sábado, 20 de dezembro de 2014

A vitória da "Merkelnomics"

Por André,

Tenho algumas pequenas ressalvas quanto às políticas praticadas pelo governo Merkel. Contudo, considerando o quadro atual, a governança dessa PhD em física pode, deve e merece ser louvada e saudada.

O salário mínimo voltou, o ensino universitário "gratuito" também e Merkel é pró-UE, mas as demais políticas alemãs de austeridade mantiveram a maior economia da Europa longe da crise.


A mídia foi discreta, os fatos foram abafados pelas polêmicas em torno do Bolsonaro e da aproximação entre EUA e Cuba, mas aqui está um fato realmente importante e que pode mudar os rumos da economia mundial. Sim, pois caso ainda exista racionalidade e bom senso no mundo, políticos e economistas deverão tirar conclusões definitivas destes dados.

Contra tudo e contra todos, a Alemanha optou pela austeridade para enfrentar a crise européia. Keynesianos, socialistas e estatistas de todos os matizes condenaram tais políticas, demonizaram a chanceler Angela Merkel e fizeram previsões mais do que pessimistas.

No primeiro trimestre, o mercado esperava um crescimento de 0,7% do PIB alemão. O crescimento foi de 0,8%. [1] No segundo trimestre houve uma leve contração e os alarmistas logo previram outra contração no terceiro trimestre, caracterizando portanto uma recessão técnica. [2]

O PIB cresceu 0,1% E NÃO HOUVE RECESSÃO. [3]

E agora, um aumento no consumo interno e uma maior confiança dos empresários, garantem o crescimento e uma leve recuperação no quarto trimestre. [4]

ACABOU! A AUSTERIDADE VENCEU! As teses intervencionistas foram derrubadas de vez.

Em contraste, comentamos meses atrás sobre um país que seguiu o caminho contrário e se meteu em sérios problemas: O Japão. [5] Não se iludam. Líderes políticos e economistas no mundo inteiro estavam muito atentos aos resultados destas políticas e estão muito melhor informados sobre isso tudo do que nós. As recentes atitudes do governo Dilma, de adotar políticas mais austeras e as intenções de François Hollande de liberalizar a economia francesa, certamente foram baseadas nestes resultados.

Escrevam o que eu digo: O impacto destes resultados serão imensos.

A propósito, você sabia que a Alemanha se recuperou da II Guerra Mundial até chegar a ser uma das economias mais sólidas do mundo, graças ao "ordoliberalismo"? [6]

Fontes:

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