quarta-feira, 1 de maio de 2013

O que deve ser celebrado no dia do trabalho: a mente do homem

Por Fredric Hamber,

Elon Musk - empreendedor sul-africano norte-americano envolvido na estruturação de empresas como Paypal, SpaceX e Tesla Motors

No dia do trabalho, devemos honrar a mente do homem, e não seus músculos, como a verdadeira fonte de riqueza e progresso.

É adequado que a nação mais produtiva da terra deva ter um feriado para homenagear o trabalho. O alto padrão de vida que os americanos gozam é suado e merecido. Mas a finalidade do termo "Dia do Trabalho" é um equivoco. Nos não devemos celebrar o trabalho pesado, mas o poder da mente do homem de raciocinar, de inventar e criar.

Vários séculos atrás, providenciar o básico para a sobrevivência diária era uma atividade muito custosa para a maioria das pessoas. Mas os Americanos de hoje desfrutam de conveniências inimagináveis pelos reis medievais. Todo dia um novo gadget domestico útil, uma inovação da biotecnologia ou um avanço de algum sistema de software "aparece" para aumentar nossa produtividade.

Então, vale a pena perguntar: Por que os americanos não tem um único feriado para comemorar os criadores, inventores e empreendedores que fizeram toda essa riqueza possível - os homens de mente?

A resposta está na visão intelectual dominante sobre natureza do trabalho. A maioria dos intelectuais de hoje, influenciados por várias gerações de filosofia política marxista, ainda acreditam que a riqueza é criada pelo trabalho físico puro. Mas o alto padrão de vida que temos hoje não se deve aos nossos músculos nem a nossa resistência física. Muitos animais tem sido mais fortes. Nos devemos a nossa relativa riqueza não ao poder dos músculos, mas ao poder do cérebro.

É dado ao poder do cérebro um reconhecimento torto hoje em dia, devido a moda de que estamos vivendo um uma "era de informação" e toda a educação e conhecimento são as chaves para o sucesso econômico. A implicação dessa ideia, porém, é que, antes da invenção do chip de silício, os seres humanos floresceram como seres automáticos, sem cérebro.

Sob o Capitalismo, até mesmo um homem que não tem nada a negociar a não ser trabalho físico ganha uma enorme vantagem, pois ele acaba aproveitando os frutos das mentes mais criativas que a dele. O trabalho da construção civil, por exemplo, torna-se mais produtivo e valioso graças aos inventores da britadeira, da escavadeira e dos visionários empresários que comercializam e vendem a utilização dessas ferramentas. O trabalho de um auxiliar de escritório, como outro exemplo, torna-se mais eficiente, graças aos homens que inventaram as copiadoras e os aparelhos de fax. Aplicando a engenhosidade humana para atender as necessidades dos homens, o resultado é que o esforço físico é feito de menos trabalho e mais produtividade.

Um simbolo apropriado da teoria de que o suor e os músculos são os criadores do valor econômico pode ser visto nos cartazes de propaganda da era soviética que retratam o homem como um robô muscular estupido. Na prática, essa teoria levou a fome crônica de uma sociedade incapaz de produzir as necessidades básicas dos mesmos.

Uma cultura é prospera na medida que ela é governada pela razão e pela ciência, e estagna na medida em que ela é governada pela força bruta. Mas a importância da mente no progresso da humanidade tem sido evitada pela maioria dos intelectuais modernos. Observe, por exemplo, o romance de George Orwell 1984, que retrata um estado totalitário que ainda, de alguma forma, é uma sociedade tecnológica avançada. Orwell projetou o impossível: a tecnologia sem as mentes para produzi-la.

A melhores e mais brilhantes mentes são sempre as primeiras a fugir de qualquer ditadura, em uma "fuga dos cérebros" ou então cessam seus esforços criativos. Um regime totalitário pode forçar alguns homens a realizar trabalho muscular, mas não pode forçar um gênio a criar, nem forçar um empresário a tomar decisões racionais. Um dono de escravo pode força-lo a escolher amendoins; mas somente sobre a liberdade é que um George Washington descobriria maneiras de aumentar o rendimento das culturas.

O que todos os Americanos deviam celebrar é a fagulha do genialidade do primeiro cientista que identificou uma lei da física, e o inventor que usou esse conhecimento para criar um novo motor ou dispositivo eletrônico e os empresários diários que traduzem essa ideias em riquezas tangíveis.

No dia do trabalho, devemos honrar a verdadeira raiz da produção e da riqueza: A MENTE HUMANA.

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