segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Revolucionários e suas "mortes do bem, guerras do bem, roubos do bem, etc"

Por André,

Num texto de ampla visitação, eu mostrei que uma perguntinha básica pode deixar um revolucionário muito embaraçado. Mas atentei ao fato que a intenção era deixá-lo embaraçado diante da plateia honesta, não contando muito com o remorso ou confusão mental do próprio, pois este acredita que absolutamente TODAS as suas atitudes estão salvaguardadas pelo contexto e pela moralidade absoluta e incondicional de suas ações.

Vejam um post da queridíssima e ilustríssima "Socialista Morena" (humor involuntário, admitamos, é especialidade dos caras) sobre o ídolo-mór, redentor de uma das ideias capitalistas mais lucrativas de todos os tempos (camiseta estampada) e os assassinatos praticados pelo próprio - Che Guevara:


Essa gente não tem qualquer freio moral. Por que as mortes revolucionárias são "do bem"? Quem disse que é? Por que as mortes revolucionárias do bem de Che Guevara são mais admissíveis e justificáveis pelo "contexto de uma revolução" que as de Stalin, Ceausescu, Lenin, Mao e Hitler? E ainda pior: por que as mortes dos ditos "ditadores de direita", sempre em menor número que a dos genocidas de esquerda e dirigidas contra efetivos inimigos políticos (como eu costumo brincar, ninguém melhor para matar comunistas que eles próprios, reacionários eram mortos, comunistas frustrados e desertores iam pra gulag) também não se justificam?

Perguntem-se aí, se qualquer tipo de debate racional sério é possível contra alguém que julga ter salvaguarda moral para matar. Se o seu vizinho vai jogar baralho na sua casa para passar a mão nas pernas da sua mulher, ganhar o jogo não é vantagem; virar a mesa sobre ele e esmurrá-lo sim.

Nunca as pechas de esquerda iluminada ou ungida fizeram tanto sentido. Não me arrogo direitos presentes (entre eles o de matar pessoas a depender do ~contexto~) baseado num futuro hipotético. Qualquer semelhança entre isso e a psicopatia pura não é coincidência.

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