quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Filme "Defiance" ou "Um ato de liberdade" com Daniel Craig e a suspensão da moral

Por André,


Após assistir o ótimo filme Defiance (Um ato de liberdade, em português), me veio à mente a seguinte questão: em situações extremas (judeus fugindo da perseguição nazista) é admissível promover uma 'suspensão da moral'?

O herói do filme, Tuvia, interpretado por Daniel Craig encarna o dilema: deve-se manter um resquício de senso de humanidade, até pelos inimigos, em situações extremas como a guerra?

O problema é salientado quando Tuvia entra em conflito com Zus, seu parente. Por vezes Zus sugere deixar os abrigados e protegidos que não podem se defender, e representam um fardo, para trás.

Mesmo admitindo que isso não seja o correto a se fazer, seria justo condená-lo, caso o fizesse?

Matar realmente se torna algo trivial?

Que tipo de aliança se torna louvável enssa situação? O inimigo de nosso inimigo se torna nosso amigo? Zus acaba por se aliar momentaneamente com os comunistas russos, podemos condená-lo?

O grupo captura e mata um soldado alemão capturado. Como avaliar isso do ponto de vista moral? Tuvia e Asael (pupilo e parente de Tuvia) claramente reprovam, embora não tenham coragem de se pronunciar contra a atitude dos companheiros.


Seriam os momentos assim "pausas morais"? E o velho experimento mental ético: você esconde judeus em sua casa e soldados alemães batem a sua porta, o que fazer? Mentir ou causar a morte de pessoas?


Penso que Edwar Zwick, diretor do filme, com ou sem intenção, tenha abordado esses problemas morais ao longo da dramatização da História que passou para a tela dos cinemas.

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