terça-feira, 17 de abril de 2012

Só tenho uma palavra para dizer: "BRASIL"

Moradores de Garanhuns dizem ter comido empadas com carne humana

Salgados seriam vendidos em casas, clínicas e salões, no Agreste de PE. Trio suspeito de homicídios revelou à polícia que usaria carne das vítimas. 

Após o trio investigado por homicídios e ocultação de cadáveres em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, declarar para a polícia, em depoimento, que vendia salgados recheados com carne humana, as primeiras pessoas que teriam consumido os produtos começam a revelar como uma das mulheres agia para vender as comidas. De acordo com os moradores, o comércio de alimentos como empadas e coxinhas estaria prejudicado na cidade após os suspeitos contarem que fabricariam lanches com a carne das vítimas.

Uma agente administrativa de 26 anos acredita ter comido uma das empadas vendidas pela mulher que integrava o trio. Quando o caso apareceu na mídia, a cliente, que não quis se identificar, reconheceu uma das suspeitas. “Eu estava num consultório médico quando ela chegou oferecendo a empada. Era a senhora mais idosa”, relata. Na última quarta-feira (11), duas mulheres e um homem foram presos e os corpos de duas vítimas foram encontrados enterrados no quintal da casa onde eles viviam.
 

O episódio da compra das empadas aconteceu cerca de dois meses atrás. A agente administrativa conta que a vendedora insistiu, alegando que precisava de dinheiro para comprar um remédio controlado. “Todo mundo que estava na sala de espera acabou comprando para ajudar. Não notei nada de diferente, até porque tinha pouco recheio. Chego a me perguntar se realmente era [carne humana]. Senti um mal estar quando me dei conta, ao saber que posso ter comido isso”, afirma ela. Depois disso, a jovem conta que viu várias vezes a suspeita nas ruas, sempre vendendo lanches.

A suspeita de participar dos homicídios vendia os salgados em locais como clínicas e salões de beleza na cidade, principalmente na região próxima de onde morava. Cristiane Lima, de 29 anos, é dona de um salão em que a mulher ia frequentemente vender as comidas. “Desde dezembro que ela vendia empadas aqui. A maioria dos clientes comprava e não chegava a reclamar, alguns achavam mais ou menos. Uma vez, teve duas clientes que acharam muito salgado e não terminaram de comer. Ela dizia que era empada de frango”, lembrou. O produto seria vendido por R$ 0,50 ou R$ 1.


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