segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Esquerdistas diante de gente inteligente que não é esquerdista: um caso clínico.

Por André,

Me deparei com o depoimento a seguir na semana que passou. Retirei as identidades porque aquela que conta a situação é estudante de direito e essa gente tem sede por processo. Para evitar problemas, portanto, borrei a identidade da autora. Segue:


Por uma feliz coincidência discuti muito brevemente o tópico do aborto na postagem imediatamente anterior a esta, onde penso ter mostrado definitivamente como todo o problema do aborto se reduz a uma questão moral: em que momento exatamente o zigoto se converte em vida humana? Em convertido em vida humana, está por definição estabelecido que o aborto é assassinato, a despeito de todas as questões que se refiram a liberdade feminina, saúde pública, etc.

Contudo, o relato da moça, futura advogada, atenta para um fenômeno mais interessante que a verborreia progressista acerca do aborto, que se mostra repetitiva e inócua antes de seguramente estabelecido que fetos não são seres humanos.

A moça ficou chocada, foi conduzida às lágrimas porque, vejam só, encontrou médicos que ousaram cometer o pecado absoluto de discordar dela. A moça vai para um debate e espera encontrar uma masturbação coletiva total onde todo mundo usa as mãos para o mesmo fim. Isso mostra algumas coisas.

Primeiro: o quão contaminado está o ambiente universitário brasileiro. Em qual outro ambiente alguém reagiria dessa maneira após ter suas ideias questionadas num DEBATE, onde todo o propósito da coisa é, justamente, juntar gente inteligente e com pensamentos distintos para discutir alguma matéria? Em nenhum outro senão no ambiente universitário, particularmente no brasileiro.

Segundo: o segundo aspecto que destaco é psicológico. Valeria estabelecer um caso clínico que investigasse a mente de gente progressista quando descobrem que existem pessoas inteligentes com ideias de não-esquerda, inclusive nessa conturbada questão que é o aborto.

Já tive a chance de observar o caos psicológico que se estabelece na mente de tipos marxistas proto-universitários ao se depararem com gente mais inteligente que eles (o que não é difícil) e que são conservadores, liberais ou simplesmente gente com bom senso. Tudo isso só serve de peça de prova para a expressão de Nelson Rodrigues que dizia que no Brasil se é marxista sem saber, se respira marxismo e também o quanto o marxismo se converteu numa religião, cujos fiéis profetizam a fé com maior fervor que o das religiões tradicionais estabelecidas (visto que essas admitem a existência das concorrentes e algumas conseguem conviver razoavelmente bem com as pares).

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