segunda-feira, 20 de maio de 2013

O humano e o desumano

Por RobertM. Woods do The Imaginative Conservative,

Tradução: André Assi Barreto



Ao longo dos anos, vi incontáveis listas de livros e existem dois na lista dos que “devem ser lidos” que falam diretamente ao mundo moderno, mas de formas diferentes. Como trabalhos distópicos, as pessoas tendem a ver ambos como “proféticos” e ainda, dos dois, muitos veem a visão literária de um deles estava mais próxima da realidade que o outro.

Os trabalhos são o 1984 de George Orwell e Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Anterior ao ano de 1984, o livro de Orwell se tornou um best seller mesmo sendo originalmente publicado em 1949. Entretanto, dos dois trabalhos, pode-se defender que a visão de Huxley estava mais próxima da realidade e permanece cada vez mais contemporânea, embora tenha sido originalmente publicada em 1932.

Os pesadelos de Orwell parecem não ter se tornado verdadeiros. As pessoas que não leram os dois livros ou até mesmo um deles, consideram, erroneamente, que ambos “previram” o mesmo futuro. Orwell descreveu um mundo onde humanos seriam tomados por incríveis ameaças externas. Na previsão de Huxley não há nenhum Big Brother que nos alcança em nossa vida diária. Huxley imagina que a pessoa comum simplesmente se renderá e simplesmente virá a amar o que se opõe a elas próprias. Elas viriam a “adorar” as tecnologias diárias que eclipsam nossa habilidade de pensar e de viver realmente.

Orwell descreveu uma época de um terrível banimento dos livros. Huxley foi muita mais acurado quando descreveu um mundo em que banir livros é desnecessário, porque as pessoas simplesmente pararam de ler. Pense em quão poucas pessoas de fato vão à Barnes and Noble para compra livros e como poucas pessoas, até mesmo em campus universitários que não leem sequer o jornal da universidade ou os manuais de seus cursos. Espera-se ao menos que eles possam ler.

Ainda mais importante, Orwell estava genuinamente assustado com a possibilidade de que a verdade ficaria escondida de nós, ao passo que Huxley pareceu acertar em cheio ao dizer que a verdade se perderia no meio de meras visões e sons, e desconsiderada como algo sem importância.

Huxley não estava preocupado em algum tipo de grande tirania tomando conta da humanidade, mas estava consciente do nosso apetite insaciável pela próxima distração, que nos manteria longe do que realmente importa. Portanto, exorto-vos a abrir seus olhos e ver que o mundo está se tornando cada vez menos humano e peço que se junte aos esforços para reclamar a humanidade perdida. Leia um livro, tenha uma conversa significativa, pense profundamente e com consistência sobre aquilo que realmente importa.

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