terça-feira, 18 de junho de 2013

Edmund Burke sobre revoluções e levantes populares

Por André,

Edmund Burke

"Não se curaria o mal se fosse decidido que não haveria mais nem monarcas, nem ministros de Estado, nem sacerdotes, nem intérpretes da lei, nem oficiais-generais, nem assembléias gerais. Os nomes podem ser mudados, mas a essência ficará sob uma forma ou outra. Não importa em que mãos ela esteja ou sob qual forma ela é denominada, mas haverá sempre na sociedade uma certa proporção de autoridade. Os homens sábios aplicarão seus remédios aos vícios e não aos nomes, às causas permanentes do mal e não aos organismos efêmeros por meios dos quais elas agem ou às formas passageiras que adotam." (Edmund Burke, Reflexões sobre a Revolução em França)

Um aspecto do movimento e dos levantes sem causa me agradou ontem: a coisa perdeu o controle. O que surgiu como um movimento localizado e intencionalmente mal dirigido, os tais dos 0,20 centavos (o Passe Livre só vê problema nos vinténs), voltado para desestabilizar o governador Geraldo Alckmin - apenas mais uma manifestação minúscula na Paulista, orquestrada por sindicatos, UNE, PT e partidecos radicais de esquerda. Só que a coisa fugiu do controle, a polícia dos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande de Sul e Distrito Federal desceu o sarrafo nos manifestantes, manifestantes invadiram o Planalto. A blogosfera profissional, paga pelo PT, já fala em como Dilma pode "sair por cima" da ocasião.

Ou seja, o negócio se engrandeceu de forma a respingar no PT! Ao se estender para o país, a conclusão é óbvia: o povo está descontente com o PT também. A coisa perdeu o caráter partidarizado e puramente antitucano e ganhou dimensões nacionais, contra a Copa e contra as mazelas federais (quem sabe alguém se toca que a tarifa aumentou por causa da inflação e a inflação é da alçada do governo federal?).

Sigo achando a coisa toda mal dirigida (e é curioso como os revolucionários querem arrancar a força uma aprovação MORAL de tudo que eles fazem), muito direcionada a coisas abstratas (a "inflação", a "corrupção" etc), porém, como diz Ayn Rand, não usaria de meios legais para impedir ninguém de protestar (ao contrário da esquerda - 1).

Mas falta ainda "dar nome aos bois" (e isso deixa a esquerda com as calças na mão). Levante contra a corrupção? Ótimo! Combatendo QUEM nós combatemos a corrupção? Como mostrou Olavo de Carvalho, é preciso esvaziar o caráter abstrato dessas manifestações e dar nomes às causas dos problemas.

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