sábado, 1 de fevereiro de 2014

Esquerda versus direita: o debate entre Dinesh D'Souza e Bill Ayers

Por André,


Na última quinta-feira (30/01), o autor conservador Dinesh D'Souza debateu com o esquerdista Bill Ayers.

Falemos um pouco sobre Bill. Bill foi um terrorista quando jovem, mais especificamente à época da guerra dos EUA contra o Vietnã. Embora hoje seja professor universitário e uma das cabeças da educação norte-americana, em seu passado terrorista ele tentou explodir o Pentágono, o Capitólio, estações de polícia e diversos prédios. E Bill confessou em entrevista a Larry Elders que não se arrepende de nada disso, nem tem intenções de pedir desculpas.

O sujeito também teve um papel importante na campanha de Obama, dizem, inclusive, que ela começou em sua casa. Sendo que Bill também é uma influência intelectual para Obama. Ao longo da campanha em 2008, John McCain recusou-se a tratar do fato.

Apesar de seu passado tenebroso, Bill praticamente comanda a educação americana, sendo, inclusive, financiado por grandes empresas como o Google. Alexandre Borges brilhantemente o chamou de "o desconhecido mais influente do mundo". Bill é o típico exemplar de resultado de muitos anos de ativismo esquerdista e leitura dos gurus da New Left. Apresente Ayers aos mesmos tipos em terras nacionais e tenha certeza que de imediato simpatizarão com o sujeito.

O tema inicial do debate era "O que há de tão grandioso sobre a América?":


Dinesh fez diversos pontos muito bons, com a vantagem dele próprio ser um imigrante radicado na América. Falou do grande legado da América para o mundo: a CRIAÇÃO de riqueza. Ao criar riqueza via comércio (trade), a América fez uma inovação histórica: tornou a conquista pela guerra, pela derrota do adversário obsoleta. O outro se torna parceiro e não inimigo. Desde a II Guerra Mundial os EUA esteve presente em diversas nações, mas quantas foram anexadas ao seu território, como eram até então ao longo da História? A guerra do Iraque é outro bom exemplo, um custo vultuoso tanto financeiro quanto humano, e nenhum retorno financeiro comprovado para a América.

Dinesh também mencionou a história de um amigo que tentava obter o visto para os EUA, o motivo? O amigo queria ir para um país onde os pobres são gordos.

Já quanto ao desempenho de Ayers, não há nada de novo em sua argumentação: apelou para os clichês esquerdistas tradicionais. Falou sobre a importância de "dividir a torta" (e Dinesh lembrou muito bem: dividir é fácil, o problema é quem vai fazer a torta), citou a morte da população indígena e Dinesh explicou qual deve ser a postura de gente de bom senso diante do fato.

Ayers falou em homofobia e outros tópicos recorrentes da agenda, foi razoavelmente incisivo, mas não jogou sujo. Quando perguntado por Dinesh sobre seu passado terrorista, Ayers disse que não faria de novo, mas que ainda se considera um "revolucionário".

Achei que o único pecado de Dinesh foi não esclarecer em algum momento propício do debate o jogo linguístico da esquerda com suas palavras-gatilho: homofobia, racismo etc. No mais, Dinesh se saiu melhor no debate, como tipicamente acontece em debates do tipo.

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