domingo, 21 de julho de 2013

Reflexões sobre a crônica do Veríssimo. Ser de esquerda é compatível com a experiência de vida e/ou com a sabedoria?

Por André,

"Todo anticomunista é um cão" Jean-Paul Sartre

 O texto do Veríssimo pode ser lido aqui.

"Idealismo, crença em justiça social etc. seriam coisas que iríamos largando pelo caminho rumo à maturidade, junto com outras baboseiras juvenis. Não se tem notícia de uma migração ao contrário, de direitistas que voltam a ser esquerdistas, até como uma forma de recuperar a juventude.

E esquerdistas que continuam esquerdistas apesar de já terem idade para se darem conta do engano são alvos prioritários do escárnio dos convertidos. Ainda têm coração, os inocentes."

O texto é bem claro (sobre quem são os retardados), para o esquerdista apaixonado existir hoje só existem as explicações:

Ser esquerdista após viver e/ou estudar é resultado de:

Burrice e/ou ingenuidade: compõe iludidos, ignorantes per se, 'companheiros de viagem' ou ainda, os "idiotas úteis" de que Lenin falava (indispensáveis para o processo revolucionário). Após o grosso do processo revolucionário, são os primeiros a ir para gulag, paredón ou algo do tipo, estão a um passo de virarem esses "mais direitistas", pois acabam de presenciar a merda para a qual contribuíram "idealisticamente".

O burro ou o ingênuo (a distância entre os dois é bastante estreita), a menos que teimoso, pode ser educado. Tem de lidar com TODOS os experimentos históricos revolucionários fracassados, além das próprias falhas teóricas, ao percebê-las, pode querer pular fora dessa roubada.

Mal-intencionados ou líderes do processo: simples mau-caratismo, visam instaurar o caos e se aproveitar dele, para enriquecer, escravizar e "quebrar os ovos" para fazer a omelete que eles próprios irão comer sozinhos depois.

Estes se enquadram numa outra categoria, são perigosos, sanguinários, assassinos (atuais ou potenciais), quando não doentes mentais.

O máximo de esquerdismo permitido para uma mente inteligente e/ou experiente é, na melhor das hipóteses, a social-democracia praticada em ALGUNS países escandinavos (economia capitalista, impostos que serão efetivamente redistribuídos sem criação de dívida 'pública').

Como é bem sabido, muitos hoje preferem arrotar superioridade e se considerarem defensores da "justiça social"; quer se encaixem na burrice, quer na má-intenção, estão apenas a defender um comunismo "repaginado" (como mostra, por exemplo, o documentário 'Agenda'). Querem promover benesses para uns à custa dos outros, querem ter orgasmo com o "instrumento" alheio.

Justiça social é uma "baboseira juvenil"? Colocada nesses termos, naturalmente que não. Quem em sã consciência pode ser contra qualquer tipo de justiça, quanto mais social?

Porém o caso é clássico: é o tradicional instaurar de uma 'novilíngua', esvazia-se um conceito tradicional ou inventa-se um cuja definição seja abstrata ou elástica o suficiente a ponto de abarcar qualquer coisa, um nome bonito que ninguém ousaria se posicionar contra e, voilà, você tem em mãos a chance de executar livremente os velhos projetos dos camaradas. Uma pedida simples e recomendável sobre esse assunto (dentre as milhares possíveis no mundo anglófono) é o artigo "The Left's Vocabulary" de Thomas Sowell (em 'The Thomas Sowell Reader').

'Justiça social' é apenas um exemplo, o mesmo foi feito com "programas sociais", "direitos", "respeito pelas diferenças" etc. etc.

Mais uma vez, o uso indiscriminado do vocabulário só tem duas explicações, desonestidade ou ignorância.


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