quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Maduro anuncia inflação de 56% na Venezuela. A culpa? É da direita, é claro.

Por Folha de São Paulo,

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje, dia 30, que seu país encerrou o ano com um índice de inflação de 56%. Ele colocou a culpa na "burguesia parasitária". 

De acordo com ele, a inflação foi "induzida e especulativa". Se a taxa "não fosse ativada pela guerra econômica, a inflação seria negativa", destacou. 

A Venezuela sofre com uma inflação galopante (a maior da América Latina), acompanhada de uma crise produtiva, problemas de distribuição de produtos de primeira necessidade, mercado golpeado por medidas de restrição e regulamentação. 

Como resposta à crise econômica, Maduro lançou uma "guerra econômica". O mandatário radicalizou sua política: após obter poderes especiais do Congresso, começou a adotar medidas para reduzir o preço dos produtos e a denunciar complôs da oposição, "a qual serve ao império dos Estados Unidos", segundo ele. 

Entre as medidas anunciadas por Maduro estão o controle de preços e do câmbio, a liberação de recursos para o setor produtivo, operações cívico-militares para fiscalizar a especulação financeira, entre outras.


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Que a Venezuela tornou-se a piada pronta mais próxima de nós não é novidade, após muitas conversas com Chavez via pássaros, dormir em Mausoléus, crise elétrica sendo uma potência do petróleo (a culpa também foi debitada na conta da direita), proibição de empresas demitirem funcionários, agora Maduro anuncia uma inflação de 56%. O que pra qualquer entendedor de economia implica em ainda mais escassez (ou seja, as piadas com papel higiênico continuarão - quiçá até com outros produtos).

A Venezuela já pode, num intervalo de 15 anos, ser considerada mais um experimento socialista que falhou (embora algumas etapas ainda estejam faltando, como campos de trabalho forçado e sumiço "misterioso" de adversários políticos). A História se repete. A horda de socialistas reacionários defensora dum modelo econômico digno da idade do bronze também.

E se preparem, para muito em breve, além de mais "é culpa da direita", inventarão, tal como em Cuba, um embargo imaginário para justificar o cataclisma econômico, inimigos imaginários (mesmo os EUA sendo cliente fiel do petróleo venezuelano). Quando o desespero bater forte, dirão que Maduro traiu os ideais do nobre general Chavez e tal como Lenin, caso Chavez não tivesse sido atacado pelo câncer estadunidense, o socialismo venezuelano finalmente teria dado certo e servido de exemplo para o restante da América Latina e finalmente para o mundo.

Fico aqui imaginando, há 15 anos, venezuelanos normais ou da oposição alertando para o perigo do socialismo e de seus atrasos econômicos. E os chavistas e seus asseclas "argumentando" que se tratava de pura teoria da conspiração.

Pois é.

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