segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Analfabetismo aumentou de um ano para outro no Brasil. Mídia burguesa e reacionária diz que ele "parou de cair"

Por Globo,

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios mostrou que o analfabetismo no país parou de cair e que água na torneira e coleta de lixo ainda são grandes problemas.

O lixo da casa de Apolinário Libório de Sousa vai para o fundo do quintal, bem no lugar onde a neta dele brinca todos os dias. “Não passa o caminhão que carrega o lixo, e eu nem sei quando é que vai passar”, diz.

Seu Apolinário mora em Paço do Lumiar, no Maranhão, o estado o país que - proporcionalmente - tem o menor número de casas com coleta de lixo. São 54%, segundo a pesquisa nacional por amostra de domicílios, feita pelo IBGE.

A média de domicílios com coleta, em todo o país, se manteve a mesma entre 2011 e 2012: 88%. 
Em Rondônia, o problema é água na torneira. O pedreiro Gabriel Batista, morador da periferia de Porto Velho, tem que buscar na escola. “Não temos água em lugar nenhum. Só estamos bebendo hoje, agradece a escola", conta.

Menos de 41% das casas do estado tinham água encanada em 2012. A média nacional é bem maior: 85% dos 62,8 milhões de domicílios brasileiros têm abastecimento permanente de água.

A presença de rede de esgoto aumentou entre os dois anos. Chegou a 57,1% das casas pesquisadas. O fornecimento de energia elétrica, no entanto, chega a quase todos os lares. 99,5% do total.

Outra boa notícia foi a queda do trabalho infantil. Entre 2011 e 2012, 156 mil brasileiros entre 5 e 17 anos deixaram e ser explorados. Mas ainda existem 3,5 milhões de crianças e jovens nessa situação. A maioria é homem e trabalha na roça.

A pesquisa revelou também que existem 13,2 milhões de pessoas no país que não sabem ler e escrever. E uma má noticia: o índice de analfabetismo, que vinha caindo no Brasil, voltou a crescer entre 2011 e 2012.

A pesquisa considera analfabetos os cidadãos com 15 anos ou mais que não saibam ler e escrever. O índice foi de 8,6% para 8,7%. A variação de 0,1 ponto percentual é considerada dentro da margem de erro pelo IBGE. Foi a primeira vez que o analfabetismo não caiu em relação ao ano anterior desde 1997.

“Pode ver que em todas as faixas etárias nós estamos em manutenção do percentual. Nós entramos em uma fase de estagnação. Não pode 1% dos indivíduos de 15 anos ou mais ser analfabeto nesse país que conseguiu universalizar o acesso à escola", explica o professor do departamento de geografia da USP Wanderley Messias da Costa.

A região Nordeste concentra mais da metade dos analfabetos do Brasil. O maior índice é o de Alagoas, com 21,8% da população de jovens e adultos do estado.

O IBGE também pesquisou o grupo de analfabetos funcionais, pessoas com menos de quatro anos de estudos completos. Eles representam 18,3% da população com 15 anos ou mais.

Dona Maria do Rosário fez apenas dois anos de escola, tinha que ajudar os pais na lavoura.
A leitura sempre fez falta e agora, aos 55 anos de idade, ela voltou a estudar.

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