sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Excesso de desinformação sobre Nelson Mandela

Por André,

A idolização de gente morta nas redes sociais é um fenômeno crescente. Muitas vezes menos conhecido do que vivo, menos querido ou menos herói, basta o sujeito morrer para ser digno apenas de aplausos e virar ícone mundial.

É o que vem ocorrendo com Nelson Mandela. Nem tudo (ou a maior parte talvez, são flores na biografia de Mandela). O partido de Madiba foi classificado por Margaret Thatcher como uma "organização terrorista". Até aí o fato é contornável pela novilíngua revolucionária, trataria-se de "terrorismo do bem" (todo tipo de ação revolucionária está salvaguardada pelo tribunal do futuro).

Contudo, além de estar envolvido em diversas ações terroristas, que ocasionaram a morte de muita gente:
Mandela had pleaded guilty to 156 acts of public violence including mobilizing terrorist bombing campaigns, which planted bombs in public places, including the Johannesburg railway station. Many innocent people, including women and children, were killed.
 
Source: The State v. Nelson Mandela et al, Supreme Court of South Africa, Transvaal Provincial Division, 1963-1964, Indictment.

THE ANC'S VICTIMS WERE MOSTLY CIVILIANS:
1981 – 2 car bombs at Durban showrooms
1983 – Church Street Bomb (killed 19, wounded 217)
1984 – Durban car bomb (killed 5, wounded 27)
1985-1987 – At least 150 landmines on farm roads (killed 125)
1985 – Amanzimtoti Sanlam shopping centre bomb Dec 23 (killed 2 white women and 3 white children)
1986 – Magoo’s Bar bomb (killed 3, wounded 69)
1986 – Newcastle Court bomb (wounded 24)
1987 – Johannesburg Court bomb (killed 3, wounded 10)
1987 – Wits command centre car bomb (killed 1, wounded 68)
1988 – Johannesburg video arcade (killed 1 unborn baby, wounded 10)
1988 – Roodepoort bank bomb (killed 4, wounded 18)
1988 – Pretoria Police housing unit, 2 bombs (wounded 3)
1988 – Magistrate’s Court bomb (killed 3)
1988 – Benoni Wimpy Bar bomb (killed 1, wounded 56)
1988 – Witbank shopping centre bomb (killed 2, wounded 42)
1988 – Ellis Park Rugby Stadium car bomb (killed 2, wounded 37)
Late 1980s – numerous Wimpy Restaurant bombs (killed many, wounded many)
The ANC also made explosives disguised as children's toys.
Mandela também esteve envolvido com a escravização de seu próprio povo:

Assessor de Mandela se demite por causa de ‘diamantes de sangue’.

Nelson Mandela, the Diamond Shill.

Sete frases controversas proferidas por Mandela.

 

O Lado Negro de Mandela, por O Insurgente:

 Nelson Mandela é hoje uma da figura políticas mais simbólicas ainda vivas. O seu papel na transição da África do Sul, no início dos anos 90, é inegável. Durante as duas décadas que passaram desde que o regime do Apartheid caíu de podre, o papel de Mandela no apaziguamento das tensões raciais foi decisivo. Ainda hoje não tenho dúvidas que é ele a fronteira entre o actual Estado de paz frágil e uma situação previsível que se pode vir a comparar a de alguns países vizinhos – se algum dia a ala radical do ANC chegar ao poder. Hoje Nelson Mandela é um símbolo de paz. Mas até os Santos têm o seu lado negro. O Mandela enaltecido nas TVs, um homem que segundo os jornalistas dedicou toda a sua vida à paz, não bate certo com o homem que no final dos anos 50 defendia acerrimamente a luta armada a fim de conduzir África à via marxista. Muito menos condiz com o estratega que liderou durante anos o Umkhonto we Sizwe, braço armado do ANC e parceiro do Partido Comunista da África do Sul. Mas, goste-se ou não, o senhor carismático e sorridente que hoje vemos na TV foi o responsável por numerosos atentados de uma violência semelhante ou superior à da maioria dos grupos terroristas que aprendemos a temer neste século XXI. Não deve também ser descorada a afeição de Mandela por ditadores como Castro ou Gaddafi, que sempre apoiou ou os seus laços com o PLO e Arafat. Para terminar, as suspeitas de corrupção ainda do perseguem, assim como o inexplicável enriquecimento dos seus colegas de partidos. Quanto à África do Sul, se é verdade que a linha que separava brancos e negros se foi apagando, a linha que separa a pobreza e a fome dos luxos dos oligarcas e dos funcionários do partido apresenta-se a cada dia mais carregada. Não obstante a minha admiração por alguns dos feitos de Mandela, não há aura de messias que apague o seu passado.


Foi este senhor que Cynara Menezes elencou como um glorioso herói da esquerda, junto com Fidel e Allende. É este senhor que a turba facebuiquiana está adorando no dia de hoje.

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