sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Sam Harris está enfrentando a fúria esquerdista por suas críticas ao Islã.

Por André,

Sam Harris recentemente esteve no programa de Bill Maher na HBO, onde defendeu a radical ideia que o islamismo é uma religião que justifica a violência, boa parte dos muçulmanos compartilha ideias que justificam ações violentas ou é conivente com aqueles que praticam. Na bancada teve Bill ao seu lado na defesa dessas ideias e outros três convidados contrários, entre eles o diretor e ator Ben Affleck. A acusação, como alguém pode antever, foi que Harris é "preconceituoso" e "racista":


Um dos pontos do debate é sobre a postura de esquerdistas diante do problema islâmico. O esquerdismo (liberalism) defende a liberdade de expressão, a tolerância, o respeito mútuo etc. Como lidar com terroristas e radicais muçulmanos se eles não compartilham esses valores? Para Maher e Harris os liberais se perderam nesse ponto e com medo de parecerem preconceituosos preferem não condenar o Islã como uma religião que legitima a violência.

Percebam que esse tema não é inédito aqui. Tratei dele quando o mesmo Harris e Dawkins foram atacados pela militância esquerdista já por críticas ao Islã ou por se posicionar ao lado de Israel na guerra contra o radicalismo. Em certos casos, a tampa da esquerda simplesmente não fecha.

Pois bem, o debate na mesa de Maher não parou ali. Uma montanha de ataques a Harris pulularam pela web e ele foi convidado por um de seus detratores para uma conversa esclarecedora que acabou durando três horas. Quanto ao interlocutor de Harris no vídeo - Cenk Uygur - nunca vi mais gordo e a julgar pela entrevista me parece um sujeito intelectualmente limitadíssimo:



O que falta no repertório de análise de Harris, provavelmente porque ele próprio se considera limpinho demais para admitir isso, é o fator da "guerra cultural" em curso contra o Ocidente.

Seus amigos esquerdistas que fazem doce para condenar as ações islâmicas na verdade apenas preferem se aliar ao inimigo que é inimigo do meu inimigo. O que o ISIS e a esquerda radical compartilham é seu ódio pelo modo de vida ocidental cujo maior e melhor representante é a América. Como expliquei no texto sobre a "tampa" da esquerda: na ótica esquerdista radical, é mais interessante relativizar as motivações das mazelas do ISIS e associar-se aos radicais islâmicos do que conceder o direito de condenação ao ISIS para o também esquerdista Sam Harris.

Isso é guerra e a guerra pode requerer sacrifícios dos seus próprios.

Um comentário:

1. Seja polido;

2. Preze pela ortografia e gramática da sua língua-mãe.