sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Ahmadinejad diz que apoiar gays é coisa de capitalistas, ou: bug na matrix progressista

Por Terra,

Apoiar a homossexualidade é coisa de capitalistas de linha dura, que não se importam com os autênticos valores humanos, afirmou na segunda-feira o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, em uma entrevista ao canal CNN. Ahmadinejad destacou que a homossexualidade é "um comportamento muito desagradável" proibido por "todos os profetas de todas as religiões e todas as fés".

O presidente iraniano, que está em Nova York para participar na Assembleia Geral da ONU, disse que apenas porque alguns países apoiam a homossexualidade não significa que suas críticas sejam uma negação da liberdade às pessoas.

No mesmo sentido, ridicularizou os políticos e partidos que, segundo ele, aprovam os gays e lésbicas "apenas para ganhar quatro ou cinco votos a mais".

De maneira mais ampla, o presidente do Irã afirmou que o apoio aos homossexuais não tem nada a ver com o apoio ao desenvolvimento humano."Este tipo de apoio à homossexualidade está apenas nas mentes dos capitalistas de linha dura e daqueles que apenas apoiam o crescimento do capital, mais do que os valores humanos", completou Ahmadinejad com a ajuda de um intérprete.

Ele insistiu que as pessoas viram homossexuais e não nascem desta maneira. Não respondeu ao ser questionado sobre o que faria se um de seus três filhos fosse gay.

Ahmadinejad disse que o mundo tem uma série de males como a miséria, a repressão e as ditaduras, e que apoia a resolução destes problemas e defesa da dignidade humana.

Questionado se o apoio à liberdade não deveria ser aplicado aos homossexuais, respondeu que "a homossexualidade cessa a procriação"."Quem disse que se alguém gosta ou acredita em algo desagradável e outros não aceitam este comportamento, estão negando a liberdade? Quem disse isto?", completou Ahmadinejad.

COMENTÁRIOS:

A esquerda, embora alegue ser progressista, tem todo um histórico de benevolência com o totalitarismo islâmico. Desde o apoio de Foucault à revolução iraniana (esse pessoal não pode ver a palavra 'revolução' que já sai apoiando...) até as pulsões de morte com os terroristas que desejam destruir o cristianismo, o ocidente, a democracia liberal, a América, ou, numa palavra, o capitalismo.

Não sei se todos sabem, mas a cultura islâmica é profundamente anticapitalista (o que, certamente, torna um "mistério" profundo o subdesenvolvimento econômico de boa parte do mundo islâmico), talvez porque o mercado não faça maiores distinções, não dê margem para quaisquer castas: quem tiver dinheiro, leva. Ateu, homem, mulher ou homossexual. Daí o ilustre ex-governante do Irã (aquele sujeito, amigo do presidente Lula, que diz que o holocausto não existiu) afirmar que "defender gays" é coisa de capitalistas.

Qualquer um que observe o funcionamento intrínseco do mercado já notou que ele fez mais pela população homossexual que todos os ativismos juntos em todas suas histórias. Amiúde, a parcela LGBT da população é letrada, abastada e disposta a gastar muito consigo própria. Um prato cheio para o mercado, que já até  faz propagandas para crianças com "dois 'pais'" (ou como a mais recente campanha do Boticário para o dia dos namorados).

E agora resta o questionamento para os movimentos progressistas: de que lado vocês estão? Dos capitalistas ou do totalitarismo islâmico à la Ahmadinejad?

Ahmadinejad sabe muito bem que se há um ambiente em que um casal homossexual pode andar livre, talvez não de olhares desconfiados, mas sob proteção da "rule of law", é o ambiente proporcionado por países ocidentais e... capitalistas.

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