domingo, 27 de janeiro de 2013

Filme "Mar Adentro", do espanhol Alejandro Amenabar e o tema da eutanásia

Por André,

Oscar de melhor filme estrangeiro em 2005 - Mar Adentro

Ramón (Javier Barden) é um paraplégico que sofre com sua condição há cerca de 28 anos. Sua vontade é por fim a seu sofrimento por meio da eutanásia. Sua condição o põe numa situação diferente do suicida comum, estar totalmente paralizado do pescoço para baixo faz com que ele depende de outras pessoas para pôr fim à sua vida.

Quem está em seu caminho? O estado (doravante grafarei o vocábulo com 'e' minúscula) espanhol. Nenhum hospital público se disporia a fazê-lo, seus familiares variam de posição e envolver um civil comum de forma clandestina pode fazer com que o ocorrido seja classificado como homicídio. Uma associação, chamada "morrer com dignidade" entra numa cruzada legal para atender o pedido de Ramón. O lema (corretíssimo, diga-se de passagem) é "viver é uma opção, não uma obrigação).

Embora eu titubeie um pouco quanto a questões polêmicas como por exemplo o aborto, no que diz respeito à eutanásia/suicídio minha posição é clara: ninguém mais possui a vida do indivíduo, nem o estado, nem outra pessoa e tampouco algum ser sobrenatural. A vida, por definição, pertence ao indivíduo, que, em posse plena de suas faculdades racionais tem o direito de pôr fim a ela, caso essa seja sua vontade.

Nas palavras do advogado do filme: qual o sentido de um estado que supostamente é laico e respeita a propriedade privada (sua vida é sua propriedade), não lhe conceder o direito de pôr fim à própria vida?

Leonard Peikoff (filósofo objetivista) sobre eutanasia e suicidio:


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