terça-feira, 11 de junho de 2013

Avicena e o princípio da não-contradição. Que se faça uma fila de pós-modernos!

Por André,

Avicena

É bem sabido que o pós-modernismo é uma corrente de "pensamento" (ou não) forte no mundo acadêmico das humanidades, cobrindo todo o globo (talvez um dos poucos casos em que algo é MUITO ruim do Brasil e MUITO ruim no restante do mundo também).

Os mesmo adotam um discurso abertamente antirracional, ilógico, e não percebem (ou não se dão o trabalho de perceber) que é impossível afirmar que "não existem verdades" (caso elas não existam, essa afirmação é verdade? Se não, por que acreditar nela? Se sim, então existem verdades), a lógica não existe ou não funciona (ora, ao fazer afirmações do tipo "isso é aquilo" ou "se isso, então aquilo" você já está implicitamente aceitando a existência e funcionamento da lógica).

E não esperem que seja o caso de que os defensores dessas ideias não entenderam essas observações simples, não é, nem de longe, esse o caso! Eles compreendem perfeitamente bem o problema; as explicações para a adoção de tal postura fogem do propósito desse post, contudo, quem quiser conferir, sugiro a leitura do livro "Explicando o pós-modernismo" de Stephen Hicks. Lá, você encontrará uma argumentação sólida que conecta a derrota da esquerda no terreno da argumentação racional com o advento da (sic) "epistemologia" pós-moderna.

O teor de impostura intelectual do pós-modernismo é patente. Quem quiser mais detalhes, pode ler meu artigo sobre o livro Imposturas Intelectuais, de Alan Sokal e Jean Bricmont, onde os mesmos contam o episódio curiosíssimo ocorrido no periódico Social Text e escrutinam todas as contradições dos mais renomados autores pós-modernos.

Vale ainda citar o site Postmodernism Generator, aquele que gera artigos pós-modernos automaticamente, com notas de rodapé e tudo (consequência imediata da perda do critério de verdade lógica: se nada é verdade, então tudo é verdade. Literalmente, "vale tudo").

Isso posto, uma citação de Avicena me chamou a atenção hoje. A citação me faz ter vontade de convocar um exército de pós-modernos e promover a recomendação do filósofo persa:

"Qualquer um que negue a lei na não contradição deve ser surrado e queimado até que admita que ser surrado não é o mesmo que não ser surrado e ser queimado não é o mesmo que não ser queimado" Avicena, em comentário à Metafísica de Aristóteles.

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