sábado, 9 de maio de 2015

Islamofobia: palavra que descreve um fenômeno inexistente

Por André,



Uma das palavras do momento é islamofobia. Ainda um pouco distante do debate público brasileiro, ela é moeda corrente na Europa e nos EUA. Os cartunistas da revista esquerdista radical Charlie Hebdo foram chamados de islamofóbicos tanto ANTES do atentado bem como DEPOIS (na verdade, mal esperaram o sangue esfriar para disparar a acusação contra os humoristas).

Palavras com o sufixo "fobia" indicam a existência de algum medo irracional sobre alguma coisa: medo irracional de água - hidrofobia, medo irracional de aranhas - aracnofobia. Sempre que falamos de alguma fobia, estamos a falar de um sentimento de medo cuja natureza é irracional, isto é, sem justificativa real para sua proporção ou existência. Será islamofobia uma palavra adequada para definir o preconceito (eventualmente concreto) contra muçulmanos?

Julgo que não. Se os cartunistas da Charlie Hebdo temessem alguns seguimentos islâmicos enquanto ainda eram vivos para sentir qualquer coisa, poderíamos condená-los? O medo de um iminente ataque liderado por radicais constituía um medo irracional? Também julgo que não.

Será frutífero denominar o preconceito contra muçulmanos "islamofobia"? Não seria mais apropriado falarmos em sentimento "anti-muçulmano" ou "anti-islâmico", na mesma medida que falamos em antissemitismo em vez de semitofobia? Julgo que sim.

Muito embora a palavra já seja a oficial para descrever o fenômeno, sempre devemos estar atentos, pois tais palavras não surgem simplesmente no vácuo e se uma palavra que inspira equívocos foi escolhida, é preciso manter a desconfiança e refletir sobre quais interesses ela atende, visto que foi escolhida.

A islamofobia, portanto, não existe.

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