terça-feira, 2 de julho de 2013

FHC no Roda Viva

Por André,


Após se tornar imortal da ABL e lançar novo livro, FHC esteve pela sétima vez no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Apesar dos pesares, fica evidente que FHC é um intelectual de calibre, tem a fala firme e é uma máquina de referências.

A entrevista é esclarecedora, para FHC, a distinção direita vs esquerda está ultrapassada (só falta a esquerda ficar sabendo disso). Ele não é nem conservador (o presidente citou Burke, para Emir Sader, este deve ser o nome de algum banqueiro) nem liberal, mas se definiu como democrata.

Também rejeitou a pecha de "neoliberal", disse que foi conhecer a escola de Washington muito depois de começar a governar. FHC não sabe ou fingiu não saber que a definição de neoliberal da esquerda é distinta do real significado do termo, para estes o termo faz parzinho com "fascista", "nazista", "reacionário", "burguês" , ou seja, tudo no universo que não fizer parte do universo a própria esquerda.
Quanto aos protestos, falou sobre a importância da interpretação do Manuel Castells. Não por acaso, ele escreveu o prefácio da edição brasileira de “A Sociedade em Rede” enquanto Dona Ruth Cardoso escreveu o de “O Poder da Identidade”.
A partir de 10:05 ele menciona o que o Serra já tinha dito: Os empregos que vem sendo criados são majoritariamente para a faixa até 2 salários mínimos, para salários acima disso, o emprego vem diminuindo. A classe média vem sendo “achatada” e é daí que vem o maior descontentamento.
 

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