domingo, 24 de janeiro de 2016

O perigo das retóricas pacifista ou isolacionista

Por André,

Guerras e outros conflitos entre nações certamente são coisas desagradáveis. Ao seu final há muitos débitos a contabilizar: dinheiro, vidas, territórios e também uma carga emocional, psicológica e moral pesada a carregar.

Contudo, um outro fato elementar é: guerras são necessárias, não porque haja algum aspecto intrinsecamente bom nelas (Paul Krugman é um idiota), mas simplesmente porque as pessoas não compartilham os mesmos valores que nós. De nada adianta os EUA abrir mão de ter armas nucleares se o Irã irá produzir fornadas delas, de nada adianta você não agredir ninguém se seu vizinho vai te agredir sem pestanejar na primeira oportunidade que tiver; e pior: é absolutamente perigoso não agir quando algum inimigo age dia e noite pela sua destruição total (mesmo e principalmente quando isso vem sob o nome de "aumento do espaço vital" ou "purificação do Ocidente"). Negar isso é sociopatia pura e deixar o terreno completamente aberto para a ação do inimigo agressor.

Hitler foi derrotado graças a uma postura agressiva e não a pedidos de paz e cartazes pacifistas de hippies, socialistas democráticos e outros "liberals", mas esse dado elementar da realidade não impediu que os próprios pedissem paz nas relações com o führer (talvez o que tenha faltado foram chocolates e flores):


São ranços dessa mesma retórica que ouvimos nas relativizações esquerdista dos atos do ISIS, do Boko Haram, do Hamas, da Al Qaeda, na proposta de diálogo da presidente Dilma, nas críticas às sanhas "neoconservadoras" de intervenção em hell holes caóticos ao redor do mundo (e, por conseguinte, na postura isolacionista do libertarianismo radical).

"Faça amor, não faça guerra", slogan inspirado nas ideias da escola de Frankfurt, além de uma falsa dicotomia, é falso em si mesmo toda vez que Hitler ou jihadi John não estiverem interessados apenas em fazer sexo conosco.

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