sexta-feira, 25 de abril de 2014

Foucault escrevia textos obscuros de propósito para parecer "profundo"

Por André,

Foucault deve ser lido. É um pensador influente do século, gostemos ou não, estando ele quase sempre equivocado ou não. Se pretende-se criticá-lo é obrigatório lê-lo. O mesmo para Marx e os demais gurus da inteligentsia esquerdista. Já tive a oportunidade de escrever um texto bastante crítico ao autor.

É natural que sendo o deus que é para a academia nacional, comprei brigas grandes com colegas e amigos. É sabido da minha crítica ao pós-modernismo e seu relativismo radical, mas um aspecto que costuma ser deixado de lado é o caráter confuso, obscuro e quase críptico de tais autores, especialmente os radicados em França.

Chega ao meu conhecimento hoje uma confissão de própria boca de Foucault que o próprio teria sido "obrigado" a ser obscuro. Isso mesmo! Tal como desconfiávamos e afirmávamos, a coisa era intencional e não por acaso.

A revista Open Culture traz um relato do amigo de Foucault, John Searle, de onde tirou uma confissão da obscuridade proposital do autor. Foucault obscurecia seus textos propositalmente para adequar-se aos padrões de escrita franceses. Searle disse que Foucault o contou: "Na França você deve ser dez por cento incompreensível, do contrário as pessoas não pensarão que se trata de algo profundo, elas não vão pensar que você é um autor profundo". Quando Searle posteriormente perguntou a Bordieu se ele considerava isso verdade, Bordieu afirmou que "era muito pior que dez por cento".

As palavras de Searle podem ser ouvidas aqui:


Como eu sempre digo: mais Hume, Descartes, Schopenhauer e Rand e menos Foucault, Derrida, Deleuze e outros.

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