sábado, 31 de agosto de 2013

Debate com comunista sobre a Coreia do Norte

Por André,

Seguindo minha série de registros de debates relevantes sobre assuntos importantes, quero fazer um pequeno registro, seguido de comentários, sobre um debate de tiro curto com um comunista hardcore:


C. L.: Antes de publicar tais informações, devemos levar em consideração que quem veiculou a noticia foi um jornal sul coreano, isso já é motivo bem coerente para duvidar da veracidade da informação, outra coisa, fuzilamento em público, isso não existiu, pois tal ato pode desencadear uma revolta geral e os EUA não exitariam em financiar tal revolta, assim como financiam os rebeldes da Síria, último ponto, nunca foi comprovado de que na Coréia do Norte existe campos de concentração, os argumentos utilizados em tal matéria me parece carente de veracidades.
Eu: Fuga do Campo 14, toda evidência necessária para a existência de campos de concentração na Coreia do Norte.
[Excelente livro que registra a realidade da Coreia do Norte contada por um desertor]
C.L.: Claro, assim como no Iraque tinha armas químicas.
Eu: Então, especialistas estão cogitando a possibilidade das armas químicas usadas na Síria terem sido aquelas vistas no Iraque. Mas o que é o depoimento da realidade para um fanático político, não?

Contudo, vamos entender: devemos duvidar do jornal sul-c
oreano, meramente por ser sul-coreano, em 2013 (como se existisse alguma necessidade de refutação ou propaganda negativa do comunismo hoje), mas devemos acreditar em você, paladino da imparcialidade, a quilômetros de distância e a despeito da opinião de especialistas, de desertores etc. etc?

É por isso que comunistas não são e não devem ser pares para debates intelectuais sérios. São ovelhinhas mais fieis que os crentes mais fundamentalistas. Fé por fé, prefiro a dos crentes; um paraíso pós-morte faz mais sentido que um localizado num determinado ponto da História, parafraseando o apologeta cristão: não tenho fé suficiente para ser comunista.
C.L.: Que especialistas?? Quem é vc pra definir o que são "debates intelectuais sérios"? Assim como a mídia trabalha para os interesses do imperialismo aqui, trabalha na Coréia do Sul. Quer falar dos comunistas, acho melhor parar com essas fraseologias de um liberal adolescente e fazer críticas mais profundas.
C.L.: http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com.br/
Eu.: Você fez três afirmações peremptórias no primeiro post e vem perguntar pra mim que especialistas? O especialista aqui é você, pelo visto. Além de monopólio da virtude, monopólio da verdade é com vocês também. Ou especialista é só quem você aprovar?

Cr
íticas profundas só com pessoas honestas que estejam buscando a verdade, objeto este que todo fundamentalista está vitaliciamente vacinado. Os demais, são objetos de desmascaramento, não de refutação intelectual, ou como dizia Nietzsche: não refutamos uma doença.

No mais: AMÉM!
C.L.: Nossa, buscar a VERDADE honestamente, nunca vi nada mais falso, espero que vc seja um burguês de fato, pra defender tal postura, caso seja trabalhador, é uma contradição ter essa postura liberal. Mas continua na sua busca pela "verdade", quem sabe alguém ouça os seus delírios e leve a sério. "Eis como raciocina o oportunista, penetrado de espírito filisteu e que, longe de crer na revolução e no seu gênio criador, tem dela um medo mortal". Nós comunistas não buscamos o que vcs, intelectuais oportunistas, entendem como verdade, nós travamos uma luta contra o imperialismo e pela revolução socialista, pelo interesse da classe explorada. Agora o que vcs julgam por essa luta, se é dogmatismo ou não, não faz diferença.

Primeiro, anotem para um fato que já venho comentando há algum tempo: existe possibilidade real de debate sério com alguém que nega as mazelas do comunismo norte-coreano? Que se põe a propor uma "mensagem de solidariedade" com tal ditadura?

Observem também como a noção de verdade é repudiada pelo nobre comunista. Será isto obra do acaso? Será à toa que teorias que negam a verdade como o relativismo cultural-antropológico, desconstrucionismo, teorias críticas, estudos de gênero etc. etc. tenham encontrado seu porto seguro e seus militantes na esquerda política é mera obra do acaso?

Não, meus caros, esta gente repudia a verdade (e percebam: preferir a verdade não tem nada a ver com ser um "intelectual burguês", quem demanda as categorias de verdade e falsidade é a a própria realidade e não minha intelectualidade "burguesa" ou "pobre" ou de "classe média") não porque esta não exista (porque isso não é possível), mas porque sabem que, em 2013, no atual estado de coisas, o depoimento da realidade para comunistas é um só: o comunismo falhou, ruiu, é um embuste intelectual refutado em todos os sentidos possíveis. Stephen Hicks documentou o fato em seu livro Explicando o Pós-Modernismo.

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