domingo, 20 de novembro de 2011

PSOE sofre surra histórica na Espanha. Mariano Rajoy terá maioria esmagadora entre parlamentares, mais que Aznar, último primeiro-ministro do PP


Por Publico,

No discurso da vitória, o líder do PP prometeu "trabalho, humildade e compromisso", mas avisou que "não haverá milagres". "Não foi isso que prometemos", lembrou.

Os resultados oficiais das eleições legislativas espanholas confirmam as projecções das sondagens à boca da urna, que atribuem ao PP uma votação histórica que lhes permite obter uma representação bastante acima dos 176 votos que garantem a maioria absoluta.

Num discurso conciliatório, Mariano Rajoy procurou tranquilizar os espanhóis, confrontados com um desemprego de mais de 20% e sob intensa pressão dos mercados por causa da crise da dívida europeia.

"Governarei ao serviço de Espanha, procurando que ninguém se sinta excluído. Não temos outros inimigos que não o desemprego e o défice", sublinhou. "Não é nenhum segredo que vamos governar na mais delicada conjuntura, mas vamos dar tudo por tudo", acrescentou.

O futuro Presidente do Governo diz que quer "reunir imediatamente" com as comunidades autónomas para discutir como poderão "afrontar as exigências desta grave situação [económica]".

Pior resultado de sempre para PSOE

O escrutínio confirmou uma pesada e histórica derrota para o PSOE, liderado por Alfredo Pérez Rubalcaba . O líder socialista acaba de reconhecer que o PSOE "não obteve um bom resultado" e "perdeu claramente as eleições".

"Com 78% dos votos contados, o PP ganhou as eleições", declarou o ministro do Fomento (e número dois do PSOE), José Blanco. A apuração até agora dá 8,4 milhões de votos ao PP, que elege 187 deputados e 5,4 milhões para o PSOE, que elege 109 deputados.

Trata-se do pior resultado de sempre para os socialistas, cuja bancada nunca tinha caído abaixo dos 125 membros. O escrutínio antecipa uma perda de 60 deputados face à anterior legislatura.

"Os cidadãos decidiram que devemos passar à oposição e assim o faremos", declarou Rubalcaba, que prometeu que o seu partido exercerá essa tarefa "conforma às suas convicções e com um sentido de compromisso com a Espanha".

"Vamos defender que a luta contra a crise não acabe com os direitos sociais. Defenderemos dentro e fora da Espanha os serviços públicos universais e a igualdade da mulher", declarou.

Pérez Rubalcaba não se pronunciou sobre o seu futuro político, mas disse que pediu ao secretário-geral do PSOE (e chefe do Governo cessante), José Luiz Rodriguez Zapatero, a convocação de um Congresso do partido.

Maior fragmentação no Congresso

Os números indicam uma maior fragmentação partidária no Congresso espanhol. Com 16 deputados eleitos, a formação nacionalista catalã Convergência e União (CiU), que torna-se a terceira maior força política. O bloco Esquerda Unida (IU) conseguiu subir de dois para onze deputados.

Os dados avançados pelas autoridades eleitorais, antes do fecho das urnas, apontavam para uma baixa na participação face às legislativas de 2008. Para já a abstenção situa-se nos 30%, um valor dois pontos superior ao das últimas eleições. O número de votos nulos e brancos maném-se praticamente inalterado.


Mariano Rajoy bate recorde de José María Aznar 

Com dois terços de votos contados, o PP assegura 187 deputados, mais do que a primeira projeção antevia. 

"O Partido Popular consegue o melhor resultado da sua história". Com esta frase a secretária-geral e número dois do Partido Popular espanhol oficializou o que as projeções do início da noite sugeriam. Mariano Rajoy, futuro primeiro-ministro, ultrapassou os melhores resultados do seu mentor, José María Aznar. 

María Dolores de Cospedal compareceu diante da comunicação social quando estavam contados dois terços dos votos. Com 187 deputados (por enquanto), o PP melhora em quatro assentos a prestação de Aznar no ano 2000. Rajoy já convocou para amanhã uma reunião da sua equipa. E já recebeu telefonemas de parabéns do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e do da Comissão Europeia, Durão Barroso. 

À porta da sede nacional do PP, na Calle Génova (Madrid), centenas de pessoas dançam e ostentam bandeiras de Espanha e do partido. Na Calle Ferraz, casa do derrotado PSOE, havia há minutos uma única bandeira, segundo a rádio Cadena Ser. Os socialistas, no poder desde 2004, têm por agora 109 deputados.

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