segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A beleza segundo o Objetivismo



A beleza é um senso de harmonia. Quer uma imagem, uma face humana, um corpo ou um pôr-do-sol, tome o objeto que você considera belo como uma unidade [e pergunte a si próprio]: quais partes dele são feitas, quais são seus elementos constituintes, são eles todos harmoniosos? Se forem, o resultado é bonito. Se houver contradições e conflitos, o resultado será algo desfigurado ou positivamente feio.

O exemplo mais simples seria uma face humana. Você sabe quais traços pertencem a uma face humana. Bem, se a face for torta, com uma mandíbula indefinida, olhos pequeninos, uma boca bonita e um nariz comprido, você provavelmente teria de dizer que este não é um rosto bonito. Mas se todos esses traços estiverem harmoniosamente integrados, se todos eles preencherem sua visão e fizerem reconhecer a importância deles num rosto humano, então o rosto será bonito.

Com respeito a isso, seria um bom exemplo a beleza das diferentes raças de pessoas. Por exemplo, a face negra ou uma face oriental, constituem-se a partir de diferentes padrões e, portanto, o que seria bonito em uma face branca não seria bonito para as outras duas (e vice-versa), porque existe certo padrão racial nesses traços pelo qual você julga quais deles, quais rostos, de acordo com aquela classificação, se encontram em harmonia ou não.

Isso no que diz respeito à beleza humana. Quanto a um pôr-do-sol, por exemplo, ou a uma paisagem, você classificará como bonito, se todas as cores complementarem-se umas às outras, ou combinarem-se bem quando unidas, ou derem uma impressão dramática. E você considerará feio caso seja uma tarde chuvosa e o céu não estiver exatamente rosa tampouco cinza, mas algo como “moderno”.

Já que existe uma definição objetiva de beleza, é certo que pode haver padrões universais de beleza - desde que você os termos de quais objetos você irá classificar como belos e o que você considera como o ideal de relação harmoniosa dos elementos desse objeto em particular. Dizer que “está nos olhos de quem vê” seria, é claro, puro subjetivismo, se tomado literalmente. Não é uma questão de você decidir, por razões desconhecidas, o que é bonito. É verdade, é claro, que se não houvesse avaliadores, nada poderia ser valorizado como bonito ou feio, porque valores são criados pela consciência observadora – contudo, são criados por um padrão baseado na realidade. Aqui está o ponto da questão: valores, incluindo a beleza, devem ser julgados enquanto objetivos, não como subjetivos ou intrínsecos.

Autor: Leonard Peikoff
A Filosofia Objetivista, Leitura 11.

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