quero descer.

4 comentários:

  1. Meu amigo, nossas opiniões são divergentes nesse assunto... =D

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  2. É verdade Rodrigo, mas eu acho isso ótimo!

    Mas até nesse caso específico divergimos? Você concorda que os marmanjos barbados que depredaram nosso patrimônio são "coelhinos"?

    Acho meio difícil, se pergarmos imagens do entrevero e mostrarmos para alguém que não conhece a USP, diriam que aquilo foi rebelião da FEBÉM e não baderna de mimados.

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    Mas eu penso que divergimos no que diz respeito da presença da polícia no campus da USP, bem como eu disse no outro post, as estatísticas apontam que a maioria dos estudantes querem a polícia lá (isso não legitima absolutamente a presença da PM lá, mas ainda é assim que decidimos as coisas neste país) e os roubos diminuíram drasticamente depois da presença dos policiais por lá, argumentação suficiente para as coisas ficarem como estão.

    Claro que isso não é o melhor dos mundos possíveis, mas é, como eu disse, o menos pior deles.

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  3. Fala André!

    Cara, eu acredito cada vez mais que o negócio é rir descaradamente desses idiotas. Levá-los a sério não serve pra nada. Eles não querem discutir, debater, e sim impor sua vontade. Ou melhor, os líderes dessas palhaçadas querem impor sua vontade. A maioria dos que estão lá são desocupados mesmo querendo farra, querendo pagar de revolucionário.

    E eu falo com conhecimento de causa! Em 2007 eu estava lá!

    Então, se nem eles mesmos se levam a sério, o negócio é fazer piada. O pior é que, nesse caso dos 'coelhinhos', a piada já tá pronta. É só publicar!

    Abraço,

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  4. Pois é, André.

    O negócio com essa gente é esculachar. É bastante óbvio que eles só querem farra e arruaça, além de repetir discursos surrados ("imprensa golpista", "imperialismo ianque" etc. etc.).

    Falem o que quiser do Olavo de Carvalho, eu mesmo, em dias politicamente corretos o condenei por falar tantos palavrões no seu programa semanal (tem até um post meu no grupo sobre isso), mas lendo o que você disse e lembrando da justificativa dele, de fato, o seu discurso deve ser de acordo com o público, para quem não está usando a lógica, a evidência histórica, a honestidade intelectual, não adinta ser assim, o negócio é mandar tomar naquele lugar, é só o que eles entendem e só o que querem entender.


    Como diz o Zé Simão, o Brasil é o país da piada pronta. Rs.

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1. Seja polido;

2. Preze pela ortografia e gramática da sua língua-mãe.