quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Athar Khan, dissidente muçulmano que reside no Canadá, sumariza o debate sobre o Islã radical

Por André,


Athar Khan, paquistanês de família muçulmana radicado no Canadá
O paquistanês Athar Khan e uma senhora muçulmana que aparece no vídeo acima resumiram com pouquíssimas palavras tudo aquilo que venho escrevendo sobre o assunto Islã radical e que pode ser lido na tag islamismo deste blog.

Não é possível nenhum tipo de debate sério sobre o Islã, sua invasão na Europa e jihadistas como o grupo ISIS (que ganha cada vez mais adeptos entre os "muçulmanos britânicos") sem o conhecimento de uma série de fatos mencionados pelo rapaz entrevistado:

- muitos muçulmanos simplesmente não querem aceitar a existência do Islã não apenas como uma religião mas como um sistema político e este sistema político é de tipo coletivista, quando não muito semelhante ao comunismo;

- numa vasta e tenebrosa rede de mentiras e wishful thinking, vende-se a cantilena que todos os muçulmanos são boa gente e que no fundo no fundo não há com o que se preocupar. Ou então a clássica saída: "os radicais são minoria". Como se tal fato relativizasse o perigo da minoria radical;

- Embora a maioria dos muçulmanos de fato seja pacífica, há uma enorme conivência dessa parcela pacífica que simplesmente não condena ostensivamente as ações dos radicais. Esta estatisticamente atestado que cerca de 20% dessas população muçulmana não-radical APROVA as ações terroristas e os demais, mesmo quando as condenam, o fazem em foro íntimo e não em público, em suporte às vítimas do Islã radical;

- Parte da indiferença se deve porque boa parte dessa população islâmica realmente vê no Ocidente a imagem de um monte de gente branca, individualista, egoísta e capitalista - sendo a América a representação geopolítica maior dessa realidade - encarada como "o grande Satã". Isso também prova que essa população muçulmana que vive no Ocidente ainda não se integrou culturalmente ao meio social que adotou para viver, o que mesmo sem conivência com o terrorismo seria um grande problema.

Isso, segundo Athar, alimenta no imaginário da população islâmica a noção que os ocidentais são frios, indiferentes e pouco caridosos, quando Athar mostra que, na verdade, a maior parte dos países ocidentais é receptivo, como o Canadá. Vale lembrar que a noção de "multiculturalismo" é criada, mantida e defendida por ocidentais, essa gente "branca, egoísta e capitalista";

-  Para Athar há, nitidamente, um interesse dos muçulmanos em defender sua própria cultura do que a alheia. E há sim um sentimento antissemita e anticristão entre a população islâmica (isso fica claro no programa The Big Questions da BBC cujo título foi "Should the British stop tolerating intolerance?" - vale lembrar que os muçulmanos que participaram do programa são os "moderados", imaginemos os fanáticos);

- O discurso dos "muçulmanos moderados" é algo apenas feito frente as câmeras, por detrás das cortinas todos adotam alguma versão mais radical da estória. Procurei mostrar isso para (mais) um esquerdista defensor do Islã num debate;

- Athar atenta para um fato do qual martelo há pelo menos três ou quatro anos: seja lá por quais motivos for, especulo que por compartilhar inimigos (capitalismo, Ocidente, EUA etc), a esquerda compra a narrativa do Islã e o Islã compra a narrativa da esquerda. Já tive a oportunidade de comentar o fenômeno aqui, aqui e aqui.

Um comentário:

  1. Olá, André. A respeito das similaridades entre o o islamismo e o comunismo, Theodore Dalrymple escreveu uma interessante crônica a respeito, baseando-se no que encontrou na obra de um dos mais influentes pensadores muçulmanos no século XX (nas palavras do próprio Dalrymple). O original pode ser lido aqui http://www.newenglishreview.org/Theodore_Dalrymple/There_Is_No_God_but_Politics/ e em minha humilde tradução aqui http://rebeldiametafisica.wordpress.com/2013/12/26/nao-ha-deus-que-nao-a-politica/

    Parabéns pelo seu trabalho no blog, que acompanho de perto, embora raramente me manifeste. Um abraço,

    Gilmar


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