quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Sobre radicalismo muçulmano e o debate corrente

Por André,

A discussão que está se desenrolando após os atentados à sede da revista ultraesquerdista Charles Hebdo está tomando, como quase todas as discussões do debate público, um rumo um tanto quanto esquizofrênico. Me sinto certamente discutindo o maior caso de red herring do século XXI.

O primeiro argumento que surge para tentar livrar a barra da geral é que apenas uma minoria de muçulmanos é radical e disposta a cometer atos terroristas. Bem, isso certamente é motivo para alegria considerando o número de muçulmanos que existem no planeta. Só que como em todos os casos de problemas com gente radical, eles sempre são a minoria! E constatar isso não suaviza o problema. A minoria de torcedores de futebol é hooligan, a minoria dos alemães apoiou o nazismo etc. A despeito, é claro, de ser extremamente controverso se realmente é uma minoria de muçulmanos que apoia ações terroristas em democracias ocidentais. Médias realistas apontam que pelo 20% da população muçulmana apoia atos terroristas (como mostram Ben Shapiro e uma pesquisadora do Heritage). Também é da opinião de especialistas que uma população islâmica superior a 1% é suficiente para que problemas comecem a surgir.

Ou seja, ficar se digladiando sobre esse tema é completamente inócuo tanto para o diagnóstico como para a solução do problema. A suposta maioria pacífica não merece o Nobel da paz por ser contrária a degolações ou atos terroristas, é o que se espera de gente racional e de bom senso que respira no ano de 2015.

Num dos debates que me engajei sobre o assunto ontem e hoje fui cobrado por "soluções" para o problema. Confesso que tenho muito poucas e que não é tarefa do intelectual ficar propondo soluções para um mundo melhor desde sua escrivaninha, muito embora tenha pensado em ao menos duas: retirar o direito a passaporte europeu para aqueles que o portam e vão para Síria ou Iraque receber treinamento jihadista e endurecer as leis de imigração. Jamais cessar a imigração, apenas criar mecanismos que façam com que os que imigram se integrem em sociedades que cultivam valores ocidentais e que contribuam positivamente para essas sociedades.

Penso que mais do que nunca é necessário lembrar o alerta de Dante de que os lugares mais distantes do inverno estão reservados para gente que posa de moralmente neutro em situações difíceis. O que temos necessidade para o momento é: admitir que o problema existe, que é real - sem malabarismos retóricos. Chamar o problema pelo seu nome. Todos os livros sagrados possuem passagens ambíguas que incitam ou podem ser compreendidas como incitação à violência. O Corão não apenas não é exceção como provavelmente é o melhor exemplo disso. Largar o bom mocismo politicamente correto e multicultural é essencial. O islamismo é uma religião da espada. Maomé foi inclusive em vida um guerreiro e não apenas um guia espiritual como Jesus ou Buda. A maioria dos muçulmanos ignora isso e vive em paz? Ótimo! Como eu disse, podem ser descartados da equação Outros não ignoram isso? Pois bem, não podemos dizer que não tem relação com a religião islâmica.

Acho que admitir todas essas coisas arejaria bastante o debate.

Circula pelas redes sociais o seguinte vídeo:


Confesso que relutei em abrir o vídeo por circular tanto e tudo mais. Vendo o vídeo, lembrei que é um vídeo já conhecido e que, inclusive, já publiquei neste blog.

A versão estendida do vídeo se encontra aqui:


Esse vídeo traz à baila uma importante questão e mais um dos conceitos desconhecidos dos debatedores públicos tupiniquins, que é o da taqiya, um conceito que autoriza muçulmanos a mentir em defesa de sua fé. O que explicaria tanta moderação pública e tantos casos de terrorismo atrelado ao islamismo.

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