sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa começa de um jeitinho bem brasileiro

Por André,

Ao que tudo indica, vai ter Copa. Mas vai ser daquele jeito, com a brasilidade aflorada e posta em prática em suas piores faces: abertura pobre chique, jogo enganoso e com resultado manipulado pela arbitragem.

A palhaçada começou com a abertura: uma axezeira e uma cantora pop cantando "ole ole ole olá" em playback e depois um rapper branco e careca entra para figurar na bola gigante com suas vestes exóticas. Depois, um monte de vegetais entram em campo dançando num ritmo ininteligível. Mais brega e "pobre chique" impossível; pobre chique porque aquela palhaçada supostamente tomou 200 horas de ensaio das pessoas e muitas ramas de dinheiro (19 milhões, para ser específico).

Tudo isso para o twitteiro Mark Jones (confira outras tirações de sarro aqui) reproduzir o cenário da abertura sob o tapete da sala de sua casa:


Muito pouco depois, tivemos a presidente Dilma sendo hostilizada pela torcida. Nunca o chefe de uma nação sede não participou ostensivamente da abertura de uma Copa do Mundo, mas com medo das vaias que invariavelmente ocorreriam, Dilma se escondeu num canto da Arena Corinthians, junto com outras autoridades, inclusive Joseph Blatter. Mas nada disso impediu que Dilma fosse convidada a visitar seu orifício anal:


Outros vídeos pululam pelo Facebook.

O jogo em si não poderia deixar para trás com relação a abertura e foi imbuído de brasilidade. Há anos defendo a tese que a arbitragem mundial é pró-Brasil e quando não influencia descaradamente pró-Brasil mina o psicológico do adversário invertendo faltas ou deixando de marcá-las e adotando um padrão duplo de rigor. Isso é histórico e não tem relação direta necessária com o local geográfico de jogo do Brasil, ele é beneficiado em qualquer canto do globo e a história serve de crivo: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/02/21/seis-garfadas-da-arbitragem-que-favoreceram-o-brasil-nas-copas.htm.

No Facebook, antes dos lances capitais da partida, eu alertava para as reclamações ostensivas do técnico Felipão e comentava que a temporada de apito amigo havia sido aberta e que a boa vontade do árbitro japonês já era nítida.

O primeiro lance altamente controverso foi a agressão de Neymar em Modric. Ele claramente se projeta com o braço erguido, observando um adversário se aproximar e acerta o jogador croata. Sua reação antes de ver qual a cor do cartão que seria erguido é de desespero, é de quem esperava pelo cartão vermelho. O árbitro japonês foi generoso e deu apenas um amarelo. Sálvio Espíndola, comentarista de arbitragem da ESPN confirmou minha interpretação e disse que o cartão vermelho estaria dentro da normalidade. 

O futebol é uma fileira de dominós, uma vez que a primeira peça é derrubada, toda a sequência é afetada. Se Neymar fosse expulso, não teria feito os gols que fez, as jogadas que passaram pelos seus pés, o Brasil teria o ônus de jogar com 10 em campo e o brasileiro estaria fora das duas próximas partidas do Brasil. Ou seja, toda a história dessa Copa se altera desde aí. Como repercutiram alguns jornais argentinos, a despeito do tom de galhofa, se a Copa caminhar assim, é melhor pararmos por aqui e acompanharmos os jogos por mera recreação, torcer é atividade vã porque as equipes de arbitragem já tem um time para torcer.

Depois tivemos o pênalti fantasma sob o jogador Fred. Lance típico dentro da área, pênalti inventado num momento em que o jogo estava equilibrado e com o resultado em aberto. Um pênalti desequilibra emocionalmente o adversário, particularmente numa partida como aquela. 

No terceiro gol de Oscar a partida continuava aberta, mas a Croácia acreditava ser possível empatar (e realmente era); abriu seu meio de campo e levou o gol de Oscar aos 45 do segundo tempo, psicológica e fisicamente morta.

Sou contrário a teorias da conspiração, achar que Nishimura foi comprado etc. Não acho que ele tenha sido comprado, mas que há uma enorme atmosfera de boa vontade com o Brasil, apenas isso, atmosfera essa que tira os adversários do sério dentro de campo. Mas brigar com as evidências seria intelectualmente desonesto ["resultados podem ser manipulados no Mundial"; "árbitro denuncia corrupção na arbitragem"; "Árbitros e jogadores foram contatados para manipularem jogos da Copa"]. 

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