segunda-feira, 6 de maio de 2013

Marx, marxistas e a violência

Por André,


Você leu num dos posts anteriores evidências da relação umbilical entre a revolução comunista e o derramamento de sangue inocente (dos camponeses, da burguesia, dos cristãos e de todos os demais que se recusem a ser massa de manobra revolucionária), vejamos alguns outros trechos de teóricos do comunismo e suas posições “progressistas”:

Vejamos citações diretas das figuras mais proeminentes:



Marx em 1848: “há apenas uma maneira em que as agonias mortíferas da velha sociedade e o nascimento sanguinário de uma nova sociedade pode ser encurtado, simplificado e concentrado, esta maneira é o terror revolucionário”. (1)



Engels em 1849: “A próxima guerra mundial resultará no desaparecimento da face da terra não apenas das classes reacionárias e das dinastias, mas também de todas as pessoas reacionárias. E isso, também, é um passo adiante”. (2)



Lenin em 1917: “O estado é um instrumento de coerção... queremos organizar a violência em nome dos interesses dos trabalhadores” e em 1920: “ Um bom comunista é, ao mesmo tempo, um bom tchekista*” (3)



Dzerzhinsky, chefe da Tcheka, em 1918: “o público e a imprensa não compreendem o caráter e as tarefas da nossa comissão. Lutamos pelo terror organizado – isto deveria ser afirmado francamente -, sendo isso absolutamente indispensável nas atuais condições revolucionárias” (4)



Trotski sobre Stalin em 1940: “Sob quaisquer condições, a violência bem organizada parece a ele a menor distância entre dois pontos” (5)

* A Tcheka foi a primeira das organizações da polícia secreta da União Soviética.


A fim de explicar o genocídio comunista, pode-se lançar mão de duas explicações:

Possibilidade 1: o comunismo é uma doutrina humanista, mas seus praticantes, todos eles, de alguma maneira não compreenderam Marx e/ou as coisas fugiram do controle.

Possibilidade 2: o comunismo é uma teoria que invoca explicitamente o terrorismo e o extermínio de pessoas

A possibilidade 1 pode ser enfaticamente rejeitada, pois como vimos no post prévio, a violência da prática e do estabelecimento de poder no comunismo não é uma contingência da circustância, mas é da própria natureza do mesmo, é sua própria estrutura filosófica. O que nos resta é a possibilidade 2.

Essas afirmações me levam a descrer, como costumo brincar, em "esquerda limpinha e cheirosa"; das duas uma: ou o cara sabe de tudo que fora citado e ainda assim segue nessa e, às vezes, tenta dar vestes progressistas e democráticas à sua doutrina política - ou seja, é desonesto ou é apenas um idiota útil, que flertou com a doutrina e deu sinal verde, para este, o futuro é ainda mais trágico: como alerta Yuri Bezmenov, desertor da KGB, aos "idiotas úteis" resta o mesmo destino dos burgueses, estabelecido o poder revolucionário, estes terão as gargantas cortadas, pois não receberão poder; elimina-se a possibilidade de que se tornem opositores do sistema:



Fontes:

(1) Karl Marx, “The Victory of the Counter-Revolution in Vienna,” Neue Rheinische Zeitung No. 136, November 1848. 

(2) Friedrich Engels, “The Magyar Struggle,” first published in Neue Rheinische Zeitung No. 194, January 13, 1849.

(3) Vladimir I. Lenin, quoted in George Leggett, The Cheka: Lenin’s Political Police, Oxford University Press, 1987. 

(4) Felix Dzerzhinsky, press interview in early June 1918, quoted in Leggett, The Cheka

(5) Leon Trotsky, Stalin – An Appraisal of the Man and his Influence, unfinished manuscript published in 1941.

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