quinta-feira, 18 de julho de 2013

A ignorância brasileira acerca do conservadorismo

Por André,

Estátua representando Edmund Burke
Dez minutos de estudo sobre Edmund Burke e você descobre que este liberal-conservador, crítico da Revolução Francesa, clamava pelo fim da escravidão, era favorável às reivindicações dos colonos, pregava a tolerância com os católicos.

Mais cinco minutos de estudo e você descobre que o liberal-conservador brasileiro Joaquim Nabuco também era abolicionista.

Fantasma do conservador inventado pelos experts tupiniquins: conservador é aquele cara que quer conservar TODAS as "tradições" e manter o "status quo" (existe merda maior que o atual status quo? Existe troço mais socialista?).

Das duas uma: ou se trata de extrema burrice, falta de 15 minutos de pesquisa honesta ou se trata de pura desonestidade mesmo. Por uma questão de fins estratégicos, naturalmente que o último caso é o verdadeiro (ao menos em grande parte das vezes). Na inabilidade de impugnar o discurso adversário racionalmente, só resta a opção de fazer um espantalho dele e então "refutá-lo".

A pergunta que fica é: dá pra levar essa intelligentzia a sério, dá pra engajar um debate legítimo?

2 comentários:

  1. O mais patético é quando tentam associar os conservadores ao nazismo. Também não é preciso mais do que dez minutos de pesquisa para saber que a principal voz a se opor ao nazismo na Europa foi a de um eminente representante do conservadorismo britânico, Winston Churchill.

    Enquanto isso, vale lembrar, os socialistas faziam pacto de não-agressão com Hitler e alegremente dividiam a Polônia com os nazistas.

    É por isso que debates com a intelectualidade nativa me fazem lembrar daquela célebre frase do G. K. Chesterton: "O que odeio nos argumentos é que eles sempre interrompem uma discussão".

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  2. Pois é, Fernando! Sobre essa associação absurda entre capitalismo/direita/conservadorismo e nazismo, também escrevi um pequeno texto, confira se ainda não viu:

    http://www.andreassibarreto.org/2013/07/alguns-fatos-politicamente-incorretos.html

    Quanto à frase do Chesterton, penso o mesmo!

    Obrigado pelo teu comentário. Um abraço.

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