domingo, 12 de janeiro de 2014

A psicologia diabólica do "Golpe Comunista 2014"

Por André,

Muita gente trata o evento do Facebook "Golpe Comunista 2014" como uma simples e saudável brincadeira. Eu mesmo confirmei "participar" no evento e postei algumas ironias quanto a revoluções e comunistas. Mas meus amigos que curtiriam se a "parada" fosse real começaram a ironizar demais, achei estranho. O subtítulo do golpe é suspeito: "os reacinha pira".

Ainda achando que era uma pura e simples brincadeira, mas já com a pulga atrás da orelha, disse para um desses meus amigos, bem, você sabe que o idealizador do evento realmente gostaria que algo do tipo ocorresse no Brasil, não é? A insistência de que a coisa era "apenas brincadeira" fazia a coisa ter um aroma ainda mais estranho.

Real ou não, para mim não é surpresa alguma, pois convivo e debato com essa gente quase que diariamente, a existência de gente que fala com cara de nojo do golpe militar, mas não acharia tão ruim se ocorresse um de tipo comunista. Onde imediatamente os "reacinha" teriam destinos um tanto quanto trágicos. Uma corrida rápida por comentários na internet mostra a quantidade de gente pregando a morte da "burguesia" - coisa um tanto inovadora.

Acho que o amigo Luciano Ayan encerrou as possíveis observações sobre o caráter sinistro por trás do evento, toda sua "dinâmica social".

O efeito causado é interessante: nas postagens do evento, que já começa com uma data delimitada para o golpe, "2014", fala-se em "mandar os reacionários para uma Gulag que se localizaria no Acre". 

Como nada disso está acontecendo (e se fosse acontecer, não seria divulgado dessa maneira), qual a inferência imediata? Que não há nada relacionado à pauta "comunismo" ocorrendo no Brasil. Exagera-se as premissas e, necessariamente, chega-se a conclusão que tudo não passa de brincadeira;  e enquanto nada do tipo estiver acontecendo, nada de comunistas com as manguinhas de fora por aí.

Sempre é bom ficar atento a esse tipo de coisa.

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