segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Saiu o vídeo do debate entre Willian Lane Craig e Peter Millican




Já acompanhei muitos debates de William Lane Craig, sem dúvida esse foi um dos melhores, ao menos no sentido de haver um adversário de peso e onde a conversa fora razoável.

Certamente esse debate é um dos melhores, na minha opinião, em conjunto com os outros dois que ocorreram contra o Austin Dacey, e os outros dois contra Victor Stenger vindo logo atrás.

Craig apresentou seus 5 argumentos tradicionais, quase todos foram comentados por Peter Millican e Craig mais uma vez não perdeu a oportunidade de exigir o impossível de seu adversário: já no opening speech, além de refutar seus 5 argumentos, apresentar um caso sólido em favor do ateísmo, o que obiviamente não foi feito em 15 minutos.

Peter Millican é muito bom, foi pupilo do Gilbert Ryle, é especialista em Hume, professor de Oxford e também faz pesquisas relacionadas à informática.

À parte dos muitos detalhes, que me furtarei de tratar, o ponto mais interessante desse debate, na minha opinião é que o prof. Millican é uma espécie de "anti-Peter-Atkins", enquanto Atkins considera que a ciência é onipotente, Millican é um humeano de carteirinha e chega a ser quase relativista. Sua crítica ao argumento do fine-tunning vai nesse sentido: ora, o fine-tunning é resultado das pesquisas relacionadas à física atual, amanhã quando trocarmos de física o fine-tunning poderá ser descartado!

A argumentação de Millican segue na linha de que na ausência de um caso forte em favor do teísmo o ateísmo deve ser aceito.

Millican também não está convencido da veracidade tanto da premissa 1 quanto da premissa 2 do argumento cosmológico Kalam de WLC.

Ao longo do debate Millican sempre se reporta a Hume, às vezes com uma pitada de humor, o que é bastante interessante.

E uma constatação feita por mim com relação a todos os debates do Craig que eu já assisti (talvez com exceção do ocorrido com o Austin Dacey): camaradas, APRENDAM com WLC a como USAR O TEMPO em um debate, WLC faz o que for preciso no tempo que for, sem perder a coerência e sem deixar as sentenças sem conclusão!

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