sábado, 30 de novembro de 2013

Perseguição ideológica na UFSC: grupo não pode associar a palavra "conservador" ao nome da universidade, comunista pode!

Por André,


O amigo Antônio José de Pinho recebeu uma notificação oficial (embora sem poder legal real, fica evidente que a intenção primeira é a mais pura intimidação) da Universidade Federal de Santa Catarina, que segue abaixo:



É claro que a supremacia de uma ideologia sobre outras nas universidades, especialmente nos departamentos de humanas, é um mito inventado por gente de "extrema direita". E claro que qualquer um que denuncie essa obviedade é um inquisidor macartista (faço aqui um adendo; qualquer um que tenha frequentado o ambiente universitário brasileiro - e digo, AMBIENTE UNIVERSITÁRIO, não necessariamente o ambiente acadêmico da SUA universidade e negue a hegemonia e truculência esquerdista está com os ponteiros desajustados, este é "apenas" um exemplo gritante do fenômeno. Para isso leia: Professores universitários negam "aparelhamento" esquerdista de universidade. É mesmo?).
"Para que o caso não ganhe contorno de perseguição ideológica (o que jamais passaria pela minha cabeça em se tratando de uma universidade pública), seria bom perguntar à coordenadoria que enviou a carta se os responsáveis pelos sites e perfis no Facebook da UFSC LGBT, UFSC à Esquerda, União da Juventude Socialista da UFSC, União da Juventude Comunista da UFSC também foram notificados por "utilização ilegal do nome" da UFSC." (Bruno Garschagen)

O próprio Antônio Pinho fez um histórico do ocorrido (reproduzido no site de Aloizio Amorim):

Um dos casos mais emblemáticos foi o recente anúncio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) de um evento cujo palestrante seria o terrorista italiano Cesare Battisti, que o governo petista acolheu como refugiado político. A repulsa geral ao fato levou a universidade ao cancelamento do evento.
A UFSC que já teve os seus dias de glória hoje chafurda no esquerdismo, totalmente aparelhada pelos tarados ideológicos que submetem os jovens estudantes a uma permanente lavagem cerebral. A reitora é do PSTU, partido que se pretende mais comunista do que o PT. Portanto, de cima abaixo, a UFSC transformou-se num valhacouto de comunistas.
O resultado é que em boa hora está havendo reação de expressiva parte dos universitários. Tanto é que já existe a Juventude Conservadora da UFSC. Na verdade, esta salutar reação que ocorre na UFSC, se verifica em diversas universidades basileiras, como a UnB, a Universidade Federal de São Carlos e a Universidade Federal de Ouro Preto, onde medida judicial proibiu o funcionamento de um exótico Centro de Difusão do Comunismo.
Mas pelo que se constata, a comunização da UFSC rivaliza com as demais instituições de ensino no avanço esquerdista. Isto acaba ficar muito evidente depois que o ex-aluno da UFSC, Antonio Pinho, formado em Letras com Mestrado recentemente concluído, resolveu criar o blog UFSConservadora, que conta com a participação de alunos, ex-alunos e também de estudantes de outras universidades.
O blog se dedica à reflexão e análise de temas políticos e filosóficos sob a ótica conservadora. O grupo inclusive protestou no campus contra o evento que homenagearia do terrorista Cesare Battisti e também denunciou o fato no blog. Embora articulando-se informalmente, desvinculado de qualquer partido político, esse grupo conservador tem crescido e já possui grande atuação nas redes sociais.
Isto foi o bastante para que a Reitoria da UFSC, por meio de sua Procuradoria, partisse para a repressão pura e simples, endereçando ao editor do Blog UFSConservadora, Antonio Pinho, uma Notificação em que o acusa de usar o nome da instituição sem autorização e ameaça processá-lo judicialmente.
No Blog UFSConservadora, Antonio Pinho postou artigo noticiando o fato ao mesmo tempo em que denuncia estar sofrendo perseguição político-ideológica e invoca a cláusula pétrea da Constituição que dispõe sobre a liberdade de expressão.
Transcrevo a parte inicial do artigo com link ao final para leitura completa.
Leiam:
Dia 26 de novembro de 2013. Esta é a data em que me senti metamorfoseado em K., o conhecido personagem de “O Processo”, de Kafka.
Eu estava em minha escrivaninha, no computador, olhando mensagens pouco antes de sair a um compromisso, quando chega, em minhas mãos, uma carta em envelope oficial da UFSC. Na hora até brinquei: “A UFSC deve estar me processando hehehehe”. Pensei que era uma notificação qualquer, algo da burocracia normal da universidade, por eu ter sido aluno da UFSC. Mas, ao abrir o envelope e sacar o documento, vejo que aquilo que falei em tom jocoso era a pura verdade: eu estou de fato sendo acionado judicialmente pela UFSC. Na hora me veio à mente a imagem de Kafka: os oficiais entrando, logo de manhã, no quarto de K. para detê-lo. Minha vida transformada num roteiro surreal kafkiano. Processado? Por que motivo?
O motivo é obvio, apesar disso não ser dito na carta. É a velha perseguição ideológica pura e simples, que sempre é promovida pela esquerda contra aqueles que ousam defender valores contrários ao politicamente correto, que não vivem pautando sua existência na luta pela revolução. Muito menos tranquila é a vida de sujeitos como eu que gastam o tempo e o dinheiro que não têm, que procuram estudar e defender os valores que a Civilização Ocidental nos legou. Um dos principais desses valores é a liberdade de expressão, que é assegurada na Constituição do Brasil: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença” (Artigo 5, IX). No exercício da liberdade de expressão a Constituição proíbe apenas o anonimato, o que é completamente justo. Quem quer falar o que quer, tem que assumir as consequências públicas pelo que diz. Por isso anonimato é proibido, pois é um ato de covardia. Eu nunca publiquei algo anônimo. Todos meus escritos podem ser lidos em meu blog pessoal www.cibercronicas.blogspot.com , ou no blog da “UFSC Conservadora”  (www.ufscon.wordpress.com), do qual sou editor e criador. Nada do que fiz foi escondido.
Vivemos teoricamente numa democracia, na qual há, teoricamente, a possibilidade do pleno exercício da liberdade de expressão. As leis da nação em que nasci garantem isso, também em teoria. A Constituição é teoria, e não a realidade dos fatos. O fato é que ousei ir contra a maré da cubanização do Brasil, comecei a escrever e divulgar meus textos em blogs e no Facebook. Também acabei formando um grupo de estudantes denominado “UFSC Conservadora”.  A repercussão foi muito além da esperada. Meus textos começaram a ter milhares de acessos, bem como o blog UFSC Conservadora. Comecei a incomodar, e logo vieram as perseguições. Posicionei-me publicamente contra a greve das universidades federais de meados de 2012, num texto chamado UFSC em greve. Logo em seguida o blog UFSC Conservadora foi atacado e saiu do ar. Isso se deu na mesma época em que outros sites de perfil conservador também foram atacados, como o Mídia Sem Máscara. Mas a UFSC Conservadora continuou existindo, no início deste ano criamos outro blog, o UFSCon. Clique AQUI para ler o artigo completo.


Rodrigo Constantino também abordou o caso em seu blog na Veja.

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