terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Afif vira ministro de Dilma ou: o caminho initerrupto do PT rumo ao poder absoluto.


Vice de Alckmin já fala como ministro do governo Dilma

Afif Domingos diz em Londres estar pronto para representar o PSD na Esplanada

Pasta que deve abrigar a sigla ainda não saiu do papel; Afif diz que pretende ser ministro sem deixar cargo em SP 
 
Em viagem oficial ao Reino Unido, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), conversou ontem com a Folha já como virtual ministro da Pequena e Média Empresa do governo Dilma Rousseff.

A criação da pasta, que será a 39ª da Esplanada, ainda precisa ser aprovada no Senado, onde a presidente tem ampla maioria. Depois que isso ocorrer, ela deve anunciar seu futuro ocupante.

Segundo Afif, rival histórico do PT, o Palácio do Planalto informou que o impasse deve acabar em abril ou maio com a aprovação pelo Senado da criação da pasta.

Questionado sobre o currículo para o cargo, o vice do governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que é líder empresarial desde os anos 70 e que se sente pronto para formular políticas para o setor.

"Eu cuidei desse assunto a minha vida toda", afirmou, após participar de encontro com investidores em Londres.

A nomeação faz parte do acordo do PT com o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab, que tem a terceira maior bancada da Câmara: 49 deputados, mesmo número do oposicionista PSDB. Em troca, o novo partido apoiará Dilma no Congresso e na campanha à reeleição em 2014.

Afif disse que a pasta seria criada de qualquer forma, mas confirmou o pacto e disse que o PSD pode ter ainda um segundo ministério.

"Em 2014 o PSD estará com a Dilma. Ponto", enfatizou.

Ele afirmou que Kassab não será ministro e que deve se candidatar a governador em 2014, quando Alckmin pretende tentar a reeleição.

Afif é rival histórico do PT desde os anos 80. Ele foi secretário de Agricultura do governo Paulo Maluf em São Paulo e disputou a Presidência em 1989 pelo extinto PL.

Mais tarde, filiou-se ao PFL, atual DEM, onde fez oposição ao governo Lula. Em 2006, disputou o Senado e quase bateu o petista Eduardo Suplicy. Deixou a sigla para criar o PSD com Kassab. 

DUPLA FUNÇÃO

Afif confirmou ainda que busca respaldo jurídico para entrar no governo petista sem ter que renunciar ao mandato na administração tucana.

Ele se comparou ao político mineiro Hélio Garcia, que na década de 80 acumulou por um período os cargos de vice-governador e prefeito nomeado de Belo Horizonte.

O vice disse não ver conflito de interesses caso represente Estado e União ao mesmo tempo. "O vice-governador não tem representação, tem expectativa de poder. Só passa a ter representação se deixar de ser vice. Então não tem conflito de interesse."

Afif deixou claro ainda que José Serra não terá espaço no PSD caso busque abrigo para concorrer de novo ao Planalto. Ele defendeu que o ex-governador tente o Senado.

"Ele está alijado no PSDB [para a Presidência]. O Serra pode ter uma voz importante no Senado. Mas eu já disse a ele: 'Serra, você não pode se comportar como uma velha ranzinza'", contou.

Afif está em Londres em busca de investimentos para o Estado. Ele apresentou pacote de obras de R$ 40 bilhões, incluindo três linhas do metrô. Na comitiva, estão representantes de empreiteiras como Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

1. Seja polido;

2. Preze pela ortografia e gramática da sua língua-mãe.