quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ben Shapiro ensina como debater com esquerdistas

Por André,

Ben Shapiro é um jovem advogado americano, conservador e autor de diversos livros, entre eles, o best-seller "Bullies: how the left's culture of fear and intimidation silences America". Numa palestra de cerca de 25 minutos, Shapiro ensina como devemos lidar com esquerdistas durante "debates". Ele dá 10 dicas, às quais transcrevo e comento. Antes, acompanhe a palestra (daqueles vídeos que merecem ser assistidos mais de duas vezes):

       


Primeiro Shapiro fala dos três motivos pelos quais devemos debater e/ou conversar com esquerdistas:

a) se eles estiverem servindo seu jantar;

b) se forem razoáveis e suscetíveis a lógica, fatos, estatísticas e argumentos (possibilidade rara, pois o militante é deliberadamente desonesto, o idiota útil é, usualmente, um cordeirinho muito fiel e manipulado desde longa data).

c) last and most important, caso seja um debate público, ou haja qualquer tipo de platéia, nunca devemos desperdiçar a oportunidade de humilhar um esquerdista publicamente. O resultado será benéfico para ambos, o opróbrio pode, eventualmente, levar o esquerdista a rever suas posições e certamente levará a plateia (muitas vezes formada por gente honesta, interessada e disposta à investigação) a considerar com seriedade a possibilidade de aderir à ideologia esquerdista.

Em debates com esquerdistas militantes, o processo de desmascaramento é essencial. E todo cuidado é pouco: o horizonte intelectual dialético do militante o levará a encarar uma contradição - que por você seria visto como uma falha fatal - como um momento usual e necessário do debate e um combustível para novas contradições e falsificações da realidade. Enquanto para um liberal ou conservador mediano, a contradição é um pecado, para o esquerdista revolucionário é questão de método.

"Provar que um esquerdista está errado não significa nada. Você tem é de mostrar como ele é mau, perverso, falso, deliberado e maquiavélico por trás de suas aparências de debatedor sincero, polido e civilizado." OdeC


As 10 dias são as seguintes:

1. Determinar nossa postura de oposição.

Não podemos ser polidinhos, bonitinhos e outras frescurinhas que tornam o debate anêmico e propenso para a vitória da esquerda.

Como diz Shapiro, logo de cara é preciso estabelecer que "Barack Obama is not a nice guy". Sem maiores pormenores para determinar com clareza e de chofre o que a esquerda é e o que defende.

Para conferir uma excelente abordagem dessa primeira regra, confira a abertura deste debate entre o próprio Ben Shapiro e Piers Morgan:



2. Não se intimide.

A retórica esquerdista é forte e intimidatória (ainda que oca) tal como a de um valentão (bully), não deixe se intimidar.

A retórica esquerdista também pode trilhar um caminho sentimental, o que também é intimidatório, sobre isso, o texto de Roger Kimball 'Hayek e os intelectuais' é muito útil. Acusações de tipo "você odeia a minoria X" podem ser altamente intimidatórios e costumam vir adornadas de um fortíssimo sentimentalismo.

3. Determine nossa postura de afirmação.

No mesmo debate com Piers Morgan citado acima, Shapiro saca de seu paletó um exemplar da Constituição americana, para estabelecer com clareza o que ele está a defender.

Essa regra está conectada à primeira. Expor a agenda malévola da esquerda em primeiro lugar e depois demarcar com clareza o que nós estamos a defender. Isso ajuda a plateia neutra a se decidir em que lado vai se posicionar.

Ao fazer isso, você obriga o interlocutor a se posicionar com clareza e defender sua postura e suas ideias podem soar altamente impopulares neste momento (além da clara inabilidade de defender o indefensável vir à tona).

4. É preciso organizar as falhas lógicas e filosóficas do discurso esquerdista.

É essencial mostrar as falhas não apenas práticas das políticas esquerdistas (isso soa como um sucesso absoluto aos ouvidos revolucionários), mas também as inconsistências filosóficas do discurso.

5. Não fugir do tema central do debate.

Logo que o esquerdista se ver perdido em meio ao debate, tentará a todo custo mudar o foco da discussão, usando e abusando da falácia do espantalho e da falácia red herring

Está-se a discutir a política de impostos ou um problema mais específico e localizado e repentinamente, estar-se-á a discutir ações afirmativas, casamento gay ou imigração, para que o esquerdista possa bancar o valentão e te acusar de racista, homofóbico e fascista.

6. Caso não saiba algo, admita.

Não bancar o onisciente em debates públicos pode ser vastamente útil. A platéia lhe dará um voto de confiança por sua honestidade. Esclareça o ponto depois em um texto ou em uma rede social. 

7. Não se deixe levar pelo paradigma. Ou como eu digo: você não precisa comer a caixa de bombons inteira.

Shapiro aponta para um fato curioso no vídeo, que foi o péssimo segundo mandato de George Bush filho. Como conservador, você pode se sentir tentado a defender Bush irremediavelmente ou pode ser pressionado pelo esquerdista a fazer isso. Você não tem. No caso americano, você não precisa defender todo e cada ato de todo e cada presidente republicano.

Muito pelo contrário. Esse é um dos n motivos que me conduziram à matiz conservadora de pensamento: a honestidade intelectual. O sentimento de que todos são grandes camaradas não é nosso e é nocivo. Erramos, porém admitimos e aprendemos com nossos erros.

Da mesma maneira que um conservador americano não precisa defender radical e incondicionalmente George Bush, você não precisa defender os "bastiões" do "direitismo" brasileiro como Silas Malafaia (que usa o argumento furado da esquerda do ouro do Vaticano), Marco Feliciano (que diz que católicos são pervertidos que vão direto para o inferno) ou até mesmo Jair Bolsonaro (que disse em entrevista ao Jô que FHC deveria ser 'fuzilado' por ter privatizado estatais). Você não precisa, e nem deve, penso eu, defender todas as ações e declarações destes sujeitos.

Para dizer que um bombom é gostoso, você não precisa dizer que todos os outros tipos da caixa também o são.

8. Deixe o outro lado ter vitórias insignificantes

Esse ponto é interessante da perspectiva estratégica. Pequenas concordâncias soam bem diante da plateia. Atendendo bem às regras 1 e 3, pode ser vantajoso conceder pequenas vitórias ao outro lado. 

9. Faça perguntas e reverta a polaridade.

Em debates públicos, por mais que você conheça perfeitamente bem a posição do esquerdista, é essencial que você faça perguntar e o obrigue a defender suas posições. Isso o fará titubear e mostrará à plateia honesta o caráter impopular de suas políticas.

Como diz Shapiro, é preciso fazer o esquerdista defender suas posições, o que é difícil, visto que a maioria se baseia em puros sentimentos e não em posições sólidas e bem fundamentadas.

10. Trabalhe sua linguagem corporal.

Caso o debate seja numa faculdade, na TV, na escola e tenha ares mais formais, é realmente importante que você trabalhe a linguagem corporal. Pode parecer bobagem, mas conta muito e as pessoas levam isso a sério.

Ter uma fala altiva, segura. Não guardar posturas sisudas. Não gritar ou soar histriônico (porém sem florear o debate, seja incisivo) - pelo menos não em princípio. Uma boa ilustração de uma má postura é a de Alex Jones também em debate com Piers Morgan.

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