domingo, 17 de novembro de 2013

Anarcocapitalistas, marxismo cultural e a esquerda

 Por André,




É sabido dos membros dos grupos Liberalismo e Liberalismo Conservador do Facebook que surge no debate brasileiro uma nova rixa, importada do debate americano: entre anarcocapitalistas e conservadores (leia-se, às vezes, "neocon" - uma variante cujo uso é igualzinho ao que os comunistas fazem de 'neoliberal'). Algo que sempre gera discussão é a influência, quando não a própria existência do "marxismo cultural". Juliano Torres, Hélio Beltrão, os irmãos Chiocca e até Alex Catharino (que é um conservador) - cujos trabalhos, de TODOS, são, no meu entender, absolutamente louvaveis, seja com o EPL do Juliano Torres ou o Instituto Mises dos demais - negam a influência e/ou existência do marxismo cultural. Seria um puro delírio olavético e neocon. Será?

Postei o comentário abaixo num post do querido Hélio Beltrão:

Alguém sinceramente acha que os bastiões da 'liberdade' sexual Lola Aronovitch, Eli Vieira, Cynara Menezes e outros canhotos 'prafrentex' que alegam querer liberdade para mulheres, gays e outras minorias, mas só sabem repetir "estado, estado, estado" (querem estado na saúde, na educação, da economia, menos no direito de "dar pra quem quiser"? Ah tá) podem ser alinhados ao mesmo lado que o nosso? Não é mais, a primeira vista, uma "coincidência" que algumas (bem poucas se pararmos pra analisar) bandeiras deles se coadunam com as nossas?

Obviamente que houve uma pulverização do termo "marxismo cultural". E é natural que quando aplicado a qualquer situação acaba por não explicar coisa alguma. Porém, ignorar que instrumentalizar minorias, posando de advogado delas, incitando o problema para em seguida propor soluções que SEMPRE passam por "me dá cota" é sim um tópico da New Left mundial e que isso está devidamente atestado nos textos da própria (Escola de Frankfurt, French Theory etc) é demasiado evidente. Só ler um Foucault básico que veremos o elo fortíssimo que essa gente vê entre capitalismo e opressão das minorias (ergo, libertar as minorias passa por minar o capitalismo).

E que intenções escusas, entre elas - como dito, mais estado - estão entre os tópicos da esquerda é evidente demais para ser negado.

Liberais e libertários devem seguir na defesa das liberdades individuais, com o devido cuidado pra não dar bom dia a cavalo.

Um comentário:

  1. Bom, a qualquer libertário que diga que marxismo cultural é delírio olavético e neocon, eu pergunto por quê o Murray Rothbard, principal expoente do movimento político que eles dizem integrar, se preocupava tanto com esse tema.

    Inclusive, tem artigo traduzido pelo próprio IMB sobre isso: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1292

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