sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Tiroteio nos EUA, metralhadora de chavões antiamericanos

Por André,

Algo que sempre me incomodou em alguns brasileiros é esse fetiche ideológico em falar do país alheio, enquanto o quintal de casa tá precisando de uma reforma geral.

Um dos momentos em que isso sempre acontece é quando um evento extraordinário, do tipo tiroteios públicos promovidos por malucos em países como EUA de um lado, e Finlândia e Canadá, de outro (oponho estes porque a política referente ao porte de armas varia entre essas nações).

Me sinto extremamente desconfortável com habitantes de uma nação que tem um índice de homicídios anual de 50.000, dando pitaco num evento que ocorre duas vezes por década num país com mais habitantes, um território maior (e 30.000 homicídios anuais).

Não contentes com dar pitaco, os tupiniquins também farão protesto! (Massacre de Connecticut terá protesto em Copacabana). Enquanto isso, no paraíso nórdico-tropical, nada de protesto em memória do meio milhão de civis mortos na última década, nada de protesto contra a exploração sexual de crianças. Vamos falar de um evento lamentável, porém isolado, da nação mais próspera do universo.

O problema da violência claramente está atrelado a inúmeros outros fatores, que não o porte ou não de arma da população. Um exemplo é suficiente para falsificar a relação de causalidade entre porte de arma e violência: a Suíça ('apresentando a Suíça').

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Tudo isso, sem mencionar a discussão sobre porte de arma, que sempre emerge nessas ocasiões. Como bem sabemos, o porte de arma é deveras fácil na terra do Tio Sam, e um tanto quanto difícil por aqui. E é claro que, eventos como o de Connecticut ocorrem diariamente por lá, ao passo que a marca registrada da terra de Santa Cruz é a paz entre seus habitantes (os 50.000 homicídios anuais devem ser invenção do PIG ou dados fraudados pelo par Veja-Globo para denegrir a governança petista).

Os oportunistas sempre aproveitam dessas situações (tendo, inclusive, pequenos orgasmos com a morte dessas pessoas) para dar um passo adiante em sua guerra ideológica. Primeiro, bradando por um Estado que cerceia direitos individuais, intervindo no direito de defesa do indivíduo, pregando um estatismo latente de pior espécie (o mesmo estado que permite a violência quer privar o cidadão do direito de se defender), em segundo, tirando proveito da ocasião para destilar seu antiamericanismo típico. Nunca é tarde demais para criticar a nação que representa a evidência empírica em favor de tudo aquilo que sua ideologia critica.

Continua sendo cool, bonitinho, politicamente correto falar mal dos EUA, especialmente em público, com membros da CHEC (Comunistas Hipócritas da Esquerda Caviar) presentes. Comunistas (sim, eles continuam existindo), hipócritas porque fazem esse protesto via iPhone, iPad, Blackberry, vivem numa constante transa promíscua com tudo aquilo produzido à base da busca egoísta pelo lucro que move o capitalismo, da esquerda caviar porque são os mesmos de sempre, membros da classe alta que criticam a classe média e "defendem" os pobres tomando vinho do Porto e comendo caviar, ansiosos pela próxima ida à Disney ou a Paris.

O mundo muda, os idiotas seguem os mesmos.

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