quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Jurista Ives Gandra Martins comenta "rolezinho"

Por André,

Em entrevista à rádio Jovem Pan, um dos maiores juristas do país, Ives Gandra Martin, comenta o rolezinho e os vetos judiciais obtidos pelos shoppings.

Comento rapidamente o que não disse no post anterior:

Falta bom senso.

Visto que os textos da lei contradizem-se, pois proibir a entrada nos shoppings com base no perfil da pessoa configura crime (porém, o que fazer? Como proibir depois que todos já estão lá dentro?), porém a realização do "rolezinho" dentro dos shoppings, atrapalhando lojistas e transeuntes comuns entra em conflito com a preservação da ordem pública. Com o agravante que um shopping é um ambiente privado (no texto anterior cito um texto de Bernardo Santoro que liquida a questão jurídica), chego à conclusão que falta o uso do bom e velho bom senso.

Não é prudente que 6.000 pessoas com intenções misteriosas circulem livremente num ambiente como um shopping. E isso se aplica e se aplicaria a 6.000 pessoas de qualquer classe social, cor de pele etc. etc. 

Imaginem a torcida organizada Mancha Verde realizando qualquer de suas atividades num shopping. É um convite aberto à confusão. Jovens desatarefados e em bando num ambiente fechado e privado (até num ambiente público seria algo pouco recomendável).

Fingir que algo do tipo pode ocorrer sem qualquer interferência é de uma desonestidade sem precedentes. Porém, honestidade pra quê quando se pode instrumentalizar politicamente um debate, não?

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