segunda-feira, 10 de março de 2014

Kim Jong-un é reeleito com 100% de votos. Quem se opõe a seu governo é golpista?


A imprensa oficial norte-coreana anunciou nesta segunda-feira a vitória, com 100% dos votos e sem abstenção, do ditador Kim Jong-un nas eleições legislativas de domingo, absolutamente controladas e com apenas um candidato por circunscrição. 

Em cada uma das quase 700 circunscrições do país havia apenas um candidato, apresentado pelo partido único, o que permite conhecer o resultado das eleições antes mesmo do processo. 

A 'eleição', na qual os eleitores podem optar apenas entre 'sim' e 'não', serve mais às autoridades para detectar as deserções no exterior. Segundo o correspondente da Al JAzeera, Stefanie Dekker, o eleitor que quiser votar 'não' tem que se dirigir a outra cabine e "isso é algo que poucos estão dispostos a arriscar". 

A lei afirma que o voto é facultativo, mas a imprensa estatal destacou que todos os eleitores registrados compareceram aos locais de votação, com exceção daqueles que estão fora do país. 

Na circunscrição de Kim, todos os votos foram atribuídos ao dirigente do país, que além de deputado é comandante supremo das Forças Armadas e presidente da poderosa Comissão Nacional de Defesa.
De acordo com a agência oficial, "isto expressa o apoio absoluto do povo e sua profunda confiança no supremo líder Kim Jong-Un". 

As eleições para Assembleia Suprema do Povo acontecem a cada cinco anos e estas foram as primeiras sob o comando de Kim Jong-Un, que assumiu o poder após a morte do pai, Kim Jong-Il, em dezembro de 2011. 

Kim era o candidato único na circunscrição número 111, a do Monte Paektu. Este monte tem uma dimensão sagrada para os coreanos e, segundo a propaganda, Kim Jong-Il nasceu neste local.
A assembleia se reúne apenas uma ou duas vezes por anos para confirmar as decisões tomadas pelo Partido dos Trabalhadores. 

A votação serve à ditadura para atualizar o censo, já que os funcionários responsáveis por organizar o processo visitam todas as residências para confirmar a presença ou ausência de eleitores registrados.
A lista de candidatos também serve aos analistas estrangeiros para conhecer as promoções ou punições de dirigentes do regime. 

IRMÃ
 
Kim Yeo-jong, irmã mais nova do jovem líder norte-coreano Kim Jong-un, pode ter passado a fazer parte da exclusiva elite de poder do Estado comunista, publicou nesta segunda-feira o jornal sul-coreano "Chosun". 

A imprensa estatal norte-coreana mencionou neste fim de semana pela primeira vez o nome de Kim Yeo-jong, o que faz supor que a irmã do líder conquistou uma posição com certa influência nos círculos de poder do hierarquizado regime, explicaram analistas consultados pelo jornal do Sul. 

A televisão estatal norte-coreana "KCTV" informou ontem que Kim Jong-un visitou um centro de votação em Pyongyang para as eleições da Assembleia Popular Suprema acompanhado pela "camarada Kim Yeo-jong", além de outras altas figuras do regime, como o considerado número dois Choe Ryung-hae. 

O termo "camarada" sugere, segundo a análise, que a irmã do líder possui uma categoria superior ao de subdiretora no Partido. 

Alguns dos analistas especulam também que, com menos de 30 anos, Kim Yeo-jong poderia ostentar a categoria de secretária do partido da mesma forma que sua tia Kim Kyong-hui, irmã de Kim Jong-il e viúva de Jang Song-thaek, ex-número dois do regime e executado em dezembro por traição. 

"Chosun" já especulou anteriormente sobre a ascensão da jovem Kim, a quem atribuiu diversas responsabilidades relacionadas à tesouraria do Estado e a captação de divisas estrangeiras.
Mas o extremo isolamento que caracteriza o regime da Coreia do Norte torna impossível confirmar as informações das elites do poder do Estado comunista e da família do líder Kim Jong-un. 

Por isso, os meios de comunicação e analistas se limitam a repercutir a informação dos veículos estatais de Pyongyang e dos poucos dados que vazam do país mais hermético do mundo.

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