domingo, 9 de fevereiro de 2014

O nível surreal dos debates propostos pela esquerda: um debate entre Piers Morgan e Janet Mock

Por André,

Piers Morgan é o principal âncora da CNN. Um esquerdista numa emissora esquerdista. Piers entrevistou uma pessoa chamada Janet Mock ("mock", em inglês, é justamente um verbo que significa "tirar sarro"). Janet é uma representante dos "trans" e acabou de publicar um livro.

Apesar de toda sua deferência à agenda da esquerda, Piers foi vítima da massa militante. Seu crime? Ter dito que Janet "nasceu um menino". A militância caiu matando. Piers rapidamente se desculpou e como bom cãozinho manso disse que sempre esteve 100% de acordo com a militância gay. Os melhores momentos e os destaques da conversa podem ser lidos aqui.

Essa discussão em torno do "gênero" é uma das mais ideológicas do nosso momento. O lobby para que gênero seja simples e unicamente um efeito cultural e não um elemento natural, já trazido por todos desde seu nascimento. O documentário "O Paradoxo da Igualdade" comenta o fato e eu também já comentei essa postura. (os outros 6 episódios você confere no blog Marxismo Cultural).


Poucas coisas me divertem mais do que ver esquerdistas brigando entre si, momentos raros e didáticos para que a direita veja o papelão que faz quando vai publicamente na jugular dos seus.

O ultra-esquerdista Piers Morgan, apresentador da CNN, chamou Janet Mock (vale lembrar que "mock", em inglês, significa literalmente "sacanear, tirar sarro"), militante da causa dos transexuais, para divulgar seu livro e bajular suas idéias e causas em rede nacional.

Na apresentação, disse que Janet "nasceu menino" e foi o que bastou para enfurecer a "comunidade transexual", que partiu para cima de Piers nas redes sociais com a fúria que vocês podem imaginar. O que fez Piers? Chamou Janet Mock novamente para o programa e, em rede nacional, tentou pedir desculpas e choramingar pelo tratamento que está recebendo. As desculpas não foram aceitas (ô dó).

O que ofendeu a "comunidade transexual" foi a simples menção de que Janet nasceu homem, um fato comprovável empiricamente, mas nem ele nem ninguém, nesse caso, tem permissão para acreditar nos próprios olhos ou na certidão de nascimento dele (ou dela). Janet diz que nasceu uma mulher presa num corpo de homem, assim com poderia dizer que era na verdade uma gaivota, uma libélula, uma cobra coral, um ornitorrinco ou um unicórnio em corpo de homem e a mera menção de que teria nascido um homem serve para que Piers, um bajulador das causas gays com cada vez menos audiência, fosse atacado.

A conversa toda é de um surrealismo aberrante, mas é um bom exemplo de como é impossível construir uma sociedade baseada em sentimentos e não em valores e racionalidade (autores como Dennis Prager já escreveram bastante a respeito).

Recentemente a CNN fez uma festa durante a conferência da Television Critics Association mas ninguém apareceu, foi um fiasco devidamente registrado pelos sites de celebridades americanos. Nem os críticos de televisão se deram ao trabalho de prestigiar o regabofe da emissora, com a presença de seus principais âncoras. Piers estava lá e ficou falando sozinho, olhando para a piscina vazia e para um exército de garçons com bandejas na mão sem ter para quem servir a champanhe e, provavelmente, culpou a decadência do seu programa e da sua emissora a todas as causas escapistas imagináveis, menos o óbvio: o público não tem mais paciência ou disposição para doutrinação ideológica em horário nobre. Pergunte a Rupert Murdoch.

Lá nos EUA, ao menos, há alternativas, como a FOXNews, que humilha os concorrentes em audiência há 12 anos seguidos. Alguma dúvida de que o primeiro grupo de comunicação que criar uma FOXNews no Brasil, com a qualidade da original, vai ser um campeão de audiência? Eu não tenho, os próprios empresários da comunicação não devem ter, e mesmo assim continuam criando veículos para disputar quem é mais esquerdista, lutando por uma fatia cada vez menor de público. No país do BNDES e das verbas publicitárias de estatais, quem se importa com a audiência?

"Politically Correct Piers Morgan Falls Prey to P.C. Police in Furor Over Transgenderism" - http://newsbusters.org/blogs/matthew-balan/2014/02/06/politically-correct-piers-morgan-fall-prey-political-correctness-furo#ixzz2siyXIA5n

Dennis Prager e a Era do Sentimentalismo: http://on.fb.me/17ft8du

"Sexo ou Gênero?" (Pe. Padro Ricardo) http://padrepauloricardo.org/episodios/sexo-ou-genero

"CNN Throws a Barely Attended, Glitzy TCA Party" http://www.hollywoodreporter.com/news/cnn-throws-a-glitzy-tca-671274

Bem como também o Flávio Morgenstern:

Um dos motivos de protesto e um dos rolezinhos foi sumariamente IGNORADO até pelos defensores mais aguerridos da geringonça toda: o rolezinho no shopping Center 3 de travecos pedindo para poderem utilizar o banheiro feminino.

Segundo a feminista mongolóide (perdão o pleonasmo) Judith Butler, os sexos não definem o gênero, pois gêneros são "performances" sociais - o fato de homem ser barítono e mulher ser soprano é tudo "convenção", como se sabe. Assim, não é que mulheres são mais fracas e precisam de proteção, ou homens têm barba e gogó e gostam de carros e videogame. É tudo uma invenção da "sociedade disciplinar" sobre a qual Michel Foucault punhetou tanto (ou siriricou, vai saber).

Nunca perguntaram para a dona (ou o senhor, vai saber), já que é tudo "performance" e não fatos inatos, sobre quem inventou essa coisa toda, além da "sociedade malvada que quer ser conservadora com as suas liberdades de negar a sua genitália".

O curioso é que Butler, ao dar palestra a convite da revista Cult, exigiu que todos os homens da audiência usassem saias. MAS CARALHOS QUE LHES FODAM, saia não é convenção social?! Então usá-las é ADERIR às convenções, e não "ser livre".

Toda porra de esquerdista vê um problema de poder (às vezes inexistente, como nesse caso) e, como solução, quer concentrar MAIS poder em suas mãos. É a chave mestra para se ler esquerdista: NENHUM escapa dessa mordida no próprio rabisteco.

Ah, Butler, ao contrário de suas predecessoras, dá toda aquela disfarçada para não dizer que está negando que sexos existam, mas lá pelas tantas em Gender Trouble fala: "Ah, mas e o transexual?! Ele provou que nem sexo é um determinante de performance" e aí você taca o livro longe e manda @ moç@ tomar no cu, porque tomar no cu é unissex.

(Butler também sempre se apresenta como "mulher, judia, feminista e vítima possível de violência" por isso. Õ dona gênia, diz aí: quem NÃO é "vítima possível de violência" nessa galáxia?!)

Bom, aí tem os travecos e o Laerte. O Laerte entrou no banheiro feminino de uma pizzaria, uma mocinha de uns 10 anos entrou depois e se assustou e saiu. A mãe da menina reclamou, o dono da pizzaria disse que não podia fazer nada pra não ser processado em milhões por homofobia pela Gaystapo.

Sakamoto disse que está na hora de homens pararem de ter preconceito com mulher com pênis (sic), Eliane Brum disse que está na hora dos homens também queimarem sutiãs e se livrarem das amarras e se vestirem como bem entendem (meu modelo é calça jeans e camiseta de death metal, tia). Que viva, se você está "se sentindo" mulher hoje, vai lá no banheiro das mulheres, qual o problema?

Bom, eu vejo uma caralhada de problemas, tia. O primeiro é que banheiros são divididos por gênero não para "discriminar" as mulheres muçulmanamente, que ficam excluídas da sociedade de gênero da grande experiência prazerosa que é adentrar um banheiro público masculino. (Coitadinhas, que dó de vocês por não poderem fazer coisa tão elevada.)

Não, cacete: existem justamente para PROTEGER as mulheres, que não vão fazer xixi sentadas por onde homens porcos mijam de pé com a mesma mira de um Che Guevara, que precisava amarrar as pessoas para atirar nelas com um revólver. Para que as mulheres possam se trocar, trocar modess, retocar maquiagem, coçar a perestroika e fofocar sem ter homens por perto.

Não são vocês que falam tanto em estupro? Imagine a quantidade de estupros que podem acontecer com homens adentrando o mesmo banheiro no qual vocês entram sozinhas. Viu como é preconceituosa essa "sociedade patriarcal"?

Eu já vi restaurante com banheiro unissex, e fico imaginando o constrangimento se alguém comer muito repolho ou feijoada no ambiente e tiver alguém do sexo oposto na cabine ao lado. Fora o cheiro, já hormonicamente distinto por sexos, fico imaginando quando o cagalhada não é modelo "rabo do jacaré escondido na lagoa" (10 pontos) ou "ouroboros abraçado a si próprio" (35 pontos), mas o bom e velho "pântano de sangue" (-200 pontos), que para sair, faz os entrefolhos serem um instrumento percussivo mais tenebroso que a bateria do Slayer.

Você tá lá, despachando um fax pra Sabesp da sala do Neves, faz um barulho de tiroteio que parece a introdução de One, de repente sai, dá um alô pra loira da cabine ao lado e pergunta se ela vem sempre aqui, já que o intuito é até rolar umas paqueras. Quem sabe até ela não estivesse esperando pra usar o seu cubículo logo após, bem naquele dia em que seu "gênero distinto de sexo" resolveu marcar território na privada alheia com uma pentelhama hirsuta que insiste em voar antes de poder ser limpa.

Todavia, estão lá os travecos e o Laerte e as teorias de Sakamoto e Brum para defendê-los de sua sexualidade daquele dia e, puta que lhes pariu, what's the point?! Afinal, o que tem de "identidade sexual", "performance de gênero" ou "política identitária contra preconceito descriminatório" em IR AO BANHEIRO?

Basicamente a diferença é que homem pode mijar de pé e dizer que "tirou água do joelho" por isso, mas o conteúdo da ação é rigorosamente o mesmo. De resto, o que tem de tão "estou me sentindo mulher" quando você senta pra matricular a molecada na natação? Que diferença faz "se sentir mulher por dentro" quando você só vai despachar um amigo do interior pro Rio?

Qual a "transgressão à sociedade conservadora" em fazer clonagem se sentindo mulher, quando homens e mulheres, quando tem muita gente na fila, sentem a tristeza que é existir muito rei para pouco trono?

Alguém mais sabe explicar por que frescurite aguda virou questão política nacional, ao invés de, sei lá, ensinar rolezeiro a não falar "nóis vai"?

Outra ultraesquerdista, essa produto nacional, a Marilia Moschkovich (que já foi minha cliente), nos brindou com mais um episódio da série "bug na matrix progressista":


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