sábado, 4 de julho de 2015

O episódio 3x17 de House e a expressão apaixonada do dr. Chase

Por André,




Essa postagem é comprometedora.

É pra lembrar que este blog ainda é um blog pessoal. Eu deveria deixá-lo só para temas políticos e criar outro para as minhas revelações pessoais, mas não irei fazer isso tão logo. A maioria esmagadora de textos têm sido impessoal e sobre assuntos pretensamente mais importantes: política, filosofia etc.

É para, de certa maneira, ressuscitar a seção "bocejo pessimista" (não que eu esteja garantindo novas postagens em breve).

É para disponibilizar para quem mais quiser, a expressão do personagem do seriado House, dr. Chase, ao olhar para uma foto da dra. Cameron. Tinha a referência na cabeça e por razões as quais o leitor pode deduzir quis procurar a imagem acima, presente no excelente episódio "Posição fetal" (episódio que certamente abriga uma das maiores cenas pró-vida da TV) - não encontrei a cena na busca simples.

Nietzsche falava da limitação das palavras para expressar coisas, sentimentos, objetos, sensações etc; daí que tivesse tanta raiva dos racionalistas, dos conceitualizadores. Quantos tipos de olhares existem e, ainda assim, reunimos todos sob o nome de "olhar"? Mesmo que complementemos: "olhar triste", "olhar curioso", "olhar alegre". "olhar apaixonado", quantos tipos de olhares tristes existem que, novamente, ainda assim, simplesmente chamamos de "olhares tristes"?

Nesse sentido, nada melhor que uma imagem. Nada melhor que a arte. Nada melhor que um olhar. Olhar implica um objeto de visão, olhar implica alguém olhado, como dizia Sartre:  “(...) Porque perceber é olhar, e captar um olhar não é apreender um objeto no mundo, mas tomar consciência de ser visto (...)”.

O olhar diz, por vezes, coisas que nem todas as palavras juntas podem dizer.

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