terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O terrorista Anjem Choudary e a prova definitiva que o multiculturalismo falhou

Por André,

Já falei sobre o terrorista Anjem Choudary aqui neste blog e desde sua última aparição o mesmo já se encontra devidamente preso por fazer justamente incitação ao terrorismo. Contudo, antes de ser preso, Choudary desfrutou amplamente da liberdade de expressão britânica, defendendo publicamente medidas como decapitações, morte por apostasia e apedrejamentos, como pode ser visto em alguns dos vídeos a seguir:


Aqui o faz em conversa com o sempre brilhante Douglas Murray, onde tenta equiparar as ações das forças armadas israelenses com os atos do ISIS. Observem: a despeito do discurso obtuso e criminoso, Choudary é um legítimo convidado do programa, gozando de tanta liberdade quanto Murray ou qualquer outro.

Choudary crê que a implementação da sharia ao redor do mundo e a consequente criação de um califado universal é inevitável e que as "bombas" americanas não serão capazes de evitar isso. Tal discurso fora enfatizado por Choudary em sua entrevista a Sean Hannity:


O terrorista é tão despudorado que, ao requisitarem que testasse o microfone usando o clássico "1, 2, 3 testando", usou datas de atentados terroristas como "11/09, 07/07 etc".

Com qual chave de compreensão entender que tal pessoa goze de liberdade de expressão numa sólida democracia ocidental? Creio que sejam frutos do multiculturalismo que poucos estão dispostos a apontar o dedo.

O multiculturalismo é a perniciosa ideia (se não é originalmente, é nisso que se tornou quando fundido ao relativismo radical de nossa época) que todas as culturas são igualmente boas ou más e, portanto, qualquer distinção entre culturas superiores e inferiores é preconceituosa e ultrapassada. As posições de Choudary, oriundas de seu radicalismo islâmico, não são tão melhores que o multiculturalismo que permitiu que ele falasse livremente por tanto tempo, são apenas coisas diferentes (aqui fica evidente o caráter autofágico do multiculturalismo - o mundo desejável de Choudary não prevê a existência de valores contraditórios convivendo pacificamente, uma vez que Choudary e seus pares eventualmente assumam o poder, o multiculturalismo será, com sorte, mero objeto histórico).

Tenta-se retratar o multiculturalismo como cosmopolitismo: estar na presença de pessoas de todos os lugares do mundo numa grande capital, ver um filme indiano com uma colega coreana da universidade e depois comer num restaurante italiano. Tudo isso seria "multiculturalismo"? Seria o mesmo que dizer que nada disso existia antes do mesmo, como se muito antes da ideologia multiculturalista, povos não tivessem convivido pacificamente e praticado comércio, por exemplo.

O muçulmano "moderado" Mehdi Hasan compartilha da visão que o multiculturalismo é o que descrevi, um mero cosmopolitismo:


O fato é que a ideologia multiculturalista, que tem por intenção mostrar que a cultural ocidental não apenas é igual as demais, mas é pior (sim, debata com um adepto do multiculturalismo que verá como critérios objetivos aparecem rapidamente para condenar a "opressão", o "machismo" e o "racismo" da cultura ocidental) é responsável pelo livre desfile de Choudary nas maiores redes de TV da Grã-Bretanha por muito tempo antes de sua prisão, afinal, é apenas mais um sujeito expressando seus "valores" na multicultural Europa e Grã-Bretanha.

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