terça-feira, 10 de setembro de 2013

Paulo Freire: insignificante, porém, o maior do Brasil. E isso não é uma contradição!

Por André,

Paulo Freire é um dos gurus da esquerda nacional. E de acordo com os próprios defensores do santo, o sujeito é o maior educador do Brasil.

Como estes mesmos tipos conciliam o estudo e a prática ostensiva da "pedagogia Paulo Freire" há uns bons pares de anos em DIVERSOS cursos (acabo de ser comunicado por um aluno que em seu curso de ADMINISTRAÇÃO Paulo Freire reina!) e os resultados inóspitos do Brasil em TODOS os rankings internacionais de educação, conseguindo a proeza master de superar apenas a Indonésia é um mistério, exatamente como todos os padrões duplos da inteligência canhota. Os caras dominam a educação há no mínimo trinta anos, o desempenho segue de ruim a pior, mas ligar causas e efeitos é pedir demais (especialmente para gente educada em moldes construtivistas-freireanos).

Outra pergunta lícita a ser feita: quanta gente já foi educada dentro do parâmetros freireanos? E desse universo, quantos deram alguma contribuição real e efetiva para qualquer área considerável do conhecimento?

E ainda temos mais: os próprios pares intelectuais de Freire (longe de serem "direitistas golpistas") já descartaram as teorias do sujeito sobre educação:

“Não há originalidade no que ele diz, é a mesma conversa de sempre. Sua alternativa à perspectiva global é retórica bolorenta. Ele é um teórico político e ideológico, não um educador.” (John Egerton, “Searching for Freire”, Saturday Review of Education, Abril de 1973.)

 “Ele deixa questões básicas sem resposta. Não poderia a ‘conscientização’ ser um outro modo de anestesiar e manipular as massas? Que novos controles sociais, fora os simples verbalismos, serão usados para implementar sua política social? Como Freire concilia a sua ideologia humanista e libertadora com a conclusão lógica da sua pedagogia, a violência da mudança revolucionária?” 
(David M. Fetterman, “Review of The Politics of Education”, American Anthropologist, Março 1986.)

 “[No livro de Freire] não chegamos nem perto dos tais oprimidos. Quem são eles? A definição de Freire parece ser ‘qualquer um que não seja um opressor’. Vagueza, redundâncias, tautologias, repetições sem fim provocam o tédio, não a ação.” (Rozanne Knudson, Resenha da Pedagogy of the Oppressed; Library Journal, Abril, 1971.) 

 “A ‘conscientização’ é um projeto de indivíduos de classe alta dirigido à população de classe baixa. Somada a essa arrogância vem a irritação recorrente com ‘aquelas pessoas’ que teimosamente recusam a salvação tão benevolentemente oferecida: ‘Como podem ser tão cegas?’” (Peter L. Berger, Pyramids of Sacrifice, Basic Books, 1974.) 

 “Alguns vêem a ‘conscientização’ quase como uma nova religião e Paulo Freire como o seu sumo sacerdote. Outros a vêem como puro vazio e Paulo Freire como o principal saco de vento.” (David Millwood, “Conscientization and What It's All About”, New Internationalist, Junho de 1974.) 

 “A Pedagogia do Oprimido não ajuda a entender nem as revoluções nem a educação em geral.” (Wayne J. Urban, “Comments on Paulo Freire”, comunicação apresentada à American Educational Studies Association em Chicago, 23 de Fevereiro de 1972.) 

 “Sua aparente inabilidade de dar um passo atrás e deixar o estudante vivenciar a intuição crítica nos seus próprios termos reduziu Freire ao papel de um guru ideológico flutuando acima da prática.” (Rolland G. Paulston, “Ways of Seeing Education and Social Change in Latin America”, Latin American Research Review. Vol. 27, No. 3, 1992.) 

“Algumas pessoas que trabalharam com Freire estão começando a compreender que os métodos dele tornam possível ser crítico a respeito de tudo, menos desses métodos mesmos.” (Bruce O. Boston, “Paulo Freire”, em Stanley Grabowski, ed., Paulo Freire, Syracuse University Publications in Continuing Education, 1972.) Outros julgamentos do mesmo teor encontram-se na página de John Ohliger, um dos muitos devotos desiludidos (http://www.bmartin.cc/dissent/documents/Facundo/Ohliger1.html#I).


Contudo, nem de longe proponho que Paulo Freire seja abolido como representante maior da educação de Pindorama, não poderia haver símbolo maior e melhor para ela: o retrato perfeito de seu retumbante fracasso, da politização institucionalizada e ostensiva da educação e de tudo mais que gera seus efeitos emburrecedores atuais.

Acompanhem o patrono da educação tupiniquim dando uma aula de espanhol, citando Mao, Gramsci e Marx como grão-mestres da educação e sonhando com eliminar os EUA da face da terra (isso, é claro, bebendo uma coca cola geladinha):




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