segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Um embuste intelectual chamado Reza Aslan

Por André,



Reza Aslan é um pesquisador das religiões (por favor, confiram o último vídeo, as credenciais sobre estudos da religião de Aslan são fraquíssimas, na verdade ele é um especialista em "escrita criativa") e já escreveu um polêmico livro ressuscitando a tese que Jesus foi um "revolucionário". Reza é muçulmano praticante e deu essa entrevista ASSUSTADORA para o Estadão. A entrevistadora também é muçulmana e após três tuítes críticos meus me bloqueou. Esse pessoal realmente é apreciador da livre discussão, liberdade de expressão e democracia.

A manchete já dá o tom da entrevista: a culpa pela morte de 12 cartunistas franceses é... da Europa. A suposta crise de identidade explicaria a ocorrência do fato. Será que os radicais islâmicos também estão matando crianças cristãs na Nigéria em resposta à crise existencial europeia? Será que os nomes desses lunáticos não nos diz alguma coisa? Estado islâmico não indica uma forte relação entre o Islã e a política? Boko Haram não significa exatamente desprezo pelo modo de vida ocidental? E a culpa pelo atentado à sede da Charlie Hebdo é realmente dos próprios cartunistas? Qual o interesse em negar esse choque de valores, esse choque de civilizações?

É possível ignorar tudo isso e manter a impressão de honestidade intelectual?

Ao fim da entrevista Aslan diz que o conflito entre radicais islâmicos e a liberdade de expressão é uma "falsa dicotomia", mas no início diz que a Europa vive um conflito entre multiculturalistas e nacionalistas. Não seria essa outra falsa dicotomia? As únicas opções disponíveis estão entre ser multiculturalista e nacionalista? Pegida, Frente Nacional e UKIP estão no mesmo saco (mesmo quando Nigel Farage, líder do UKIP, já declarou não ter qualquer relação ou interesse de receber apoio de Le Pen?)?

A comparação com o Holocausto, muito em voga, também é descabida; estamos falando de um genocídio historicamente estabelecido que só pode ser negado por questões raciais somada a revisionismo histórico barato. Considerando a história de países como a França e a Alemanha é perfeitamente razoável que tais afirmações sejam proibidas. Há ainda um elemento mais sutil: a identificação do povo judeu como uma raça é MUITO mais clara do que com relação aos muçulmanos. Há árabes cristãos, há judeus ateus. Praticar o Islã NÃO é fazer parte de uma raça - ou ao menos isso está muito distante quando a comparação é com os judeus. Ser judeu é, antes de tudo, pertencer a uma etnia.

Como exatamente o desenho de um homem sem calças pode denotar racismo? Apenas mesmo na cabeça de alguém intelectualmente desonesto como Aslan uma coisa dessas é possível. Aslan é quem não consegue conter dentro das suas calças o desejo de culpar os outros pelos próprios problemas.

A revista Charlie Hebdo distribuía igualitariamente suas charges antirreligiosas e anticonservadoras, mas como uma das capas da mesma antecipava, os muçulmanos são "intocáveis". Se a sede de uma revista num país livre, democrático e secular será atacada pelo teor de suas críticas religiosas, tenha certeza que não será por cristão ou judeus, mas por adeptos radicais da "religião da paz".

Quem quiser um posicionamento honesto sobre o problema do jihadismo, do totalitarismo islâmico e tudo o mais, recomendo tudo dito e escrito por Maajid Nawaz, alguém que esteve preso no Egito por atividades radicais e não um intelectual da torre de marfim e com posicionamentos suspeitíssimos como Aslan.

-

William Lane Craig põe a em xeque veracidade acadêmica das afirmações de Reza Aslan:




Aslan: um mentiroso sobre suas credenciais acadêmicas e sobre mutilação genital feminina (MGF):


Um comentário:

  1. Esse cara é mesmo uma farsa... Provavelmente ganhou destaque por ser MUITO cara-de-pau, falar com imensa assertividade (eu diria arrogância) e ficar bem na TV. Nada mais. Mostra o nível da imprensa mundial de hoje, como verificam suas fontes...

    ResponderExcluir

1. Seja polido;

2. Preze pela ortografia e gramática da sua língua-mãe.