segunda-feira, 12 de maio de 2014

Flávio Morgenstern debate com Igor Fuser

Por André,



Pérolas do professor Fuser:

- O sujeito que havia admitido participação em torturas na época da ditadura militar foi assassinado. O professor acredita em queima de arquivo. Disse que agora a justiça ocorreu, só que "por caminhos tortos". Imagina se fosse a Sheherazade!

- O cara insiste que a Venezuela é uma democracia porque tem eleições, o mesmo equívoco pueril que cometeu em sua entrevista à Globonews e que eu já havia apontado. Ao desconsiderar a distinção lembrada por Morgenstern no início do debate, entre autoritarismo e totalitarismo, Fuser se embanana e ignora que diversos regimes se aproveitaram o quanto puderam de pleitos democráticos - incluso Hitler e Mussolini. A Venezuela, segundo o ilustre professor Confuser, também é um exemplo a ser seguido pelo Brasil.

- Para Fuser, distinguir entre autoritarismo e totalitarismo é bobagem, pois quem sente o choque sente igual independente da distinção. É estranho que Fuser afirme isso para depois choramingar que está descontente pelo debate "não ser acadêmico". Um debate entre dois intelectuais não deve envolver, justamente, mais precisão conceitual e menos apelos sentimentais?

Embora tal distinção seja bobagem para Fuser, ele não hesita em relativizar os crimes da ditadura cubana. "Ah, é uma ditadura, mas tem boa saúde e baixo índice de mortalidade infantil". Nada importa para quem "sente o choque", professor.

Também não titubeou em dizer que os crimes da guerrilha da esquerda não se comparam aos dos militares. Do ponto de vista da dor das vítimas (algo 'estritamente acadêmico', convenhamos), tal distinção é irrisória, prof. Fuser.

Que ninguém se deixe enganar pelo professor, ele é o esquerdista de baixo calão típico: distingue entre socialismo real e socialismo ideal, o primeiro foi deturpado e não é culpa de ninguém que tenha dado errado, o segundo só existe e existiu na cabeça de gente como ele. E se morrer mais alguém na tentativa de implante do último, já sabem, está sendo deturpado.

Relativizou os crimes dos Castro. A boa saúde e boa educação cubanas, que já existiam antes da Revolução (o que mudou de fato APÓS a revolução foi a economia, de 4ª despencou para as mais insignificantes do continente) justificam a ditadura. Os fins justificam os meios.

Elogiou um ditador de inspirações fascistas como Getúlio Vargas.

Disse que a universidade é conservadora porque supostamente 2/3 na USP votaram em Serra. Só um asno considera Serra conservador. Ainda assim, não me recordo de ninguém afirmando que a USP inteira é esquerdista, mas apenas as faculdades de humanas. A pesquisa do Datafolha a que Fuser se refere comprova: Dilma vence onde o imperativo marxista domina (confiram a página 16 do estudo).

- No melhor estilo "não sou petista, mas...", Igor Fuser tergiversou sobre as calamidades petistas da Petrobrás; do caso Pasadena à queda no valor da empresa, qualquer um que negue que o governo petista conseguiu a proeza de afundar uma petrolífera tem caráter no mínimo dúbio. O site "PTbrás" traz todas as evidências que você precisa.

Um comentário:

  1. Um energúmeno que vê razões históricas para a ditadura da dinastia Castro existir e não vê para a ditadura Brasileira que matou muito menos é um tremendo de um embuste.

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